As igrejas e templos mais bonitos de São Paulo

A diversidade religiosa de São Paulo é impressionante e a cidade abriga centenas de igrejas, templos, mesquitas, sinagogas, terreiros… Veja abaixo uma lista das construções religiosas mais bonitas e mais importantes da capital.

Catedral Ortodoxa de São Paulo
Igreja Ortodoxa
Foto no Flickr do betta design
A Catedral Ortodoxa de São Paulo, perto da estação Paraíso do Metrô, é a Sé da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina no Brasil.

É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul).

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Lembranças da comida da vovó

Frango com tudo Se você tem saudades da comida da vovó, aquela comida do interior, recomendo o restaurante/boteco Frango Com Tudo, que fica na região de Santa Cecília.

Como o nome já diz, o forte da casa é o frango. Frango na brasa, frango cozido, frango com polentas… E tem também o “frango com tudo dentro”, que leva farofa de míudos dentro da ave e serve quatro pessoas.

Recomendo também o caldo de feijão e as porções de entrada, como torresminho, pão de alho e frango a passarinho. Ah, destaque também para a farofa de banana da terra e o purê como acompanhamento dos pratos principais!

Os preços dos pratos são bem em conta, o ambiente é bem casual e vale a visita de quem está na região central da cidade.

Frango com Tudo // R.Canuto do Val, 115, Sta. Cecília

Começa o São Paulo Restaurant Week

São Paulo Restaurant Week

Começou nesta semana em São Paulo a edição de inverno (?) do Restaurant Week, evento que já se tornou tradição para os que gostam de boa comida a preços mais camaradas.

O São Paulo Restaurant Week, que acontece entre 31 de agosto a 13 de setembro, tem 202 restaurantes participantes que vão servir menus especiais a valores mais acessíveis. Os menus são compostos por entrada, prato principal e sobremesa com valor fixo para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar.

Dentre os mais famosos (e caros!), estão o Antiquarius, o Bistro Charlô, o Shintori e muitos outros. Você pode ver a lista completa no site do evento.

O Manoel Netto, do Manual de Sobrevivência em SP, divulgou em seu blog uma maneira mais fácil de ver onde estão os restaurantes participantes. Lá você pode ver em um mapa da cidade os principais restaurantes participantes do SPRW. E se isso não é o bastante, o Manoel também disponibilizou um livestreaming de tudo o que estão falando sobre o evento lá no BlogBlogs. Passa lá pra ver!

Ah! Não se esqueça de fazer reservas nos restaurantes antes de partir para a farra gastronômica. É bem comum os principais restaurantes ficarem lotados durante essas duas semanas.

10 motivos para comemorar o Dia da Pizza

Dia da Pizza

Não haveria dia melhor da semana para a comemoração do próximo “Dia da Pizza“, data comemorativa tipicamente paulistana. Nesta sexta-feira, dia 10, diversas pizzarias da cidade contam com programação especial para homenagear este prato que é a cara da cidade.

O crítico culinário Saul Galvão explica em seu blog a origem da data comemorativa:

O Dia da Pizza foi criado em 1985, pelo então Secretário do Turismo Caio Pompeu de Toledo que organizou o “I Festival da Pizza da Cidade de São Paulo” e elegeu as 10 melhores receitas de mussarela e marguerita da capital paulistana. No dia 10 de julho ocorreu o encerramento do concurso e a data foi oficializada como o Dia da Pizza.

O Urbanistas, quando ainda era Sampaist, fez uma compilação das melhores pizzas de São Paulo. Muita coisa mudou desde então, mas as clássicas continuam no topo da lista. Veja abaixo algumas de nossas escolhas:

1 – Speranza: tradicionalíssima, já foi eleita a melhor pizza de São Paulo diversas vezes. Quando for pra lá, não ouse: peça as mais simples e dignas, como margherita e mussarela. Preste atenção na qualidade da massa. Hmmmm… entre as unidades da Bela Vista e de Moema, prefira a primeira. Se é pra ser tradicional…

2 – Bráz: inspirada no bairro paulistano do Brás, cheio de imigrantes italianos e, reza a lenda, onde as primeiras pizzas da cidade foram assadas, a casa se orgulha dos seus ingredientes de primeira qualidade. Cinco unidades em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e uma em Campinas. Tá bom pra você?

3 – Pedaço da Pizza: é o Mc Donald’s das pizzas. Não é grandes coisas, nem tão barata assim, mas uma excelente opção se você está com pressa e quer comer uma coisinha rápida antes ou depois do cinema.

A lista com as 10 melhores pizzas de São Paulo você encontra clicando aqui!

Foto no Flickr do .Bala

Urbanistas achou estranho: Athenas

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Paramos no bar numa sexta à noite, por acaso: íamos a outro, que estava lotado. “Aquele bar embaixo da escola de inglês” vinha a calhar.

Mesa para cinco. Por algum motivo, o garçom informou que só poderíamos ter uma para quatro — o bar estava cheio, mas havia mesas e cadeiras vazias. Como o quinto elemento só chegaria mais tarde, sentaram-se quatro e, quando o último chegou, simplesmente pegamos uma cadeira sem dar satisfação. Cadeira estofada, com braços de madeira, cara de confortável — só cara, para 4/5 da galera, que reclamou do assento depois da primeira meia hora.

Como sugere o nome do lugar, o cardápio traz pratos gregos, como a mussaka. Mas o dia era pra bar, então sanduíche, chope, petiscos, refrigerante… Pedidos feitos. A Pepsi light com gelo veio sem gelo. Deixa passar, que o papo tá bom. Uma boa porção de batatas fritas cortadas em pedaços grandes; bolotas de queijo das generosas, também. E vamos para o segundo chope.

O sanduíche sem tomate veio com tomate. A falha remete, claro, à falta do gelo da Pepsi light, mas logo a mesa se divide entre os que defendem devolver o lanche e os que defendem apenas tirar o tomate. Afinal, o tomate “contamina” o resto? Sim! Não! Frescura. Eu tenho um amigo que não pode porque tem problema de fígado e… Tomate tirado. Aquele chope não chegou e, no horizonte, nada de garçons. Um ou outro nos cantos, mirando o infinito, talvez a Acrópole. O plano era juntar mais repescagens: uma bebida e outro sanduíche também não tinham chegado.

Conversa vai, tempo também.

“Desisti do meu sanduíche”. Nova rodada de discussão à mesa. Pedimos pra cancelar? Ele pode estar vindo… Mas pode não estar, e o cara vai lembrar e pedir, pra não dar o braço a torcer… Vamos conferir depois na conta. “Nem quero mais, passa a batata”.

“Desisti do meu cosmo”. Garçom surgiu, finalmente novo pedido daquele chope. Pepsi light com gelo para substituir a bebida — nem palavra sobre o sanduíche. O cara volta com o chope e uma Pepsi normal na bandeja. “A sua é light? Ah!”.

Foi uma noite legal, claro, que a gente não estraga encontro com o pessoal por bobagem. O bar virou assunto pra risada, mas não que precisasse. Na conta, nada do sanduíche que nunca veio, e outro detalhe revelador. Na anotação daquele primeiro refrigerante, a comanda especificava, cheia de importância: “sem gelo”.

Serviço (que aqui funciona!): R. Augusta, 1.449, esquina com a R. Antonio Carlos // Fone: 3262-1945

Só este post não tinha ido ao Acrópoles?

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“Zúlia! Vozê ama cassorro de André mas eu ama vozê!”. As aspas são do Sr. Petrakis global, grego dono de restaurante, citado na desciclopédia. O Sr. Petrakis de São Paulo fala bem menos engraçado e, em carne e osso, a gente sabe que fica difícil segurar a bonachice (! 6 citações no Google) à Tony Ramos. 

No Bom Retiro, Thrassyvoulos Georgios Petrakis é quem comanda o restaurante de que todo mundo já ouviu falar e a que muitos já foram. A casa foi inaugurada em 1959 e está lá, firme e forte — provavelmente com os mesmos pratos de friso azul (os que ainda têm o friso…), as mesmas imagens de paisagem (mais amareladas), a mesma geladeira-vitrine transparente de décadas anteriores. O jogo americano plástico com propaganda tosca e desbotada, por exemplo, tem cara de anos 90. Mas o forramento de prêmios na parede, este anda bem atualizado.

O lugar é pequeno e lota. Na entrada, concorrendo com a eventual fila de quem quer pagar a conta, está um balcão refrigerado com sobremesas e outras iguarias, daqueles da padaria da esquina (sabe como é, ele ‘orna’ com a geladeira do parágrafo anterior). Por todos os lados, além da decoração kitsch (colunas de gesso pintadas de azul esmaltado, fotos de painel de agência de viagens, garrafas de azeite), contribui para o efeito ‘caos’ o fato de as mesas estarem dispostas no que parece uma seqüência de corredores — em vez de um salão. O pé-direito é alto (mais azul no teto, claro), o que dá algum alívio.

Se você já está sentado, é melhor escolher logo. Não rola esperar outros amigos chegarem nem chamar uma cerveja para começar — os garçons e o próprio Sr. Petrakis vão insistir para que o pedido seja feito. Ok, pode ser uma salada de entrada, mas é a salada terminar e… O que você está fazendo aí parado? É hora de levantar e ir até a janela da cozinha escolher sua refeição.

Pela abertura, os clientes vêem as travessas e as panelas. Quando se escolhe um item, o cozinheiro informa os acompanhamentos. A lula recheada, por exemplo, vem com polvo ao vinho e risoto de frutos do mar; o camarão pode ser com risoto ou arroz e batata; a mussaká é servida sozinha — mas tudo é muito bem servido. Pratões na mão, voltamos à mesa.

E como é bom. Comida ‘com sustância’ — sua mãe vai ficar orgulhosa que o filhão está comendo bem fora de casa. Tanto que uma boa idéia é dar uma olhada nos pedidos da mesa do lado antes de encarar um sozinho; até para pensar em meiar duas combinações pra experimentar um pouco de tudo. Ah, no momento da comida pode ficar sossegado, que ninguém atrapalha. Mas é limpar o prato e lá vem o batalhão apressado pra oferecer sobremesa e cafezinho.

Cheio de fama e com a cozinha de primeira, o Acrópoles não é tão barato. Uma refeição completa fica em torno de R$ 55,00.

Então, o resumo é assim: o ambiente é feio-estranho-aconchegante-estranho. É apertado. Não fomos lá muito bem tratados. É quase caro. E todo mundo recomenda, porque vale muito a pena.

Acrópoles: Rua da Graça, 364, Bom Retiro // Tel.: 3323-4386 // Aberto das 6h30 às 23h30

*A foto é montagem de divulgação da novela com a do restaurante. Diz a lenda (e dizem algumas reportagens de jornal) que o nome da personagem do Tony Ramos foi, de fato, inspirado na família do Sr. Thrassyvoulos.