Ele é Sampa: Dj Marky na capital brasileira da música eletrônica

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Mesmo quem não gosta ou não conhece música eletrônica já ouviu falar do DJ Marky. Ele é um dos principais expoentes da música eletrônica brasileira, posto que conquistou depois de uma longa trajetória na cena paulistana.

Nascido Marco Antonio da Silva, ele começou a se aprofundar na arte da mixagem na década de 80, época em que ainda era conhecido como Marky Mark. Rapidamente se tornou o nosso pioneiro na discotecagem do Jungle e Drum’n’Bass, dois estilos mais “quebrados” e percussivos da música eletrônica.

A fama chegou com os anos 90, quando foi DJ residente da lendária casa noturna Toco e, mais tarde, comandou uma das noites mais famosas do Lov.e, a Vibe. Nessa época foi eleito diversas vezes como melhor DJ do país e influenciou a popularização da música eletrônica e o surgimento de uma cena nacional.

Aos 32 anos, Marky continua sendo o DJ de maior evidência do país e, apesar de passar cerca de 6 meses do ano em turnê mundo afora, mora em São Paulo, capital brasileira da música eletrônica.

Depois de muita espera, o Sampaist bateu um papo virtual (e suscinto) com o DJ. Confira abaixo porque o DJ Marky é Sampa!

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Ale Blanco e o mundo dos sabores

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Ale Blanco, blogueira do apetitoso Comidinhas, é uma apaixonada por sabores e vai contribuir com o Sampaist em posts ocasionais sobre o “sabor da cidade”.

Fomos falar com ela sobre os aromas, cores e gostos de São Paulo, para uma apresentação “formal” antes do primeiro post.

Não se assustem com a cara de brava e o cargo de comando, porque atrás desse perfil “Margareth Thatcher”, bem perto da superfície, fervilha uma mulher com alma de moleca, ligada em tudo, elétrica e de sorriso gostoso, que dança toda espevitada ao som das pick ups de seu marido (uma das condições mais fortes para não nos rasgarmos em elogios à sua beleza, que é muita e notória).

Bom apetite!

Quem é e a que veio Alessandra Blanco?
Sou jornalista, gerente de conteúdo do iG, viciada em seriados de TV e mais maluca ainda por assuntos gastronômicos. Vim para alimentar e me alimentar.

De onde veio a paixão por gastronomia?
Da bisnona, da nona, das tardes fazendo massa de pão e pizza com a mãe.

São Paulo é doce, salgada, azeda, adstringente…?
Ah, São Paulo é uma mistura de tudo. Por que escolher se cada um deles é bom do seu jeito?

Qual a melhor bebida para brindar a cidade?
Dry martini, do Terraço Itália, o melhor drinque da cidade, com uma vista incrível e um lugar que pode ser cafona, mas tem o seu charme.

Um lugar para piquenique? Um lugar para um jantar de gala?
O parque do Ibirapuera, fiz vários piqueniques (fugindo no meio do trabalho) lá quando comecei a namorar com o meu marido. Um jantar de gala? Não tenho muitos desses e acho chato.
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Onde comer bem com 5, 50 e 500 reais?
5 – hambúrguer do seu Osvaldo, no Ipiranga
50 – Ritz, sempre bom
500 – o menu degustação do D.O.M.

Qual lugar na cidade abre o apetite? E qual tira totalmente a fome?
Abre meu apetite a padaria Big Bread, do Ipiranga.
Tirar a fome? Difícil…. tenho vontade de experimentar até o churrasquinho de grego da avenida São João.

Aperitivos abrem ou estragam o apetite?
Abrem, abrem, abrem. Nada melhor que drinques e pãezinhos antes do jantar.

O que cozinhar a dois?
Espaguete, como a Dama e o Vagabundo.

Onde comprar ingredientes de primeira?
No Ceagesp, delícia, sempre compro mais o que devia. A bagunça, as cores, os cheiros, as variedades e o barulho são maravilhosos.

O que na cidade está verde, o que está maduro e o que já apodreceu?
Os parques estão super verdes nessa época do ano, perfeitos para caminhadas, piqueniques, sorvetes ou só namorar;
Maduro: os restaurantes, cada dia melhores;
Já apodreceu: o trânsito e a violência.

Qual restaurante conhecer antes de morrer?
O maior número deles possível, do PF ao 3 estrelas.

Especial Festa do Sampaist: Imperdíveis e o RPB

imperdiveis5.jpg Para completar o time que faz a Festa Sampaist HOJE no StudioSP: a banda Imperdiveis!

Os amigos da foto ao lado já dividiram o palco com: Placebo, Iggy Pop & The Stooges, Nine Inch Nails e Sonic Youth. Só isso. Fazem um tipo de rock diferente – o RPB (Rock Popular Brasileiro) – acabam de lançar o segundo disco “Roquenrou Em Estéreo”, prometem show para dançar, e são apaixonados pelos bairros onde moram.

Você já deve ter visto essa turma por aí. A imprensa paulistana descobriu o “roquenrou” dos meninos e eles estiveram em todos os cantos: jornais, revistas e TV.

Fomos checar o que eles têm a dizer sobre a cidade, a festa, e o rumo da banda em 2007.

O que seria o “Rock Popular Brasileiro”? Digam uma grande influência rock e outra grande influência da MPB, se é que ela existe.

Somos uma banda de RPB – Rock Popular Brasileiro – que faz um som direto, com uma linguagem simples, coloquial, preocupada em provocar discussão sobre diversos assuntos do cotidiano brasileiro, mas com bom humor e inteligência. Temos muita influência brasileira, principalmente da Jovem Guarda e Punk dos anos 80. Nos shows sempre tocamos algumas versões adaptadas ao nosso estilo. Roberto e Erasmo Carlos, Titãs, Mutantes, Itamar Assumpção e Jorge Ben Jor são alguns dos artistas que homenageamos.

Quais bandas nacionais vocês têm ouvido ultimamente?

Várias. Estamos sempre conhecendo coisa nova. Gostamos de Barra Mundo, que é aqui de São Paulo, Cachorro Grande, Charme Chulo, Moptop. São muitas mesmo.

Dá para viver de música em São Paulo?

Depende da proposta da banda ou do artista. No nosso caso, temos empregos fixos além da banda. Achamos que trabalhar com música própria é bem mais legal, e vemos futuro nisso, mas, financeiramente, não é fácil pra quem não faz parte do mainstream. Principalmente pra nós que apostamos num trabalho autoral e diferente.

Como foi a experiência de vencer a etapa paulistana do festival Claro Que é Rock? Rendeu frutos ou foi em vão?

Foram dois momentos. Tocamos com o Placebo, para 8 mil pessoas, no Credicard Hall. Foi uma experiência incrível. O som estava perfeito, o palco era infinito, e o público foi comprando a nossa idéia logo nas primeiras músicas. Depois fomos anunciados vencedores e, o melhor de tudo, tivemos o voto do público. Depois disso, tocamos com outras 7 bandas novas que venceram as outras etapas estaduais e com grandes bandas nacionais e internacionais. Teve Iggy Pop, Flaming Lips, Sonic Youth, Cachorro Grande, Nação Zumbi e várias outras bandas que adoramos. Esse evento foi ainda maior. Foi na chácara do Jóquei Clube, e tinha 23 mil pessoas. Deu pra muita gente conhecer o trabalho, se interessar em saber mais sobre a banda, recebemos muitos e-mails de gente que visitou o site e passou a acompanhar a banda em diversos shows, saímos em alguns veículos de imprensa, etc. Foi muito positivo pra banda.

Cantar em português virou regra? Por que?

Não temos nada contra quem canta em inglês ou outro idioma qualquer, mas preferimos cantar em português porque é assim que gostamos de passar nossas mensagens, nosso jeito de ser, que é bem brasileiro: romântico e alegre.

Onde vocês moram e quais são os lugares inusitados do bairro de vocês?

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Especial Festa do Sampaist: Toca Clash, Carlos Freitas!

cfreitas.jpg Esse aí da lado é o Carlos Freitas, nosso convidado para pilotar as pickups da festa do SAMPAIST, junto com Marcelo Costa e Tatá Aeroplano. Promete que na pista vai rolar The Clash e “o mundo impop de mashups”.

De Recife veio parar em Sampa. No currículo, a banda Mundo Livre s/a, uma loja de discos, paixão por música e torcedor do Náutico. Está por descobrir mais sobre São Paulo. E, apesar de dizer que não sabe a que veio, o Sampaist sabe e mostra nesta conversa.

1 – Quem é a Carlos Freitas? De onde veio e a que veio?
A primeira é a pergunta da minha vida. Ainda não consegui responder. Penso nisso quase todos os dias, embora seja um sujeito afeito a insistências e resistências. Não sou completamente zelig (alô Woody Allen), mas um lost in translation. Sim, o nome do filme da Sofia Coppola é a resposta que sempre recorro à pergunta. To confundindo para esclarecer (salve Tom Zé!), bem sei, mas entre as encruzilhadas que ligam Recife Rio e São Paulo, sempre escolhi as trilhas menos convencionais.

2 – Como você veio parar em São Paulo?
É samba de um enredo só: transferências. Comecei numa empresa de internet em Recife chamada Radix. Comprada pelo iBest, foi transferida para o Rio. Segui com ela. Com a fusão dos provedores iG, iBest e BrTurbo, São Paulo passou a ser minha casa.

3 – Quem for à festa do Sampaist, vai ouvir o que na pista?
Se a festa fosse hoje a seleção de músicas seria completamente diferente. Depende dos últimos 30 discos que ouço nos últimos dois dias. E salve a Internet! Hoje teria Serge Gainsbourg como inspiração. O repertório, portanto, seria composto de iconoclastia e improbabilidades. Certo mesmo é a presença de This is Radio Clash, do The Clash. Foi prometida para Capitu (colaboradora do Sampaist). É uma música que, acredito, espelha o cenário musical contemporâneo: urbano, de combate, dançante, mestiço, impreciso. Ta vendo, tudo termina numa ode a improbabilidade! É que simpatizo com as obras que não se encerram em um período, que mantenham o seu poder de sedução e transformação. O mundo impop de mashups, da remix culture (salve Lawrence Lessig!) é a minha casa.

4 – E que história é essa de Mundo Livre S/A e loja de discos?

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Especial Festa do Sampaist: Marcelo Costa é Sampa!

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Marcelo Silva Costa aposta que que o CD tal qual o conhecemos ainda não morreu, mas vai morrer, e logo. Ainda assim tem 5 mil desses disquinhos ocupando toda sua sala. “O CD vai morrer, mas não a música. O suporte mudou, mas a música continua a mesma.”

E quando não está ouvindo ou pensando em música, está tocando ou escrevendo sobre ela. De “profissão séria” é editor de homes em um portal de internet, editor do site Scream & Yell e escreve sobre música, cinema e cultura pop.

Quer alguém mais gabaritado para comandar as pick ups da festa do Sampaist no Studio SP?!

De onde veio e para onde vai Marcelo Costa?
Marcelo Costa já veio e já foi para tanto lugar que nem sabe mais onde ele está. Ele continua procurando algo que ainda não sabe o que é. É um eterno insatisfeito que, ironia das ironias, é apaixonado pela vida.

São Paulo produz boa música? E sabe consumir boa música?
Das capitais que produzem boa música, São Paulo deve estar em sétimo, oitavo lugar. Existem ótimas bandas aqui (Ludov, Pullovers, CSS), mas essas boas bandas não constituem uma cena. Há boa música, mas em comparação, é menos do que se produz em capitais como Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Recife, por exemplo. Mas a noite daqui é agitada e quente. As pessoas vão atrás das informações. São Paulo é a capital cultural do país. É o melhor lugar para um apaixonado por cultura pop viver.

Qual a trilha sonora de SP?
Acho que o Pullovers está vestindo essa camisa, sabe. Esse papel que era do Ira! nos anos 80, de se dizer paulista e se sentir orgulhoso por ser daqui.

Falta algo aqui?
A minha mãe (risos). Ela ama São Paulo, provavelmente mais do que eu, mas acho que não teria coragem e pique de voltar a viver aqui. São Paulo é uma cidade muito agitada.

Quem for à festa do Sampaist vai ouvir o que na pista?
Sempre monto a discotecagem na hora, mas deve ter rock da melhor qualidade, muita coisa nova, muita coisa velha e Be My Baby encaixada no meio de tudo.

Qual a característica mais comum de um paulistano?
A pressa. São Paulo não anda, corre.

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A Invasão dos Seres Verdes

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Amanhã São Paulo fica “rural” e sapos invadem, coachando, o Centro Cultural São Paulo.

Se ontem o Los Pirata pedia o fim do carão nas noites de rock paulistanas, hoje o Sampaist entra no climão brejo-psicodélico e pede um róque (assim mesmo) mais…natureba. Aquele sem calça justa e jaqueta de couro, sabe? Chinelão no pé, samambaias ao redor, o velho e bom português, e Sá & Guarabira ao fundo.

Supercordas, banda carioca de jovens congelados nos anos 60, lança em São Paulo o disco “Seres Verdes ao Redor: Música para Samambaias, Animais Rastejantes e Anfíbios Marcianos” (Trombador Discos). O desenho do encarte feito em aquarela, é impressionante. Se saísse em vinil, ia virar item de colecionador logo, logo. Sem exagero.

Uma combinação feliz de Beatles e Clube da Esquina, com destaque para as canções “Ruradélica”, “3000 Folhas” e “Frogrock”. Com baixo, guitarras, bateria, viola caipira e até serrote, a banda faz “música clorofilada”. Entendeu?

O vocalista e ser-verde Bonifrate, explica.

supercordas.jpgFale um pouco da trajetória de vocês.

Metade dos Supercordas veio da roça pra cidade e a outra metade sempre esteve na cidade. As duas se encontraram graças a camisas do Spacemen 3 e do Spiritualized. Tocamos juntos desde 2003 e neste ano de 2006 o barulho que fazemos andou aumentando um pouco. Temos um disco novo muito bonito sendo lançado.

Por que os leitores do Sampaist devem ir ao show do Supercordas?

Porque prometemos cogumelos alucinógenos para todos! A T.F.P. pode cortar essa parte… Coloca aí: “porque estamos lançando “Seres verdes ao redor: música para samambaias, animais rastejantes e anfíbios marcianos”.

Por qual música começar? Por que?

Pela primeira do disco, eu acredito, porque acho que a ordem não está ali por acaso. Claro que pra ouvir no MySpace você tem limitações, então que seja qualquer uma. Particularmente eu não vejo muito poder nas canções fora do disco, mas certamente há quem discorde.

No MySpace de vocês há uma salada de referências. O disco novo se aproxima mais de qual delas?

Talvez se eu respondesse, muito esforço saudável auditivo e de interpretação das pessoas seria poupado. Longe de mim.

“Música clorofilada” e “brejos psicodélicos” combinam com São Paulo?

As paisagens rurais que por vezes evocamos no caso específico desse disco podem ser tanto interiores quanto exteriores às mentes das pessoas e podem até não serem rurais (algumas canções eu até acho bem urbanas). Não sei se tal imaginário combina com São Paulo, mas certamente pode combinar com muitos paulistanos.

Hippie, folk, freak-folk, rural rock, MPBIndie…afinal, Supercordas é….

Qualquer coisa dessas aí que disserem, mas do nosso ponto de vista acho que somos a música que produzimos e já somos cascudos o suficiente como expedicionários musicais pra descartarmos termos como esses. Adotamos temporariamente nosso próprio pra todos os efeitos, e estamos ruradélicos no momento.

Que música faz você pensar em São Paulo?

“Vegas Special”, dos Telepatas; “Balada do paulista” da Lulina. Eu sempre quis fazer uma versão J. Spacemen de “Sampa” trocando ‘novos baianos’ por ‘paratibanos’, mas não sei não…

Pergunta clássica bairrista: Rio ou Sampa? Por que?

São João del Rei!

Você(s) sabe(m) que alguém é paulistano quando…

(resposta censurada!) =)

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