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Lembranças da comida da vovó

Frango com tudo Se você tem saudades da comida da vovó, aquela comida do interior, recomendo o restaurante/boteco Frango Com Tudo, que fica na região de Santa Cecília.

Como o nome já diz, o forte da casa é o frango. Frango na brasa, frango cozido, frango com polentas… E tem também o “frango com tudo dentro”, que leva farofa de míudos dentro da ave e serve quatro pessoas.

Recomendo também o caldo de feijão e as porções de entrada, como torresminho, pão de alho e frango a passarinho. Ah, destaque também para a farofa de banana da terra e o purê como acompanhamento dos pratos principais!

Os preços dos pratos são bem em conta, o ambiente é bem casual e vale a visita de quem está na região central da cidade.

Frango com Tudo // R.Canuto do Val, 115, Sta. Cecília

Começa o São Paulo Restaurant Week

São Paulo Restaurant Week

Começou nesta semana em São Paulo a edição de inverno (?) do Restaurant Week, evento que já se tornou tradição para os que gostam de boa comida a preços mais camaradas.

O São Paulo Restaurant Week, que acontece entre 31 de agosto a 13 de setembro, tem 202 restaurantes participantes que vão servir menus especiais a valores mais acessíveis. Os menus são compostos por entrada, prato principal e sobremesa com valor fixo para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar.

Dentre os mais famosos (e caros!), estão o Antiquarius, o Bistro Charlô, o Shintori e muitos outros. Você pode ver a lista completa no site do evento.

O Manoel Netto, do Manual de Sobrevivência em SP, divulgou em seu blog uma maneira mais fácil de ver onde estão os restaurantes participantes. Lá você pode ver em um mapa da cidade os principais restaurantes participantes do SPRW. E se isso não é o bastante, o Manoel também disponibilizou um livestreaming de tudo o que estão falando sobre o evento lá no BlogBlogs. Passa lá pra ver!

Ah! Não se esqueça de fazer reservas nos restaurantes antes de partir para a farra gastronômica. É bem comum os principais restaurantes ficarem lotados durante essas duas semanas.

10 motivos para comemorar o Dia da Pizza

Dia da Pizza

Não haveria dia melhor da semana para a comemoração do próximo “Dia da Pizza“, data comemorativa tipicamente paulistana. Nesta sexta-feira, dia 10, diversas pizzarias da cidade contam com programação especial para homenagear este prato que é a cara da cidade.

O crítico culinário Saul Galvão explica em seu blog a origem da data comemorativa:

O Dia da Pizza foi criado em 1985, pelo então Secretário do Turismo Caio Pompeu de Toledo que organizou o “I Festival da Pizza da Cidade de São Paulo” e elegeu as 10 melhores receitas de mussarela e marguerita da capital paulistana. No dia 10 de julho ocorreu o encerramento do concurso e a data foi oficializada como o Dia da Pizza.

O Urbanistas, quando ainda era Sampaist, fez uma compilação das melhores pizzas de São Paulo. Muita coisa mudou desde então, mas as clássicas continuam no topo da lista. Veja abaixo algumas de nossas escolhas:

1 – Speranza: tradicionalíssima, já foi eleita a melhor pizza de São Paulo diversas vezes. Quando for pra lá, não ouse: peça as mais simples e dignas, como margherita e mussarela. Preste atenção na qualidade da massa. Hmmmm… entre as unidades da Bela Vista e de Moema, prefira a primeira. Se é pra ser tradicional…

2 – Bráz: inspirada no bairro paulistano do Brás, cheio de imigrantes italianos e, reza a lenda, onde as primeiras pizzas da cidade foram assadas, a casa se orgulha dos seus ingredientes de primeira qualidade. Cinco unidades em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e uma em Campinas. Tá bom pra você?

3 – Pedaço da Pizza: é o Mc Donald’s das pizzas. Não é grandes coisas, nem tão barata assim, mas uma excelente opção se você está com pressa e quer comer uma coisinha rápida antes ou depois do cinema.

A lista com as 10 melhores pizzas de São Paulo você encontra clicando aqui!

Foto no Flickr do .Bala

Urbanistas achou estranho: Athenas

Pepsi_Gelo_SXC

Paramos no bar numa sexta à noite, por acaso: íamos a outro, que estava lotado. “Aquele bar embaixo da escola de inglês” vinha a calhar.

Mesa para cinco. Por algum motivo, o garçom informou que só poderíamos ter uma para quatro — o bar estava cheio, mas havia mesas e cadeiras vazias. Como o quinto elemento só chegaria mais tarde, sentaram-se quatro e, quando o último chegou, simplesmente pegamos uma cadeira sem dar satisfação. Cadeira estofada, com braços de madeira, cara de confortável — só cara, para 4/5 da galera, que reclamou do assento depois da primeira meia hora.

Como sugere o nome do lugar, o cardápio traz pratos gregos, como a mussaka. Mas o dia era pra bar, então sanduíche, chope, petiscos, refrigerante… Pedidos feitos. A Pepsi light com gelo veio sem gelo. Deixa passar, que o papo tá bom. Uma boa porção de batatas fritas cortadas em pedaços grandes; bolotas de queijo das generosas, também. E vamos para o segundo chope.

O sanduíche sem tomate veio com tomate. A falha remete, claro, à falta do gelo da Pepsi light, mas logo a mesa se divide entre os que defendem devolver o lanche e os que defendem apenas tirar o tomate. Afinal, o tomate “contamina” o resto? Sim! Não! Frescura. Eu tenho um amigo que não pode porque tem problema de fígado e… Tomate tirado. Aquele chope não chegou e, no horizonte, nada de garçons. Um ou outro nos cantos, mirando o infinito, talvez a Acrópole. O plano era juntar mais repescagens: uma bebida e outro sanduíche também não tinham chegado.

Conversa vai, tempo também.

“Desisti do meu sanduíche”. Nova rodada de discussão à mesa. Pedimos pra cancelar? Ele pode estar vindo… Mas pode não estar, e o cara vai lembrar e pedir, pra não dar o braço a torcer… Vamos conferir depois na conta. “Nem quero mais, passa a batata”.

“Desisti do meu cosmo”. Garçom surgiu, finalmente novo pedido daquele chope. Pepsi light com gelo para substituir a bebida — nem palavra sobre o sanduíche. O cara volta com o chope e uma Pepsi normal na bandeja. “A sua é light? Ah!”.

Foi uma noite legal, claro, que a gente não estraga encontro com o pessoal por bobagem. O bar virou assunto pra risada, mas não que precisasse. Na conta, nada do sanduíche que nunca veio, e outro detalhe revelador. Na anotação daquele primeiro refrigerante, a comanda especificava, cheia de importância: “sem gelo”.

Serviço (que aqui funciona!): R. Augusta, 1.449, esquina com a R. Antonio Carlos // Fone: 3262-1945

Literatura no Bardo Batata

Fica na Bela Cintra número 1333, entre a Alameda Santos e a Alameda Jaú, um point que mistura Gastronomia e Cultura de modo muito bem temperado. O Bardo Batata tem um clima bem aconchegante, quase à luz de velas no térreo, adega no fundinho e muito papo literário no segundo andar. A especialidade da casa é a batata suíça ou röstti, com recheio para todos os gostos, e o menu – cheio de brincadeiras culturais – é uma atração à parte. Os horários? O Bardo Batata fica aberto para almoço, jantar é happy hour e é pertinho do metrô Consolação. Mais fácil impossível.

Confesso que apesar de morar por perto, só fui conhecer o Bardo Batata recentemente em um lançamento da Tarja Editorial. Aliás, foi um lançamento duplo com a escritora Nazarethe Fonseca (dos livros Alma e Sangue e Kara e Kmam) e a Cristina Lasaitis (Fábulas do Tempo e da Eternidade) reunindo fãs e amigos por lá.

A Nazarethe transita pelo mundo dos vampiros e já tem dois personagens muito queridos pelos leitores, originando o nome do segundo livro. A Cristina (quem adivinhar como pronuncia o sobrenome dela me mande um e-mail!) está estreando agora em papel, mas já marca presença na Internet há um tempinho. Ela escreve fantasia e ficção (sci-fi legítima), adicionando à receita fantástica várias facetas da sexualidade humana. O resultado é muito positivo.

A próxima badalação no Bardo Batata (que não é bardo por acaso) será dia 29 de julho às 18:30h, com o lançamento do Necrópole 3 – Histórias de Bruxaria. Para quem não sabe, a série Necrópole foi criada pelos autores paulistanos Camila Fernandes, Richard Diegues, Alexandre Heredia, Gianpaolo Celli e Giorgio Cappelli que estrearam com tudo com o tema vampiros. O tema desse terceiro livro é, surpresa, bruxaria! E os autores convidados são Nazarethe Fonseca e Eric Novello, esse blogueiro que vos fala.

Então já sabem: duas dicas. A primeira é o Necrópole 3 no dia 29 de julho com direito a muitos livros autografados. A segunda é a batata suíça com recheio de Paulicéia Desvairada. Para entender, só indo lá.

Bardo Batata // Rua Bela Cintra, 1333, Jardins // 11-3068-9852

Sopas com vista panorâmica

Vendo pelo lado bom, a falta de chuva em São Paulo ajuda consola aqueles que querem ter uma bela vista da cidade, bem do alto, com céu claro poluído, mas sem nuvens. E agora há ainda mais um estímulo para os turistas de arranha-céus.

O Piano Bar do Terraço Itália, localizado no 41o andar do Edifício Itália, segundo edifício mais alto de São Paulo, oferece – para aqueles que não dispõem de rios de dinheiro R$ 85 para gastar no tagliatelle com lagosta, rúcula e tomate seco, servido no restaurante – um festival de sopas a R$ 42. São quatro opções de sopas assinadas pelo chef Giancarlo Marcheggiani, servidas em sistema de buffet, acompanhadas de pães e frios.

O preço vale a vista, já que as sopas deixam um pouco a desejar, especialmente se comparadas às dos buffets servidos em outros restaurantes e padarias da cidade. Em noites sem névoa tem-se uma vista em 360º da cidade, destacando-se nela as luzes da Av. Paulista e da Torre do Santander (ex-Edifício do Banespa).

Porém, notem que a “oportunidade” está disponível apenas de domingo a quinta-feira, das 18h às 23h, até 31 de agosto. Para os motoristas, além do lembrete sobre a lei seca, mais um detalhe: aloquem mais R$ 15 para o serviço de valet, porque estacionar na rua é sempre um risco desafio na região central da cidade. A estação de metrô mais próxima (República) fica a uma distância de apenas meio quilômetro, mas o trajeto a pé inclui o contorno da não-tão-hospitaleira Praça da República.

Note-se ainda que quem quer ter uma vista boa enquanto janta deve sair cedo de casa, pois o bar não aceita reservas e quem chega após as 20h30 corre o risco de ter que se acomodar no balcão – no centro do bar -, que não tem o charme dos sofás localizados bem ao lado das janelas.

Para os que dispensam a sopa, vale lembrar que a visitação ao edifício é livre entre 15h e 16h, de segunda a quinta-feira, algumas horas antes do horário considerado de “vista ótima”: em torno das 18h, no inverno (daí a vantagem de se visitar o Piano Bar).

Aqui você encontra mais informações sobre o festival de sopas. O Terraço Itália (com seus quatro ambientes) localiza-se na Av. Ipiranga, 344 (41o andar) – Centro. Telefone: (11) 2189-2929.

Foto no Flickr da Camila Braga.


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