As igrejas e templos mais bonitos de São Paulo

A diversidade religiosa de São Paulo é impressionante e a cidade abriga centenas de igrejas, templos, mesquitas, sinagogas, terreiros… Veja abaixo uma lista das construções religiosas mais bonitas e mais importantes da capital.

Catedral Ortodoxa de São Paulo
Igreja Ortodoxa
Foto no Flickr do betta design
A Catedral Ortodoxa de São Paulo, perto da estação Paraíso do Metrô, é a Sé da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina no Brasil.

É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul).

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Ela é Sampa: Thais Losso

Thais Losso é uma das estilistas mais hypes da cidade de São Paulo. Por aqui, ela já desenhou para grandes marcas como Zapping, Cavalera, Sommer…

(nota da blogueira: aliás, enquanto escrevo olho para o chão, e no meu pé, visto uma Melissa desenhada por ela, ou seja, ela é hype mesmo!)

No tempo livre ela passeia pela blogosfera e atualiza o seu blog pessoal com novidades quentinhas de ums insider do mundo fashion e mais qualquer coisa que se passe pela cabeça dela.

Nesse final de semana, Thais representa São Paulo durante a semana de moda carioca que começa no sábado (7).

De onde vem e para onde vai Thais Losso?
Vim da Aclimação e voltei pra cá depois de morar em vários lugares. E acho que no final vou pro céu, pois tenho sido uma boa moça…

Por onde anda?
Eu e meu marido não saímos muito, pois trabalhamos feito dois alucinados. Quando a gente se aventura, vamos visitar a família, os amigos ou jantar fora. Aí vamos ao Ritz do Itaim, La Frontera, Le Vin, em algum Sushi barato ou bater um hamburguer no Joakin’s, que ele adora.

A moda em São Paulo é a melhor por que…
Hmmmmmm… Não sei não se a de São Paulo é a melhor. A do Rio tá bombando. A Cantão, a Farme, a Redley, a Maria Bonita Extra e outras marcas cariocas estão fazendo beeeeem bonito nesse momento…

Onde comprar por R$5, R$50 e R$500?
Por R$ 5 na 25 de Março, por R$ 50 na C&A e por R$ 500 alguma coisa do Marc Jacobs…

O que na cidade é fashion e o que é cafona?
Fashion é qualquer pessoa autêntica na hora de se vestir, não importa o estilo que ela faça. Cafona é achar que você é superior aos demais pelas coisas materiais que possui. Isso em SP é beeeeeeeeem cafona.

Qual lugar escolheria de cenário para fazer um desfile na cidade e qual escolheria de inspiração?
Gostaria de fazer um desfile em uma cantina italiana da Móoca, aquelas com salames e mortadelas penduradas, toalhinhas vermelhas e brancas, antepasto na mesa (com beringela, parmesão, etc…) regado a muito vinho e muita música. Seria uma bela homenagem ao meu pai…

Foto: Carol Nogueira para Vogue

Ele é Sampa: Alisson Gothz

Alisson Gothz é uma figura mítica da noite paulistana. Com suas maquiagens absurdas – e feitas por ele mesmo! -, desperta ora admiração, ora medo em quem passa na porta da festa Trash 80′s aos sábados ou o encontra no Gloria, na Lôca ou pela noite afora.

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Quem tem a oportunidade de conhecê-lo de verdade, se depara com seu humor ácido, mas também com uma pessoa muito querida e carinhosa, como pude comprovar mais uma vez no final do ping-pong que fiz com ele pra publicar aqui no Sampaist.

Então, com vocês… Alisson Gothz!

alisson_ladinho.jpgHá quanto tempo freqüenta a noite de São Paulo?
Quase metade da minha vida… hihihihihi (Nota da redação: ele não quis nos dizer a idade, mas vimos no MySpace que são 31 anos. Será?)

E há quanto tempo trabalha na noite?
Dez anos, mais ou menos.

Qual o trabalho do qual você mais se orgulha?
Das performances na festa Grind, no clube A Lôca.

O que de mais legal você conquistou com o que faz?
Ser reconhecido pela qualidade do meu trabalho.

Qual casa noturna é pra você o retrato de São Paulo?
A Lôca, por ser uma grande mistura bagunçada de tudo.

Qual seu lugar preferido na cidade?
Bairro da Liberdade! Passo horas por lá…

Quando você está longe daqui, de que sente mais saudade?
Do barulho.

Um lugar inusitado que você freqüenta na cidade:
Uma padaria búlgara no Bom Retiro, cujo nome não me lembro, mas que faz doces incríveis e só quem é de lá conhece realmente. Lá também tem um mercadinho coreano que vende uns sucos de latinha ótimos!

Pra qual paulistano você manda um beijo?
Pra Ligia Helena!

Eu agradeço e retribuo o beijo! E digo que vale muito a pena conhecer o trabalho do Alisson Gothz. Você encontra mais sobre ele no MySpace, Fotolog, Flickr e no YouTube.

Depois do clique, assista a uma de suas performances mais recentes ;)

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Sampaist Entrevista: LUDOV

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A banda paulistana Ludov acaba de lançar seu segundo CD, o “Disco Paralelo”. O agora quarteto continua pop até onde pode, e jura que o ritual de passagem do primeiro para o segundo álbum foi tranqüilo. Pelo menos do lado deles. Rejeitando o rótulo de “mais maduros”, eles preferem dizer que estão apenas mais… livres.

Você pode conferir as novas músicas ao vivo nessa terça-feira, dia 10, em plena Avenida Paulista! Quer programa mais paulistano que esse?

Conversamos com o integrante multiinstrumentista Mauro Motoki (foto abaixo), também principal letrista da banda. Após o link, maiores informações sobre o show e disco.

ludov2.jpgPara os leitores do Sampaist que não conhecem o Ludov, por quais músicas eles devem começar?

Vou puxar a sardinha para o Disco Paralelo, nosso novo álbum, e dizer que eles podem começar pelas 11 músicas contidas nele.

As letras do Ludov são atuais e “cotidianas”. Como é o processo de criação dentro da banda?

Justamente nesse disco, procuramos dividir mais as autorias. Então, quando eu tinha uma idéia, por exemplo, eu começava, e tratava de passar rapidamente para os outros, mesmo que fossem apenas um par de versos ou idéias. Mas especialmente para as letras, há uma boa parcela de trabalho solitário.

Para esse novo trabalho, vocês praticamente se mudaram para o Rio. Há letras que nasceram aqui e outras que nasceram lá? A cidade tem alguma influência nas composições?

Não creio que tenha havido nenhuma letra surgida lá no Rio. Houve uma estrofe da música “Disco Paralelo” que eu lembro da gente ter completado bem em Ipanema, mas foi exceção. O Rio talvez não tenha exercido grande influência nas composições, mas certamente exerceu nas gravações.

No release de vocês há uma frase que rejeita o termo “amadurecimento”, quando se compara o primeiro CD com o segundo. O que significa dizer que a banda “ficou mais livre” neste segundo CD? Livre de pressão, do comércio, de críticas, o que seria?

Pois é. O Santiago Nazarian, que é nosso amigo e ótimo escritor, achou que o termo “maduro” era um pouco conservador, comodista, algo assim. Essa liberdade é mais do que nunca interna. Não sentimos necessidade de provar nada para ninguém. Nem para nós mesmos.

Ludov agora é um quarteto. A sonoridade da banda mudou com o novo formato?

Sim. Parte da sonoridade do novo álbum foi determinada nesse processo de reajuste.

Quais as vantagens de participar de um mega-projeto como a trilha do filme “High School Musical”? Houve alguma mudança na faixa etária do público em shows?

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Papel Pop é (quase) Sampa!

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Nós do Sampaist somos viciados em blogs, como todos sabem. Se você faz parte dessa turma, er, “nerd com muito orgulho”, certamente já deu uma passadinha no blog carioca Papel Pop. Afiado, às vezes até maldoso, o blogueiro Phelipe Cruz fala de tudo um pouco: fofocas e fotos de celebridades em momentos constrangedores, comentários sobre notícias absurdas do dia, e claro, cinema e música. As categorias são divertidas e fixas: “susto do dia”, “lixo do dia”, “frase do dia”, etc.

A diferença do Papel Pop é justamente o humor do autor. Por mais que a notícia seja batida e chata, ele consegue tirar dali algo engraçado. Não deixe de ler a fotonovela da passagem do Papa Bento XVI por aqui, por exemplo.

Phelipe é jornalista e acaba de ser contratado como editor do site da Revista Capricho! De mudança para São Paulo, ele diz já ter achado o seu canto preferido por aqui. Passado o choque, conversamos com ele para saber o que ele está achando da cidade:

papelpop2.JPGVocê acha que seu blog vai sofrer mudanças em São Paulo? O Rio de Janeiro tinha alguma influência nos seus posts (na linguagem, ou nos temas, no humor, etc)?

Acho que o Papel Pop só mudaria bastante se eu fosse morar numa cidade em que nada acontece. Aqui em São Paulo, assim como no Rio, tem sempre muita coisa acontecendo, muita informação e muita novidade. Não senti diferença. Você notou?

Ainda não… Qual foi o primeiro choque da mudança?

Acordar no fim de semana, num belo dia de sol, e perceber que não dá mais para pegar uma praia em Ipanema na barraca da Fátima, que colocava os filhos pequenos para trabalhar na areia servindo água de côco pro pessoal. Que saudade da praia… Que saudade da Fátima…

Você está há pouco tempo na cidade, mas já achou o seu canto por aqui? Cite três lugares interessantes que você conheceu nas últimas semanas.

Já achei meu canto. Estou na Bela Cintra, perto da Av. Paulista, e aqui perto tem tudo: cinema, restaurantes, clubes e o Promocenter cheio de DVD pirata. Estou no paraíso. Sobre os três lugares interessantes que conheci por aqui, adorei o clube Glória, a Bella Paulista (já comeu aquela trufa de nozes?) e a Rua Augusta de noite (quanta gente diferente, quantas prostitutas, quantos emos, que maravilha!)

Uma das categorias mais divertidas do Papel Pop é a “Susto do Dia”. Qual paulistano(a) mereceria entrar nela?

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Ele é de Sampa: Alexandre Inagaki

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Alexandre Inagaki é praticamente uma celebridade entre os blogueiros brasileiros. Seus textos, sempre bem humorados, fizeram do Pensar Enlouquece – Pense Nisso referência entre os que buscam na internet literatura descompromissada, mas honesta.

E fãs de Inagaki é o que não faltam. Basta dar uma rápida navegada pelos comentários de seus posts para perceber o quão suas reflexões mexem com a nova geração web 2.0.

Dia desses, em um vagão do metrô, um garoto trajava uma camiseta do blog. Perguntei, curiosa: “Por acaso você fez camisetas para o Pensar Enlouquece?”. Inagaki, surpreso, respondeu: “Não!”. Então contei o caso a ele. Pena que não estava com a velha e guerreira câmera a tiracolo.

E claro que toda essa fama “virtual” já lhe rendeu muitas entrevistas, matérias, citações e, obviamente, clonagem de seus geniais textos mundo afora. O último post do blog, inclusive, aborda exatamente esse assunto. Vale a pena dar uma passadinha por .

Alexandre Inagaki é um paulistano convicto e, além das respostas às nossas perguntas bandeirantes, ainda mandou de lambuja, como bonus track – foi assim que se referiu ao presente -, um poema onde declara seu carinho pela cidade.

Divirtam-se!!

Você mora na Vila Mariana, popular bairro paulistano. Se não morasse lá, qual outro bairro seria o seu refúgio bandeirante?

Morei quase 20 anos em Perdizes, e continuaria lá numa boa. Perdizes é um bairro de topografia pra lá de acentuada. Repleta de barrancos, escadarias e colinas, obriga carros menos possantes a apelarem para a primeira marcha: trata-se de uma verdadeira montanha-russa de ruas. A região, que concentra grande número de prédios residenciais, começou, de alguns anos para cá, a ganhar contornos comerciais. Marcas como Blockbuster, Sottozero, Bank of Boston e Gelateria Parmalat tornaram-se presentes, causando reviravolta significativa (e simbólica destes tempos de globalização) no perfil de um bairro caracterizado por logradouros com nomes de origem indígena, como Caiubi, Kaiowaa, Apiacás e Caetés, que é a rua onde morei. Bons tempos nos quais freqüentei assiduamente lugares como a padaria La Plaza, o restaurante Juca Alemão e o Fran’s Café da Avenida Sumaré.

São Paulo tem cheiro, gosto e cor de quê?

São Paulo é uma balbúrdia multifacetada. Ao mesmo tempo que exala o cheiro nauseabundo da marginal Pinheiros ou o odor enjoativo dos churrascos gregos do Largo 13 de Maio, também tem o cheiro de mato dos caminhos que levam ao Pico do Jaraguá ou à Serra da Cantareira. Mas esta cidade também tem o gosto da pizza do Castelões no Brás, do Häagen-Dazs de Strawberry Cheesecake na Oscar Freire, da coxinha do Yokoyama na Lins de Vasconcelos, da esfiha de carne do Jáber na Domingos de Moraes, do rodízio de churrasco do Fogo de Chão na Santo Amaro etc etc. Quanto à cor, não tem jeito: Sampa é cinza.

Um lugar para dançar, pensar, jogar conversa fora…

Pra dançar: o Studio SP, na Vila Madalena, e a quadra de ensaios da Vai Vai, no Bexiga. Pra pensar: o Centro Cultural São Paulo, na Vergueiro, a sala de espera do Aeroporto de Congonhas ou qualquer banco na Rodoviária do Tietê. Pra jogar conversa fora: compartilhando uma mesa com amigos no mezanino da Galeria dos Pães, no Empanadas da Vila Madá ou na Prainha da Paulista, aboletado na grama da Praça do Pôr-do-Sol em Pinheiros ou proseando durante uma caminhada no Ibirapuera ou no campus da USP.

Na sua opinião, qual a rua que tem a cara de Sampa?

Se fosse avenida, a resposta seria óbvia: Paulista. Como é rua, minha resposta é: Augusta. Porque ela é uma espécie de microcosmo de toda a bagunça e diversidade paulistana, resumindo a esquizofrenia típica desta cidade. É a rua do Espaço Unibanco, do Cinesesc e da Estação Vitrine; a rua das putas, habitués das saunas e casas de “entretenimento adulto” instaladas pela rua ou extraviadas do Kilt e Vagão; a rua do Pedaço de Pizza, do Frevo e do Charme; a rua do Promocenter e da Loja do Gugu, que dividem com o Stand Center da Paulista os carinhosos apelidos de “Ching Ling” e “Carrefurto”. A rua do Outs, do Sarajevo, do Vegas e do Inferno. A rua, enfim, que virou sucesso de Jovem Guarda graças a Ronnie Cord e que, ao lado da Angélica e da Consolação, foi devidamente homenageada pelo Tom Zé.

Três lugares para se conhecer por aqui antes de morrer…

Se você descer na Estação da Luz, já estará diante de três lugares imperdíveis da cidade: a própria Estação, que é belíssima, o Museu da Língua Portuguesa, o melhor presente que São Paulo ganhou no ano passado, e a Pinacoteca de São Paulo, que além de ser um belo monumento arquitetônico e de ter um ótimo acervo, possui uma agradabilíssima cafeteria no térreo e, de quebra, entrada gratuita aos sábados.

Música e filme que, segundo Inagaki, têm a cara de São Paulo?

Uma música que pra mim tem cara de café da manhã, bocejos e noites de sono interrompidas na marra é o “Tema de São Paulo”, composto por Billy Blanco e melhor conhecida pelo refrão: “Vambora, vambora/ Olha a hora, vambora, vambora”. Música executada anos a fio pela Jovem Pan AM, trilha sonora do rádio-relógio usado pelos meus pais que me acordavam para ir à escola: “São Paulo que amanhece trabalhando/ São Paulo que não sabe adormecer/ Porque durante a noite paulista vai pensando/ Nas coisas que de dia vai fazer”. Quanto a filmes, a cidade de São Paulo já serviu de locação para pelo menos duas obras-primas do cinema nacional: “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, e “São Paulo S.A.” (1965), de Luís Sérgio Person. Mas um filme menos conhecido e que sou obrigado a citar nesta resposta é “Fogo e Paixão”, longa dirigido em 1988 pela dupla de arquitetos Isay Weinfeld e Márcio Kogan. Primeiro, porque o elenco é repleto de gente muito identificada com a cidade, como Rita Lee, Cristina Mutarelli, Mira Haar, Giulia Gam, Nair Belo e Carlos Moreno. E segundo, porque os cenários utilizados em “Fogo e Paixão” foram escolhidos a dedo dentre os locais arquitetonicamente mais interessantes de São Paulo, como o prédio da Bienal, o Castelinho da Rua Apa e o Edifício Bretagne.

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