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Especial Festa do Sampaist: Marcelo Costa é Sampa!

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Marcelo Silva Costa aposta que que o CD tal qual o conhecemos ainda não morreu, mas vai morrer, e logo. Ainda assim tem 5 mil desses disquinhos ocupando toda sua sala. “O CD vai morrer, mas não a música. O suporte mudou, mas a música continua a mesma.”

E quando não está ouvindo ou pensando em música, está tocando ou escrevendo sobre ela. De “profissão séria” é editor de homes em um portal de internet, editor do site Scream & Yell e escreve sobre música, cinema e cultura pop.

Quer alguém mais gabaritado para comandar as pick ups da festa do Sampaist no Studio SP?!

De onde veio e para onde vai Marcelo Costa?
Marcelo Costa já veio e já foi para tanto lugar que nem sabe mais onde ele está. Ele continua procurando algo que ainda não sabe o que é. É um eterno insatisfeito que, ironia das ironias, é apaixonado pela vida.

São Paulo produz boa música? E sabe consumir boa música?
Das capitais que produzem boa música, São Paulo deve estar em sétimo, oitavo lugar. Existem ótimas bandas aqui (Ludov, Pullovers, CSS), mas essas boas bandas não constituem uma cena. Há boa música, mas em comparação, é menos do que se produz em capitais como Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Recife, por exemplo. Mas a noite daqui é agitada e quente. As pessoas vão atrás das informações. São Paulo é a capital cultural do país. É o melhor lugar para um apaixonado por cultura pop viver.

Qual a trilha sonora de SP?
Acho que o Pullovers está vestindo essa camisa, sabe. Esse papel que era do Ira! nos anos 80, de se dizer paulista e se sentir orgulhoso por ser daqui.

Falta algo aqui?
A minha mãe (risos). Ela ama São Paulo, provavelmente mais do que eu, mas acho que não teria coragem e pique de voltar a viver aqui. São Paulo é uma cidade muito agitada.

Quem for à festa do Sampaist vai ouvir o que na pista?
Sempre monto a discotecagem na hora, mas deve ter rock da melhor qualidade, muita coisa nova, muita coisa velha e Be My Baby encaixada no meio de tudo.

Qual a característica mais comum de um paulistano?
A pressa. São Paulo não anda, corre.

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A Invasão dos Seres Verdes

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Amanhã São Paulo fica “rural” e sapos invadem, coachando, o Centro Cultural São Paulo.

Se ontem o Los Pirata pedia o fim do carão nas noites de rock paulistanas, hoje o Sampaist entra no climão brejo-psicodélico e pede um róque (assim mesmo) mais…natureba. Aquele sem calça justa e jaqueta de couro, sabe? Chinelão no pé, samambaias ao redor, o velho e bom português, e Sá & Guarabira ao fundo.

Supercordas, banda carioca de jovens congelados nos anos 60, lança em São Paulo o disco “Seres Verdes ao Redor: Música para Samambaias, Animais Rastejantes e Anfíbios Marcianos” (Trombador Discos). O desenho do encarte feito em aquarela, é impressionante. Se saísse em vinil, ia virar item de colecionador logo, logo. Sem exagero.

Uma combinação feliz de Beatles e Clube da Esquina, com destaque para as canções “Ruradélica”, “3000 Folhas” e “Frogrock”. Com baixo, guitarras, bateria, viola caipira e até serrote, a banda faz “música clorofilada”. Entendeu?

O vocalista e ser-verde Bonifrate, explica.

supercordas.jpgFale um pouco da trajetória de vocês.

Metade dos Supercordas veio da roça pra cidade e a outra metade sempre esteve na cidade. As duas se encontraram graças a camisas do Spacemen 3 e do Spiritualized. Tocamos juntos desde 2003 e neste ano de 2006 o barulho que fazemos andou aumentando um pouco. Temos um disco novo muito bonito sendo lançado.

Por que os leitores do Sampaist devem ir ao show do Supercordas?

Porque prometemos cogumelos alucinógenos para todos! A T.F.P. pode cortar essa parte… Coloca aí: “porque estamos lançando “Seres verdes ao redor: música para samambaias, animais rastejantes e anfíbios marcianos”.

Por qual música começar? Por que?

Pela primeira do disco, eu acredito, porque acho que a ordem não está ali por acaso. Claro que pra ouvir no MySpace você tem limitações, então que seja qualquer uma. Particularmente eu não vejo muito poder nas canções fora do disco, mas certamente há quem discorde.

No MySpace de vocês há uma salada de referências. O disco novo se aproxima mais de qual delas?

Talvez se eu respondesse, muito esforço saudável auditivo e de interpretação das pessoas seria poupado. Longe de mim.

“Música clorofilada” e “brejos psicodélicos” combinam com São Paulo?

As paisagens rurais que por vezes evocamos no caso específico desse disco podem ser tanto interiores quanto exteriores às mentes das pessoas e podem até não serem rurais (algumas canções eu até acho bem urbanas). Não sei se tal imaginário combina com São Paulo, mas certamente pode combinar com muitos paulistanos.

Hippie, folk, freak-folk, rural rock, MPBIndie…afinal, Supercordas é….

Qualquer coisa dessas aí que disserem, mas do nosso ponto de vista acho que somos a música que produzimos e já somos cascudos o suficiente como expedicionários musicais pra descartarmos termos como esses. Adotamos temporariamente nosso próprio pra todos os efeitos, e estamos ruradélicos no momento.

Que música faz você pensar em São Paulo?

“Vegas Special”, dos Telepatas; “Balada do paulista” da Lulina. Eu sempre quis fazer uma versão J. Spacemen de “Sampa” trocando ‘novos baianos’ por ‘paratibanos’, mas não sei não…

Pergunta clássica bairrista: Rio ou Sampa? Por que?

São João del Rei!

Você(s) sabe(m) que alguém é paulistano quando…

(resposta censurada!) =)

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São Paulo quer dançar!

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A dupla de fanáticos por “música boa” Alexandre Matias e Luciano Kalatalo promove hoje mais uma edição da festa “Gente Bonita Clima de Paquera”.

Eles partem da premissa de que “música boa” é simplesmente aquela que te faz dançar: sem gêneros definidos, ou segmentações. O clima tem sempre que ser o de festa.

Um movimento contra o carão tão famoso do público-blasé paulistano?

Kalatalo é fanzineiro das antigas, geek confesso de internet, e grande colecionador de “pérolas” da pista. Matias, jornalista sem papas na língua, tem um dos blogs mais legais da cidade, além do inovador “blog de jornalismo oral”, com podcasts certeiros das músicas “do momento”.

E o mais interessante disso tudo é que, a “música do momento” aqui, pode ser aquela que bombou na pista em 1988. Não se assuste se no meio daquela musiquinha-bomba-pista do New Order, entrar a Madonna com seu colant em “Hang Up”. Trata-se de um “mashup”, estilo que une duas músicas em uma só, criando um terceito elemento confuso, porém…dançante!

Conversamos com a dupla-mashup para saber se o paulistano manda bem na pista:

festamashup.jpg O que falta nas noites de São Paulo?

Lugares para se divertir sem patrulha, segmentação. Chega desta coisa da “turma do rock”, o cantinho dos clubbers ou o refúgio dos indies deprimidos. Adoramos novidades, mas quando as pessoas saem à noite, não querem nem saber o que está tocando - querem dançar, encontrar gente legal, conhecer pessoas novas. O nome da festa é um reflexo deste astral que queremos passar - a noite como um lugar positivo. Nossa festa é uma resposta a isto, tocamos música boa para dançar, independente de gênero - apenas as melhores.

Quais as baladas mais divertidas da cidade? Tirando a festa de vocês, claro.

São muitas. Aqui em Sampa você tem o benefício da dúvida, mas vai depender muito do seu estado espírito. A noite daqui atualmente deve certamente ser uma das melhores do mundo - e dependendo da sua praia, dá pra circular por meios completamente diferentes. Assumindo que é uma cidade noturna, a cidade está descobrindo, literalmente, a sua praia. Casas como Vegas, Berlin, Studio SP, Mood, Milo Garage, CB, D-Edge, A Lôca, Outs, Sarajevo, Funhouse, Toy Lounge, Treze são a praias daqui - é aqui que o paulistano e os “paulistamos” (como nós, que somos de Brasília) saímos para desestressar e se esbaldar. A praia de São Paulo é a “balada” - assim mesmo, em paulistanês - e as pessoas não precisam passar protetor pra “pegar um som”.

Qual o papel do DJ na noite, e o quanto ele influencia no “clima de paquera”?

Ora, ele é o responsável por tudo, está na mão dele o sucesso da noite ou não. Basta vocês lembrarem o que acontecia quando tocava “Take My Breath Away” nos idos dos 80.

Música boa é aquela que…

Aquela que você sai correndo para pista e dança por impulso.

Qual o TOP 5 para pista hoje?

Kalatalo:
Madonna - Hang Up ( diplo remix)
Horny as a Dandy - Loo & Placido
Till the End of the Day - Kinks
Get It On - T-Rex
Young Folks - Peter bjorn and John

Matias:
Mamãe Quero Ser Capitalista - João Brasil
Straight Up - Paula Abdul
My Love (DFA Mix) - Justin Timberlake
Part-Time Lover - Stevie Wonder
Don Gon Do It - Rapture

Um DJ não deve…

Querer aparecer mais que a pista. Não precisa complicar, o mantra deve ser “sempre tocar música boa para dançar”. Ou, “gatas na pista”. Sempre que mulher bonita dança, libera a pista para todas as outras pessoas se soltarem. É a senha pra festa bombar.

Por que o “mashup”?

É um reflexo do bombardeio de informações que vivemos. Tendo acesso a tanta música, expandimos os horizontes do nosso gosto musical, e este acúmulo desenfreado nos faz ao mesmo tempo reciclar tudo que gostamos ouvir. Disto surgem versões de canções que a princípio não teriam sentido algum, garanto que ouvir um mix de AC/DC com Cristina Aguilera pode ser uma experiência única. E o mashup é um gênero nascido e criado na internet, seja no momento da sua concepção (os softwares de mixagem e a fonte dos mp3), ou na sua disseminação (pois não existem discos oficiais, já que de acordo com a visão atual das grandes gravadoras, o bastard pop inflige as leis) através de sites e redes de compartilhamento de arquivos.

Para o leitor do Sampaist que nunca ouviu um mashup antes, por onde começar?

Inclua as seguintes palavras chaves no google: “mashup” “bastard pop” “mp3″, e um novo mundo irá surgir.

Paulistano é bom de pista? E de paquera?

Os paulistanos não sei, as paulistanas sim :)

Gente Bonita Clima de Paquera // Hoje, 17 de novembro // Discotecagem: Luciano Kalatalo, Alexandre Matias e Dj Mulher (convidada) // Bar Treze - Rua Alagoas, 852 Higienopólis (em frente à Faap) // Telefone: 11 3666-0723 // Horário: A partir das 23h // Preço(s): R$ 10,00 ou R$ 5,00 (desconto no site: www.gentebonita.org)

Ela é Sampa: os toques de alma de Adília Belotti

Adilia01.jpg Em apresentações formais, a jornalista Adília Belotti é editora de conteúdo dos sites do portal iG e autora do livro Toques de Alma – Um Olhar Feminino.

Para os que já foram acolhidos por uma blusa sua no frio de inverno durante um café na pracinha da Rua Amauri, entre som de água corrente e Ipês, ou pelas palavras mais doces do mundo saídas de seu coração, é um ser iluminado, que ouve, conversa, eleva.

Sabe aquelas pessoas que temos certeza que estão muito à frente de nós? É assim.

Afinada em temas como o universo feminino, espiritualidade e bem-viver, consegue enxergar beleza e paz em meio ao caos urbano, e compartilhar e mostrar isso a quem está ao seu redor .

Na biografia do livro, uma rápida síntese: “Nasceu em São Paulo, perambulou pelo mundo, voltou e hoje vive numa casa amarela com três dos quatro filhos (o mais velho mora na Inglaterra), o marido, a mãe, uma border collie e um gato malhado”.

É com ela que fomos bater um papo para ver se aprendemos a ver Sampa – e a vida – ainda mais bonitas!

Quem é a Adilia? De onde veio e a que veio?
Adília é mulher, jornalista, tem 52 anos, nasceu aqui em São Paulo, num tempo em que era chique levar os bebês para passear de carrinho pelo Trianon. Ainda não sei ao certo a que vim, mas vou descobrir antes do final do terceiro ato, espero…

Família e trabalho, como levar os dois?
Sem medo de errar, feito o bêbado, tentando aprender com os tombos, feito o equilibrista.

Sua coluna e o livro Toques de Alma falam para quem?
Sou uma mulher que ama as mulheres, é para elas que eu falo…

São Paulo é uma cidade para mulheres?
Só para mulheres valentes.

Uma paixão?
As palavras.

Dicas pra manter a calma e a classe no trânsito, filas e ônibus lotado.
Respirar pelo abdômen e imaginar que o outro sempre podia ser você, num péssimo dia, digamos, num dia de TPM?

Como ter uma vida zen com tanta fumaça e agitação?
Meditar todos os dias de manhã, não se levar muito sério e sempre que for possível correr para o colo da Mãe Natureza.
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Sampa é melhor de noite ou de dia?
De manhãzinha, por causa do sol, de madrugada, depois da chuva, porque as ruas vazias parecem telas de videogame.

O que é que só você conhece na cidade?
O cheiro das madressilvas no jardim lá de casa, mas todos os amigos e agregados também conhecem…não deve valer como resposta.

O mundo vai acabar em 24 horas. Como você passaria o dia em São Paulo?
Fazendo um piquenique na praça redonda imensa e árida que existe no meio do Parque Villa Lobos e que faz a gente ter a ilusão de estar no umbigo do mundo.

Quer mandar um beijo para qual paulistano?
Para o bebê recém-nascido que acabou de abrir os olhos em algum canto da cidade, só para dizer bemvindo!

E o naipe feminino do Sampaist quer saber: como ter o seu cabelo quando crescer?
A receita é meio longa:
Aos 15, pinte o cabelo de azul e compre uma mochila que combine
Aos 20, esqueça o cabelo e mantenha-o amarrado num rabo de cavalo
Aos 25, faça permanente, para se despedir dos cachos
Aos 30, levante o queixo e solte as madeixas
Aos 35, corte o cabelo bem rente, pinte de cor de cobre, a correria exige coisas práticas
Aos 40, brinque de luzes, faça chapinha hoje, escova amanhã, perca tempo
Aos 45, chanel, para curtir a elegância
Aos 46, na noite de ano-novo, prometa a si mesma que não vai mais pintar o cabelo, raspe a cabeça com máquina 4 e encontre um cabeleireiro que ouse ajudar você a se reinventar…

Nossa entrevistada vai participar hoje, às 11h, de um debate sobre literatura e a escrita feminina, uma parceria entre o selo Rosa Rumo de literatura feminina e a Livraria da Vila na Casa do Saber. Também estarão lá para o bate-papo a psicóloga e pesquisadora Monika von Koss e a jornalista e fotógrafa Bettina Lenci. E o Sampaist, é claro! Fomos, debatemos e jogamos a pergunta para vocês: existe uma “literatura feminina”? Caso sim, em que consiste? É boa ou ruim essa classificação? Complexo, heim!

Ela é Sampa: Flávia Ceccato diz a que veio

FLAVIA.jpg Dona do Lov.e Club & Lounge e do recém inaugurado Loveland Flávia Ceccato praticamente abandonou a moda, sua primeira paixão, para se tornar a mulher mais poderosa da noite paulistana.

Confira o papo que o Sampaist bateu com a empresária:

Conte um pouco sobre a Flávia, suas origens e paixões

Bom…eu sou de Santos mas fui criada para sair de casa, estudar fora, ser independente. Meus pais são muito simples, mas sempre prezaram pela educação. Vim a São Paulo fazer faculdade de moda, em 89, na Santa Marcelina. Eu tinha decidido ser estilista aos sete anos de idade. Mas fiquei saturada. Ainda amo moda, mas quero fazer as coisas do meu jeito. Tenho dificuldade em me submeter. Minha outra grande paixão são os animais. Tenho seis cachorros e quatro gatos. Quero um casal de pavões e uma vaca!!! Adoraria ter um zoológico. Ou abrigar animais abandonados.

Como nasceu a Flávia empresária da noite?

Nasceu de um casamento. Comecei a sair muito e a noite passou a ser minha fonte de inspiração. Era o começo da música eletrônica em São Paulo e aquilo fervilhava na minha cabeça. Acabei conhecendo e casando com o Angelo (Leuzzi) e com ele montei o club B.A.S.E. Assim fui me distanciando da moda e me envolvendo cada vez mais com a noite. Só assumi mesmo tudo sozinha quando me separei e fiquei com o Lov.e nas mãos. Isso foi em 2000.

A noite de Sampa é a melhor do mundo por que…

É muito diversificada. Tem opção para todos os gostos, a qualquer hora.

Que música toca na sua cabeça quando chega à São Paulo? Qual é a trilha sonora da cidade?

Depende muito. Se está calor, se está frio. Se chove ou faz sol. Se é dia ou noite. Tenho trilha sonora para tudo!

Como a cidade influencia seus projetos?

Acho que o paulistano é muito exigente, sabe bem o que quer e sempre está atrás de coisas novas. Por isso procuro sempre fazer o meu melhor.

Para quem não conhece a noite de Sampa, por onde começar?

Indo jantar no Ritz, que não tem erro. A comida é ótima e os preços são honestos. Depois uma esticadinha ao Loveland, que tem drinks incríveis, shows de altíssima qualidade e uma mesinha de snooker para acompanhar. Lá pela 1:30h é só dar três passos e cair no Lov.e. Se a fome bater já de manhã, sugiro a Galeria dos Pães. Aberta 24h e com um excelente café da manhã. Se ainda houver fôlego e for final de semana, ainda tem os afters espalhados pela cidade. Eu gosto do Hell´s no Vegas e do Imnsonia… até a energia acabar.

Que iniciativas você toma para que seus clubes “dêem certo”?

Trabalho com pessoas da minha confiança, minha família. E me envolvo pessoalmente em tudo o que acontece. Sabe aquela…”o olho do dono engorda o gado”? É bem isso!

Como lida com as críticas aos seus projetos?
Ouço tudo. Mas confio na minha intuição e na experiência.

Em que pé está o projeto Lov.e por São Paulo? Podemos esperar uma nova versão da festa para logo?

Eu adoraria porque era um projeto que eu adorava e que sempre me dediquei. Infelizmente não depende de mim. Era um projeto em parceria com a prefeitura do PT. Na mudança do governo, deve ter ido para alguma gaveta. Ainda tentei retomar o diálogo com os novos responsáveis mas não obtive sucesso.

Como nasceu esse projeto?

Eu já fazia algumas ações sociais, como entrada no club com alimentos, brinquedos, mas sentia falta de alguma coisa maior. Nessa época a prefeitura me procurou, via Secretaria da Juventude e elaboramos o projeto juntos, com apoio da Red Bull.

Depois da festa, a larica é onde?

Olha… minha geladeira tem a melhor larica da cidade. Para mim, noite é trabalho, quando saio do trabalho quero a minha casa!

Quem faz o melhor cabelo de Sampa? Vale também o melhor pão de queijo, sushi, lava rápido, etc…

Cabelo é complicado!!! Eu corto com a Andréa do Celso Kamura mas com penteado eu me viro, apesar de conhecer os profissionais mais talentosos da cidade. O melhor cookie do planeta é o da Cremeria Nestlè. Sou louca por livros e a Livraria Cultura do Market Place é minha perdição. Cosméticos na drogaria Iguatemi, maquiagem na MAC. Café no Santo Grão. Picanha e cupim no Fogo de Chão. Esfiha do Jaber. A carne seca com quibebe na Mercearia do Alto. Fim de noite com risada garantida na Choperia Liberdade.

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Oscar Freire ou 25 de Março?

Com dinheiro na Oscar Freire, com disposição na 25 de Março

Você sabe que é alguém é paulistano quando…

Diz que não está entendeeendo.

Qual o melhor bairro para abrir um negócio e para morar?

Não é tão simples assim. São Paulo tem lugar certo para cada especialidade. Seja moda nos Jardins, pizzaria na Moóca, eletro-eletrônicos na Santa Efigênia, quinquilharia na Paula Souza, tecido no Bom Retiro, plásticos no gasômetro, clubs na Vila Olímpia ou Barra Funda, bares na Vila Madalena… essa lista nunca teria fim! Mas para morar… aí é fácil! Eu gosto de lugares arborizados, silenciosos e sem prédios, fico com Alto de Pinheiros ou Alto da Boa Vista. Adoro o centro, mas é muito barulhento e eu geralmente vou dormir quando já amanheceu.

O que falta e o que sobra em Sampa?

Faltam áreas verdes, falta um belo calçadão em volta de rio limpo, faltam ruas largas e floridas, falta paciência.

Sobra trânsito lento, poluição, sujeira, violência, pressa, informação, cultura, boas opções gastronômicas. Eu não troco essa cidade por lugar algum.

O mundo vai acabar em 24 horas. Como você passaria o dia em São Paulo?

Na minha casa, com meus bichos, ouvindo as músicas que eu mais gosto.

Você mandaria um beijo para qual paulistano?

Putz! Eu mandaria um beijo para o Renato Kherlakian que apostou em mim quando eu ainda era uma pirralha e me ensinou tudo o que eu sei, na prática, sobre moda. Penso em muita gente mas não sei se são paulistanos.

Por que os leitores do Sampaist deve ir ao Lov.e e ao recém inaugurado Loveland?

Ao Lov.e para ver os melhores djs nacionais e internacionais, com o melhor sound system da cidade. Ao Loveland se você procura um boteco que não tenha aquela cara de Rio de Janeiro e que não toque sambinha. Um lugar que tem uma programação musical de qualidade e oferece drinks e petiscos e preços bacanas.

Conta aí um lugar inusitado que você freqüenta na cidade:

Hummm… o mercado municipal de Santo Amaro.

Flávia Ceccato é Sampa por que…

Tem pressa, é exigente mas bem desorganizada!

Ele é Sampa: DJ Alex S e o groove paulistano

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No dia 26 de novembro o núcleo SP Groove comemora sete anos com uma festa à luz do dia de line-up esmagador. Um dos nomes de peso da rave, tanto nas pick-ups quanto na organização, é o DJ Alex S, que bateu um papo simpático com o Sampaist neste começo de mês.

Alex S começou sua carreira de DJ e produtor lá em 92, quando contribuiu para a organização da primeira rave no Brasil. Depois disso muita água já rolou. Ele foi residente nos principais clubes de São Paulo, tocou em diversos festivais brasileiros e em turnês pela Europa, África, América Latina, etc. Na produção, Alex S tem uma discografia extensa e selo próprio, o SP Groove Records, que coloca no mercado suas produções em vinil, exportando techno brasileiro de qualidade.

Ele sempre organizou festas importantes, até que nasceu a Groove Nation, que se tornou um marco na cena techno e evolui para se tornar a SP Groove em meados de 2001. Além disso ele já foi considerado um dos oito melhores DJs da noite paulistana pela revista Veja e recebeu três indicações na premiação Melhores da Noite Ilustrada.

Confira o papo que batemos com ele:

Conte um pouco sobre o Alex S e sua carreira.

Atualmente venho me dedicando ao selo SP Groove Records passando mais tempo em estúdio. O selo está no 14 release com boa repercussão por toda a Europa, chegando a ser um dos mais vendidos em lojas como a Juno.

No restante do meu tempo eu toco como DJ, nos fins de semana. Quem quiser baixar meus sets mais recentes pode acessar meu site www.djalexs.net e ver o que estou tocando.

Além disso, lógico, maior parte do meu tempo fica na organização da festa da SP Groove. Amo muito tudo isso! Hahaha!

Que música toca na sua cabeça quando chega a São Paulo? Sampa é techno?

“Saudosa Maloca” dos Demônios da Garoa.

Sampa é techno, pois tem uma poluição sonora constante e muito zapping. Tudo acontece ao mesmo tempo. É uma cidade urbana, caótica e individualista. Feia, mas ao mesmo tempo fascinante. Não troco por nada!

Como a cidade influencia seu som?

Para mim Sampa pede info o tempo todo, por isso minha na minha música procuro ao máximo encontrar sonoridades que tenham muita energia que façam as pessoas se sentirem no maior alto astral possível.

Para quem nunca ouviu techno: por onde começar?

Aconselho a ir numa SP Groove e sentir na pele a vibe para tirar suas próprias conclusões.

Qual foi o melhor lugar que você já tocou em Sampa? E o pior?

Pra mim não existe o melhor lugar e o pior. Procuro tirar proveito ao máximo de mim mesmo para criar uma excelente atmosfera em todos os lugares que toco.

Em qual lugar você não toca nem por decreto?

Numa casa de strip, pois ninguém vai lá pela música.

Conta aí um lugar inusitado que você freqüenta na cidade:

Ando meio rato dos sebos do centro da cidade e dos cineclubes também.

Você sabe que é alguém é paulistano…

Pelo sotaque.

Como nasceu a SP Groove?

Nasceu numa iniciativa de colocar a cena techno no mercado brasileiro, pois não existia nenhuma rave direcionada a esse estilo. Fico feliz de ter contribuído durante esses 7 anos e ter feito algo de que me orgulho muito. Hoje estou fazendo minha tour passando por vários Estados, cidades como Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Jaraguá do Sul. Já passamos também por Cuiabá, Campo Grande, Santa Catarina, entre outros.

Depois da festa, a larica é onde?

Casa dos Pães é uma boa pedida.

O mundo vai acabar em 24 horas. Como você passaria o dia em São Paulo?

Daria uma corrida no parque Ibirapuera, depois um bom almoço num japonês e iria assistir a um filme no Cinesesc e por lá ficaria feliz.

Você mandaria um beijo para qual paulistano?

Adoro Maria Rita.

Por que os leitores do Sampaist devem ir a SP Groove?

Simples, eles vão encontrar uma vibe inesquecível, com pessoas fantásticas, abertas a fazer novos amigos, ouvir uma excelente música numa aparelhagem de som impecável, banheiro limpo durante todo o evento, sem fila no bar. Tudo muito organizado. Sem dúvida terão um dos melhores momentos de suas vidas! Keep the vibe alive!!!

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SP Groove: Estrada do Havaí, 1000 – {na Rodovia Anchieta, pegar a saída Km 29 para Riacho Grande. Na Placa Conier Conrado, virar à esquerda no sentido balsa. Seguir pela estrada do Rio Acima, passar pelo E.C. Sultan Yakub e virar à direita na Igreja Evangélica (placa - CCS/ Jardim Tupã). Seguir adiante e virar à esquerda na estrada do Havaí (padaria Rainha dos Pães e Supermercado Serpol). Seguir reto até o local: Porto Praia}// dia 26 de novembro, a partir das 05h// Venda de ingressos nas principais lojas da Chilli Beans// de 02/10 a 22/10: R$35// de 22/10 a 25/11: R$45// na porta: R$60//** Proibida a entrada de menores de 18 anos**

Line-up:

05:00 Calabra Vs. Sacha - Back To Back ( Techno4m8 - Bra )
07:00 Garcia ( Bra )
08:30 Alex S ( Sp Groove - Bra )
10:00 Mara Bruiser ( Smart Biz - Bra )
11:30 D.a.v.e. The Drummer ( Hydraulix - Uk )
13:30 Eric Sneo ( Beatdisaster - Ger )
15:30 Chris Liberator ( Cluster - Uk )
17:30 Murphy ( Hypno - Bra )
19:00 Chris Liberator e D.a.v.e. The Drummer - em 4 pick-ups
22:00 The End

Os Efervescentes

efervescentes.jpg Nesta semana desembarca por São Paulo a banda gaúcha Os Efervescentes. Antes de chegar por aqui, os “guris” Daniel Tessler, Beto Stone e André Netto bateram um papo com o Sampaist. Pela primeira vez vêm à cidade da garoa mostrar porque o rock do sul está tão bem falado no Brasil.
A banda foi formada em 2001. Em julho de 2005, o baixista e vocalista Rodolfo Krieger (hoje no Cachorro Grande) deixou o trio para a entrada de Daniel Tessler. Logo depois, outra baixa: Felipe Grimm (hoje no Bidê ou Balde) deu lugar a André Netto. “Agora a banda está na sua melhor forma. O que mudou, foi que a estamos com as baterias novas, prontos para gravar o primeiro disco”, garantem.
As influências dos rapazes? “Uma música pra frente e estimulante. Tentamos mesclar a vibração do The Who com a atualidade do Supergrass. Um tapa do lado da orelha”. Então, confira a entrevista. A trilha sonora pode ser o próprio Efervescentes!

1- Por que os leitores do Sampaist devem ir ao show do Efervescentes?
Primeiro, porque não tocamos ainda em São Paulo e seria uma bela oportunidade de conferir. Segundo que, para as pessoas que gostam de rock, Os Efervescentes oferecem uma música que tem a ver com as grandes pérolas dos anos 60, assim como, bandas atuais da Europa e EUA. O som de um power trio. É demais!

2 - Para quem nunca ouviu Efervescentes: por qual música começar?
Acreditamos que duas músicas seriam boas pra primeira impressão da banda. Um clássico, “Não Vou Lhe Contar” e “Não Demore”. Todas, afinal. Qualquer uma que se escute mostra bem a cara da banda.

3 - Você sabe que é alguém é paulistano quando…É complicado porque pouco conhecemos de SP e do pessoal daí, mas da pra perceber. “Ô meu”, tem como confundir?

4- O que vocês esperam do público de Sampa?
Aqui do sul sempre se escuta falar de São Paulo pra todos os lados. Acreditamos que vá ser demais. Esperamos os maiores e mais loucos públicos que ja tocamos. O que sabemos é que o pessoal gosta mesmo de rock.

5 - Estão ouvindo alguma banda e/ou artista de São Paulo? Quem vocês recomendam?
As bandas do Thunderbird (Devotos de Nossa Senhora é uma delas). Tem também o Laboratório SP, que fazem um rock mais mod. É complicado, não conhecemos muito de São Paulo mesmo.

6 - Algum lugar especial que gostariam de conhecer em Sampa?
Todos os lugares. O que é impossível em menos de cem anos! Mas a Galeria do Rock seria interessante. A Rua Augusta, a loja Baratos e Afins.

7 - Quais são os planos da banda?
Começamos a turnê no dia 19 de outubro, no Paraná, onde ficamos até o dia 23. Voltando de SP, onde ficaremos do dia 1º de novembro até o dia 8, pretendemos passar por Curitiba pra fazer mais algumas apresentações por lá. Chegando em Porto Alegre os planos são dedicar todo o tempo na produção do álbum oficial.

8 - Curiosidade básica: Beatles ou Rolling Stones?
Teu pai ou tua mãe? Impossível! Não tem um sem o outro. Mas ficamos com o Bob Dylan.

AGENDA: Os Efervescentes tocam em São Paulo dia 01/11 (Funhouse), dia 03/11 (Clube Belfiore) e dia 04/11 (Oasis)

Efervescentesamarelo.jpg

Funhouse - Rua Bela Cintra, 567, Consolação // Fone: (11) 3259-3793.

Clube Belfiore - Rua: Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda // Fone: (11) 3666-8971

Oasis Club - Rua Augusta, 430, Cerqueira César // Fone: (11) 3258-2282 / 3214-2074

Monjolo e a Cidade Sam(b)a

monjoloentrevista.JPG A banda Monjolofoi assunto aqui no Sampaist.

Foi amor à primeira vista: os pernambucanos se mudaram de vez para a cidade, montaram uma banda de conterrâneos, e desde então, a lista de shows só aumenta.

Samba pesado, rock dançante… eles preferem dizer que fazem “música brasileira vibrante”.

Coversamos com o letrista do grupo (Alfaia) para entender um pouco mais de onde veio o amor pelo samba - e por Sampa.

Como a cidade influenciou nas letras da banda?

Bem, influencia muito porque é a cidade onde a gente vive e onde a banda nasceu. Tem uma letra que eu fiz, exatamente pra homenagear Sampa, do meu jeito, lógico. O nome é “cidade samba” mas no encarte do disco existe um (P), assim mesmo, ao lado da palavra samba, para as pessoas trocarem o b pelo p e ficar evidente de “quem” estou falando. Tem gente que diz que é uma letra “lado b” da famosa “Sampa” porque dá pra sentir nela um carinho pela cidade mas, não “analisa” muito na descrição das suas idiossincrasias.

Então Sampa é Samba?

Eu acho São Paulo a cidade que mais curte ritmos no Brasil, do funk ao samba, do eletro ao maracatu, tudo tem espaço e a moçada se joga bonito…Por isso nessa letra faço a cidade sambar dentro do espaço poético que me cabe nesse latifúndio onde estão reunidas todas as tendências e tribos, etnias e seus rituais, que “atende” pelo nome de Cidade de São
Paulo.

Vocês mudaram a sonoridade do grupo depois de terem fixado residência aqui? Isso é bom ou ruim?

A banda nasceu aqui, nós não viemos pra cá como uma banda. Nós morávamos na cidade e frequentávamos as mesmas rodas de malandragem, casas de amigos, etc. Então nos juntamos e começamos a tocar. Claro que o fato de todos terem vindo de Recife ajudou na hora de trocar as figurinhas musicais, as mesmas referências e tal…. Mas não dá pra dizer se mudou, porque a banda já nasceu “mudada”.

Monjolo é mais São Paulo que Pernambuco?

O Monjolo nasceu em Sampa com o signo da hibridez por termos vindo de Recife… Com certeza a cidade influencia a banda, mas não sei identificar o quanto, quais são os limites dessa infuência na música. Prefiro dizer que o Monjolo é uma banda do Brasil e que aqui em São Paulo o Brasil se reúne pra trabalhar, beber e jogar conversa fiada tomando um chopp, mais ou menos o que nós do Monjolo adoramos fazer, não nescessariamente nessa ordem. Nunca tocamos em Pernambuco, no entanto, há mais de ano, fazemos shows toda semana por aqui. É a cidade que nos acolhe, que nos viu nascer como banda e que a gente ama morar. Simples assim.

Simples assim!

A maratona de shows no mês de outubro só termina no dia 26! Confira a agenda abaixo.

Dia 19/10: o Monjolo toca na festa “Groove Calças Quentes”, comandada pelos DJs MZK, Don KB e Nego Billy no Berlin Bar.

No dia 24/10: a banda volta a se apresentar no Clube Belfiore.

Dia 26/10: showzinho no Bleecker St., repetindo a dobradinha com a banda de ska paulistana Firebug.

Leia o que já foi dito sobre o Monjolo.

Ouça “Samba do Seqüestro”.

* Berlin Bar // Rua: Cônego Vicente Miguel Marino, 85 // Barra Funda // 23 horas // Ingressos: R$ 12 e R$ 8 // Tel: 3392-4594
* Clube Belfiore // Rua: Brigadeiro Galvão, 871 Barra Funda // 22 horas // Ingressos: R$ 15 e R$ 10 // Tel: 3666-8971
* Bleecker St. // Rua Inácio Pereira da Rocha, 367 - Vila Madalena // 22 horas // Ingressos: R$ 15 e R$ 10 // Tel: 3032-3697 / 3032-8271

Pra Maradona cantar, e pra Sampa ver

hurtmold2.JPG A banda paulistana Hurtmold continua desafiando aqueles que adoram rotular gêneros musicais.

Desde que foi formada, em 1998, ela já foi chamada de “banda de hard-rock”, depois perdeu um pouco de peso e ficou apenas “rock”, algumas influências mais tarde e virou “banda experimental”, um pouco mais de sofisticação e logo passou a ser chamada de “novo jazz”… e aqui estamos novamente, tentando encaixar tanta mistureba em um rótulo só.

Não dá, claro. É um pouco de tudo, mas não dá para fugir do talvez injusto, mas por hora suficiente, “post-rock-jazz”.

Absorvendo várias referências sonoras, ao vivo a banda conta com inúmeros instrumentos tentando conviver pacificamente em um mesmo palco. A impressão é a de que estamos diante de uma mini-orquestra sendo regida por um baterista-maestro, que também toca…trompete.

O resultado dessa inusitada formação é uma musicalidade recheada de texturas. Calmas em certos momentos, para alguns segundos depois, ficarem nervosas e pesadas.

Representante brasileira no Festival Sónar de Barcelona em 2005, a banda se apresenta em São Paulo nessa sexta-feira! Sampaist conversou com o vocalista - também responsável pelo teclado, vibrafone e escaleta- Guilherme Granado, um apaixonado pela Lapa! Confira:

hurtmold3.JPG 1- Por que os leitores do Sampaist devem ir ao show?

Difícil dizer porque. A gente faz a coisa com amor e dedicação. Acho que isso é um bom motivo né?

2- Para quem nunca ouviu Hurtmold: por qual música começar?

Acho que qualquer uma do ultimo disco, ” mestro” . Eu tenho um amor especial pela
“Música política para Maradona cantar”. Acho que ela encapsula o que a banda estava passando na época que fizemos o disco.

3- Você sabe que é alguém é paulistano quando…

Quando tem pressa. De uma maneira bem ampla.

4- O mundo vai acabar em 24 horas. Como você(s) passariam o dia em São Paulo?

Eu ficaria aqui no meu bairro, a Lapa. Talvez fosse a pé até Pinheiros, na área do estudio El Rocha, para ver os amigos. Mas acho que passaria a maior parte do tempo aqui na Lapa mesmo.

5- Qual foi o melhor lugar que vocês já tocaram em Sampa? E o pior?

O melhor, não com o Hurtmold, mas todas as nossas antigas bandas tocaram num lugar que se chamava Espaço Piccollo, na Vila Madalena. Depois o nome mudou pra Empório Cultural. A atmosfera era boa, o som era bom. Vi ótimos shows lá. O pior não dá pra dizer, porque tem tanto lugar que é ruim, e é sempre pelos mesmos motivos. Descaso e ganância. É difícil eleger um só.

6- Em qual lugar vocês não tocam nem por decreto?

Vários. Por esses motivos. Não dá para tocar em lugares onde se tem descaso com quem está tocando e com quem está assistindo. Não faz sentido. Pra que tocar num lugar onde a música não é importante?

7- Depois dos shows, a larica da madrugada é onde?

Em casa mesmo viu… isso se você não considerar cerveja como um mata fome. Eu considero.

8- Que música toca na sua cabeça quando chega à cidade?

Ah, isso é difícil. Depende da época. Na última vez que cheguei em São Paulo acho que foi “Deep space 9mm” do El-P.

9- Lugar inusitado que você(s) freqüenta(m) na cidade:

Não saímos muito. Geralmente ficamos na casa de alguém, ou em um bar conversando. Gosto muito de um bar em Pinheiros, que não lembro o nome. Tem chopp bom e barato. E gosto de tomar café na Kopenhagen na esquina do estudio também. Mas nada disso é inusitado, né?

10- Você mandaria um beijo para qual paulistano?

Eu mandaria um beijo para todo paulistano que não votou nos que ganharam as eleições desse ano. Estou bem envergonhado. Agora temos Serra, Maluf, e ainda por cima Kassab na prefeitura. Uma beleza.

** Hurtmold é: Fernando Cappi (guitarra/bateria), Guilherme Granado (teclado/vibrafone/escaleta/vocal), Marcos Gerez (baixo), Mário Cappi (guitarra), Maurício Takara (bateria/vibrafone/trompete/guitarra) e Rogério Martins (percussão/clarinete).

** Ouça “Música Política para Maradona Cantar”.

** Update: o Daniel deixou o link de uma entrevista da banda que está publicada no YouTube. Clique para ver!

Fotos de divulgação.

Hurtmold no StudioSP // Discotecagem: DJ .guab. // dia 13 de outubro, sexta-feira // a partir das 22:30 horas // Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 - Vila Madalena // R$15,00 e R$ 10,00 // Tel: 11 3817-5425

Moptop na ponte-aérea

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A banda carioca Moptop esteve na cidade nesse último final de semana e falou com o Sampaist!

Sempre citada como o “Strokes nacional”, o grupo formado há três anos tenta fugir desse rótulo absorvendo novas influências. A comparação não incomoda, mas eles querem mostrar que nem só de Nova York vive o novo rock carioca. The Clash e The Cure aparecem como referências mais antigas, enquanto Franz Ferdinand e Bloc Party representam o gosto musical atual dos meninos.

Formado por Gabriel Marques (vocal, guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria), o Moptop acompanha a mais nova regra do rock nacional: cantar em português. O inglês “strokes” das primeiras composições foi limado pelo português “los hermanos” no primeiro CD, que tem festa de lançamento hoje no Rio de Janeiro.

Sucesso instantâneo, o hit “O rock acabou”, fez com que o disco fosse baixado mais de 15 mil vezes no site oficial da banda. Mas logo que assinaram contrato com uma gravadora, as músicas para download foram retiradas e disponibilizadas para compra online (elas ainda podem ser ouvidas na íntegra, no entanto).

moptop4.JPG Leia o que esses cariocas disseram sobre a cidade:

1 - Por que os leitores do Sampaist devem conhecer o Moptop?

Quem gosta de rock provavelmente curtirá o Moptop. Tem um pouco de tudo…tanto o rock antigo de bandas como The Clash e Beatles como também o som de bandas novas como The Strokes e Franz Ferdinand.

2- Para quem nunca ouviu Moptop: por qual música começar?

Todas são importantes mas “O Rock Acabou”, “Tão Certo” e “Moonrock” são bons cartões de visita.

3 - O que é melhor: abrir para o Oasis ou tocar em algum clube de garagem?

Adoramos tocar em inferninhos, mas não é todo dia que temos a oportunidade de abrir para uma banda como o Oasis. Fico com a primeira opção.

4 - O mundo vai acabar em 24 horas. Como você passaria o dia em São Paulo?

Não conheço muito ainda, mas seria algo como: Café da manhã na Bella Paulista, cerveja em algum boteco, almoço no Sujinho, mais cerveja em algum boteco da Augusta, show na Outs ou Funhouse, de preferência do Cachorro Grande ou Daniel Beleza.

5 - Qual foi o melhor lugar que vocês já tocaram em Sampa? E o pior?

Os melhores foram no Credicard Hall abrindo para o Oasis e um dos nossos primeiros shows na Funhouse. O pior foi um show que fizemos para 3 pessoas (incluindo o DJ) em um pub que prefiro não citar o nome.

6 - Em qual lugar vocês não tocam nem por decreto?

Por enquanto, tocamos em qualquer lugar desde que o equipamento de som seja decente.

7 - Depois dos shows, a larica da madrugada é onde?

Padaria Bella Paulista. Sempre ficamos em um hotel bem próximo à padaria.

8 - Que música toca na sua cabeça quando chega à cidade?

Alguma do Ramones (não sei bem porque) e a clássica Rua Augusta do Raul Seixas.

9 - Pergunta clássica bairrista: Rio ou São Paulo? Por que? :-)

Rio. Adoro as pessoas de São Paulo que são em geral mais loucas e excêntricas (como eu gosto). Mas a beleza natural do Rio é incrível.

10 - Quer mandar um beijo para qual paulistano?

Acho a Rita Lee foda…mandaria um beijo para ela.

moptop6.JPG Fotos de divulgação. A capa do CD é do ilustrador J. L. Benicio.

Ouça Moptop.

Veja o clipe da música “O Rock Acabou”.

Clique aqui para comprar o cd.