01 April 2008 | Consumista, Notícias: SP | Por Athos Henrique Sampaio

Abriu. Ainda rola uma pendenga com a Prefeitura, mas está liberada ao público a mais nova praia paulistana — o Shopping Bourbon. Fomos conferir a paisagem numa segunda-feira, por volta das 14h, e chegamos lá sem pegar as alardeadas e preocupantes filas no trânsito local (toc, toc, toc).
De cara, o mais novo centro comercial da cidade não é lá muito novidadeiro. O chão de granito com eventual desenho geométrico, as escadas rolantes, os corrimãos dourados. Em vários dos corredores, uma roda de poltronas que imitam as da casa da sua vó e uma mesona redonda com um vasão de plantas — naquele pastiche ‘contemporâneo’ a que estamos cada vez mais acostumados nas construções e nos halls de entrada dos prédios daqui.
Há uma (pequena) área de serviços no Piso Água Branca — um subsolo com acesso ao estacionamento via rampa rolante (uma boa para quem vai usar carrinho)–, que também conta com um Outback, fechado. Ele se soma a várias outras lojas que ainda não abriram (Nike Store e o restaurante América entre elas), mas o shopping não está, em absoluto, vazio.
No piso seguinte estão duas das âncoras do empreendimento: a Riachuelo e o amplo hipermercado Zaffari, cuja rede já foi tema de post aqui no Urbanistas. Para a turma do carrinho, as compras seguem até 0h. Falha imperdoável, não reparamos na grafia, nas placas, do polêmico nome da rua cedido ao piso. No site, vai o acordo com a grafia oficial, Turiassu, com o quase consagrado escorregão do acento agudo indevido.
Muito melhor distribuído que o seu mais próximo concorrente local, o Bourbon tem quatro âncoras (C&A, Renner, Centauro e Fast Shop — todas no piso Pompéia) que também estão no West Plaza. Fecham o time principal a Livraria Cultura e a Zara — um pouco para cada bolso e gosto.
Então subimos a escada rumo à praça de alimentação, no último piso comercial. E, à medida que ele vai chegando, chega junto um cheirinho de… Cola. Compreensão, galera, ainda não está tudo pronto. O teatro sai no segundo semestre. De fora, os cinemas (dez salas) estão com cara de retoques finais. Além da ‘diversão’, o andar tem mais lojas (desculpem-nos os que sentirem um pleonasmo conceitual aqui).
À parte da comida. O espaço da praça é honesto, mas ainda não dá pra dizer se vai passar no teste da hora do rush das bandejas. Ele é bem-intecionado, com um bolsão de assentos variados (cadeiras de madeira; cadeiras estofadas; sofás no estilo lanchonete americana. Mesinhas retangulares quase-individuais rearranjáveis; mesas quadradas; mesas redondas). Em volta, o de sempre. O destaque fica para os espaços ‘off-praça’, mais simpáticos, como o Almanara e o Havanna Café — uma solução já adotada por outros shoppings da cidade. Como é, também, a saída dos demais estacionamentos: quatro andares a que se chega via pista-caracol.
Ah, antes da saída, uma passada no banheiro — talvez, o melhor da categoria. Espaçoso, com acabamento de primeira e secadores de mão que de fato enxugam.
O Bourbon fica assim, então: um novo shopping ‘como qualquer outro’, mas, neste canto da Zona Oeste, é um intra-muros ajeitado. Agora é ver o que isso vai provocar na concorrência e no lado de fora do portão.
Serviço: Bourbon Shopping – R. Turiassu, 2.100, Pompéia // Estacionamento: primeiras 3 horas, R$ 5; depois, R$ 2 por hora // Horário de funcionamento ‘padrão’ // Tel.: 3874-5050
Imagens meramente ilustrativas dos flickrs: marcelodobrasil, Punukio, crosslens e rikj
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