Nando Reis apresenta “Drês” em São Paulo

Terminou no último domingo a série de três shows em São Paulo da turnê “Drês“, de Nando Reis e a banda Os Infernais. Para quem não conhecia muito do cantor, como eu, o show foi surpreendente.

A primeira metade trouxe músicas mais pesadas, com a banda Os Infernais mandando bem ao lado do cantor. No final da primeira metade do show, vem talvez a parte mais emocionante do espetáculo, quando Nando toca canções dedicadas à sua mãe (“Conta“) e sua filha Sofia (“Só pra So“). Do meio para frente, Nando toca as músicas mais conhecidas do público, que canta e pula em praticamente todas as canções.

Um dos pontos altos do show foi a participação da cantora Ana Cañas em “Pra você guardei o amor“, com a platéia cantando durante boa parte da música. Você pode assistir ao vídeo da apresentação da dupla abaixo:

A casa de espetáculos Citibank Hall, em Moema, estava cheia para a apresentação do último domingo. Mas não cheia o bastante para incomodar quem estava na pista. Durante o show, Nando Reis é acompanhando de Carlos Pontual (guitarra), Alex Veley (teclados), Felipe Cambraia (baixo) e Diogo Gameiro (bateria). Agora o cantor segue em turnê por Minas Gerais e ainda não tem data marcada para voltar a São Paulo.

Foto de Christian Rôças (GrudaemMim) no Flickr do cantor.

“Disclaimer”: fui ao show a convite da produção do cantor.

A estação de metrô é uma pechincha!

A notícia vem de Nova York, direto do nosso “ex-blog mãe”, o Gothamist. A Autoridade Metropolitana de Transportes (ou M.T.A. na sigla em inglês) conseguiu finalmente concluir a venda dos direitos sobre o nome de uma estação de metrô da cidade. A partir de 2012, a estação atualmente conhecida como Atlantic Avenue-Pacific St. passa a ser “Estação Barclays” (sim, o Banco Barclays “comprou” o nome da estação!)

A MTA, que gerencia todo o sistema de transportes de Nova York, vai receber US$ 200 mil dólares por ano para ceder o nome de uma de suas estações ao banco londrino. Em época de crise, ter US$ 200 mil por ano, durante vinte anos, até que não é um mau negócio. Mas até que ponto esse tipo de transação afeta o cotidiano da cidade?

Vamos imaginar a mesma situação em São Paulo. Digamos que o governo do Estado decida vender o nome de alguma estação para a iniciativa privada. Qual estação seria a primeira a parar nas mãos de alguma empresa? Imagina combinar um ponto de encontro na “estação Banco do Brasil”? Eu não aprovo, e você?!

Foto no Flickr do @MSG

“O Decapitador” está em São Paulo

Deapitator

Avisados sobre o pessoal antenado do Twitter, descobrimos que “The Decapitator” está em São Paulo, barbarizando pelas ruas dos Jardins.

“The Decapitator”, ou “O Decapitador”, é um artista não identificado que iniciou seus trabalhos em Londres. Ficou famoso por decapitar a cabeça de modelos em fotos de cartazes e outdoors, colocando um rastro de sangue e ossos no lugar.

Da Época SP:

As obras, que já causaram polêmica em Londres, espantaram paulistanos desavisados que transitavam pelo Shopping Iguatemi e Rua Oscar Freire neste mês. Com modelos sem cabeças, anúncios de marcas famosas e cartazes de revistas de moda ficaram aterrorizantes e causaram alvoroço em dois dos principais pontos de comércio de luxo da cidade.

ATUALIZAÇÃO: O Urbanistas chega atrasado e informa que o Trash It Up, da Bean, já está na cola do “Decapitador” desde a semana passada.

Segundo o Trash It Up, o Decapitador alcançou a “fama” no começo do ano passado, “quando conseguiu roubar centenas de jornais em Londres e arrancar a cabeça do Beckham da última página do jornal”. No vídeo abaixo, publicado no blog, você vê como o artista (ou a artista?) conseguiu o efeito:

Marabá põe cinema de shopping de cara pra rua

Agora que você já leu todos os relatos babando ovo para o retorno do cinemão de 1945; das vovós contando do glamour; dos vovôs falando dos carrões; das autoridades municipais animadinhas com a revitalização do Centro. Agora, agora, é bem provável que ainda não tenha ido ao Marabá — mas, diz aí, você pretende frequentar as novas salas?

Vamos lá, sem ressentimentos. Este post não é agourento e ninguém é besta de não querer uma região central viva; estamos apenas avaliando esse recomeço do Marabá — e o prédio já vale, mesmo, o primeiro ingresso. A iluminação externa, a fachada, o piso do hall de entrada, as colunas de mármore, os lustres, as portas, o espelho… Tudo restaurado, bonitão.

Na bilheteria, a tela com os horários dos filmes estava fora do ar; com uma tabela na mão, um funcionário ajudava quem ainda precisava escolher. As filas estavam desorganizadas; tanto na compra do bilhete quanto na saída, as faixas que deveriam organizar o fluxo muitas vezes atrapalharam. Alguma confusão com tamanhos e preços na hora da pipoca. Tudo normal de estreia e nada que seja exclusivo de lá.

Mas é meio que aí que está. Por enquanto, o prédio é a única coisa que diferencia, de fato, o Marabá. No restante, ele é igual a um cinema de shopping. As mesmas poltronas, a mesma luz, o mesmo som, a mesma lanchonete. Dependendo da sala, do hall para a frente, o mesmo clima. 

A programação inicial tem duas comédias light nacionais, cinco filmes dublados e, com legendas, um policial do Mickey Rourke – o único a estrear esta semana. A sala principal, maior e mais suntuosa, reserva o charme da recuperação da boca de cena, da pintura e dos ornamentos para o público de ‘Monstros Vs. Alienígenas’ e ‘Dia dos Namorados Macabro 3D’.

Aí vêm as desvantagens. Ao contrário do cinema de shopping, não tem estacionamento (o plano oficial é um sistema de valet, mas há um ponto de ônibus bem em frente ao cinema); o entorno é sujo, esburacado e não inspira segurança; e é nesse entorno que você passeia até chegar ao programa pós-filme.

Então ficamos assim, pelo menos até aqui: por mais que queiramos todos acreditar no renascimento, o cinema ainda é, por fora, uma ilha num centro degradado; por dentro, um ambiente ora único ora padrão, e uma programação qualquer nota.

Serviço: Cine Marabá – Av. Ipiranga, 757, Centro // Tel.: (11)5053-6996 // Cinco salas:  430, 176, 161, 133 e 122 poltronas.