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Estamos no “As Últimas”

O site “As Últimas“, do jornalista Pedro Dória, lançou nesta semana a seção “São Paulo”, que compila diversos blogs e sites com notícias sobre a cidade.

Inspirado no site Alltop, o “As Últimas” conseguiu reunir vários blogs paulistanos e lá você poderá ter uma boa noção do que está rolando pela cidade. Tem até blog escrito em inglês e espanhol!

Segundo a explicação no site:

as últimas faz algo simples: agrega a web. É um agregador. O melhor daquilo circulando nos blogs e sites neste momento, se foi escrito em português, está aqui. É como um mapa. Ou um instantâneo. As últimas não produz conteúdo: leva ao conteúdo onde ele está.

O Urbanistas está lá, muito bem acompanhado pelo Sampa Meu Lugar, São Paulo Metrópole, Inside São Paulo, Blog de São Paulo e muitos outros!

Feliz aniversário, São Paulo!

São Paulo, 455 anos. Moderna e ao mesmo tempo provinciana, a cidade que acolheu povos de todo o mundo comemora mais um aniversário. Neste domingo ensolarado, vários eventos tomam conta da cidade para comemorar a data.

Um dos shows mais interessantes neste domingo é o “Encontro de Baterias” que acontece nesta tarde na praça Nova Luz, perto da Estação da Luz de metrô. Dois palcos foram montados, frente a frente, com um espaço entre eles de cerca de 100 metros, que será ocupado pelo público. Nos palcos, os mestres de bateria e os músicos das escolas de samba de São Paulo se revezarão de forma ininterrupta.

Do site da Prefeitura:

O auge da festa acontece por volta das 21h, quando representantes da Vai-Vai e da Mocidade Alegre, respectivamente campeã e vice do Carnaval do ano passado, tocarão simultaneamente, cada escola em um palco, em um grande desafio musical.

Além do Encontro de Baterias, uma maratona de shows comemora o aniversário de São Paulo neste domingo. O show de aniversário no Parque da Independência contará com a presença de Lulu Santos, Daniela Mercury, Toni Garrido, Paula Lima, Roberta Sá e Celso Fonseca. Veja a programação completa!

O Urbanistas/SP anda meio parado, mas não poderia deixar a data passar em branco e publica abaixo uma homenagem às pessoas que fazem a cidade ser o que é.

Foto no Flickr do Luiz Henrique Assunção.

Essa é pra tocar no rádio

TV ônibus São Paulo

Bléum… Plóim… Uóum… Bléum… E esse som, naipe programa de TV dos anos 80 com guru astrólogo, rolando forte. Sei lá quantos decibéis, ou deciBléums, mas era assim que se ouvia dentro do ônibus. Nas telas, o horóscopo genérico para signos quaisquer — talvez até o de alguém que acredite. Mas a trilha era de uma altura tal que mesmo quem-estava-de-fone-com-The Killers-num-volume-pra-cantarolar-(baixo, baixo)-junto, como apurou o imenso esforço de reportagem por trás deste post, era incomodado. E plóim…

As TVs nos ônibus paulistanos já foram tema de posts aqui (há mais de 1 ano) e em outros fóruns por aí. Novidade além de passada, qual sua avaliação sobre a telinha no busão, hein?

Nesse período, temos convivido com a programação de três redes sobre nossas cabeças: TVO, BusTV e TVOut. Há algumas diferenças — a TVO, por exemplo, não tem som; a barulhenta BusTV traz videoclipes e apresentadores próprios; a TVOut reproduz trechos da BandNews. O conteúdo, porém, é bem semelhante, com serviços, entretenimento, notícias, informes da administração e propaganda (em verdade, a razão de ser de todo o resto. Você ainda lembra que as telas para passageiros surgiram no meio do bolo dos vetos do Cidade Limpa, né?).

Grosso modo, a descrição da grade lembra a das TVs abertas. Com um público heterogêneo, como o das grandes redes, as emissoras de busão optaram por atirar para tudo que é lado — mas com muito mais repetição. Muito mais. Repetição. Repetição. Muito mais repetição. Repetição. Afinal, as viagens não duram mais de… bem… uma hora, certo? Pois é.

Dia desses, quem levou cerca de 50 minutos para atravessar a Av. Paulista viu pelo menos duas vezes um pacote que incluía: as virtudes vitamínicas da escarola; campanha do agasalho; clipe da Celine Dion (como grita!); mulher de bobes na cabeça lendo fofoca de revista de celebridade; seqüência de vídeos sem crédito tirados da internet.

Mudo ou não, o cardápio que quem usa o transporte coletivo é quase obrigado a seguir ainda inclui esquetes bobos de fantoches, ‘pegadinhas’ gringas constrangedoras, noticiário velho (às 14h de uma terça-feira, o boletim era da segunda, 19h). E repete, repete, repete… Se não na mesma viagem, na próxima — já que produzir conteúdo é caro e dá trabalho; e, no ônibus, ninguém pode trocar de canal.

Sem poder, o passageiro que se dane. Goste ou não goste, vai conviver com a janela eletrônica e ainda tem de ouvir que se trata de uma melhoria primeiro-mundista que promove informação, bem-estar… E cada um com seus proBléumas.

*A foto mostra lei em desuso. O autor do post é de Leão. E o título é do ministro.

Nu com a mão no guidão

Sampa em campanha – Dylan já

Cole no vidro do carro, na carteira da faculdade, na testa. Será que vai rolar? Os produtores pediram entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões para uma apresentação extra no domingo e a Prefeitura vai atrás.  Show gratuito, a céu aberto, galera com cabelo blowin’ in the wind…Vale o pensamento positivo.

dylan3.JPG

Tinha (terá!) um estacionamento no meio do caminho

estacionamento

Foi a manchete do JT de hoje: vem aí o bilhete metrô-carro. Sabe quando a gente vai a um lugar perto de uma estação X, mas a estação mais próxima, Y, é longe de onde nós estamos? Aí a gente pensa que podia fazer só uma parte do trajeto ao volante, deixar o veículo num local seguro e continuar a viagem de transporte coletivo — mas o tal ‘local seguro’ não existe ou é muito caro. Pois o bilhete quer ajudar neste ponto.

A idéia é que, com um cartão magnético, o motorista possa parar em um dos 16 pátios que serão construídos perto das estações. Hoje, quando há estacionamento, ele é terceirizado — na Barra Funda e na Tietê, o serviço tem vínculo com o Metrô, que leva parte da arrecadação. Com a integração, porém, o esquema não vai se restringir à mera divisão de receita: quando o dono do carro usar o bilhete para estacionar, terá direito a uma passagem de ida e outra de volta.

O projeto, que ganhou o nome de Metrô Fácil Estacionamento, está em fase de negociação. Ainda não há definição de tarifa nem lista fechada de estações. Também não há detalhes sobre quanto tempo os veículos poderão ficar parados, por exemplo. Além disso, há o risco de liberar ruas, mas superlotar ainda mais o sistema — que já teve dias melhores –, o que exigirá adaptações, como mais trens.

E aí, o que você acha? A idéia vinga? Você pagaria quanto?

A imagem é do mapa oficial do Metrô com sobreposição de Paintbrush. Blz, sou júnior.