Dr. Arnaldo vai de skate

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 Tem parque novo na área. O Zilda Natel, inaugurado dia 15 ali na esquina da Av. Dr. Arnaldo com a Rua Cardoso de Almeida, em Perdizes (zona oeste), abriga a maior pista pública para prática de skate em São Paulo — já que os dados oficiais não contam assim a calçada da Av. Paulista, né.

Zilda_Natel_Do_AthosO terreno, que é da subprefeitura da Lapa, foi usado como canteiro do Metrô por 12 anos. “Quando o lugar ficou vazio e abandonado, alguns moradores questionaram a segurança do local”, diz Iênidis Benfati, presidente do conselho da Associação Viva Pacaembu por São Paulo. A prefeitura previa a construção de uma praça, com entrega ainda em 2008, mas o projeto sofreu resistência. “Fomos surpreendidos sabendo, pelo jornal, que seria uma pista 24 horas”, relembra a representante do bairro.

Conversas entre moradores, skatistas e a administração fecharam a versão final: em vez de uma praça, um parque, com horário de abertura e fechamento, portões, banheiros. Além da área para o skate, a reforma, que custou cerca de R$ 696 mil, incluiu uma quadra de streetball.

Um grupo de grafiteiros foi chamado pra dar uma cara às paredes — há poucas plantas; verde, mesmo, só as grades e o piso da quadra. Um biciletário foi instalado (mas a bike pode apenas ser estacionada. O lugar não é adequado para quem quer dar umas voltas).

Ao lado de um pequeno gramado, entre o barulho dos rolamentos e o do trânsito, há 10 aparelhos para ginástica de baixo impacto, voltados para o público da terceira idade. Em princípio, parecem deslocados — o parque tem sido frequentado por crianças, adolescentes e jovens adultos.

Com a formação do conselho gestor, outras questões ainda devem ser avaliadas. “Falamos com a prefeitura sobre a proibição de bicicletas na pista. Já houve caso até de motocicletas, e isso pode provocar acidentes”, exemplifica Iênidis.

Então é só saber brincar e aparecer por lá. O Zilda Natel, bem perto da estação Sumaré do Metrô, fica aberto diariamente das 9h às 21h — só há alteração em dias de jogos no Pacaembu, quando a prefeitura define o esquema, variável.

Chuva alaga cidade e encerra o carnaval

O temporal que atingiu São Paulo nesta quarta-feira encerrou oficialmente as festividades do carnaval, alagou diversas regiões da cidade e lembrou os paulistanos dos problemas da vida real após a folia.

A Thaís Pontes, do Dica do Dia, mandou fotos do alagamento na Avenida Sumaré, na altura do número 1.300.

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Esta não é a primeira vez neste ano que a região fica alagada. No dia 27 de janeiro, uma forte chuva inundou completamente a Rua Turiassu e a região do Sumaré. Para não ser pego de surpresa pela enxurrada, vale visitar o site do Centro de Gerenciamento de Emergências, que atualiza em tempo real os pontos de alagamento na cidade.

Tem fotos ou relatos de alagamentos perto da sua casa? Envie para o Urbanistas!

Manifestantes entram em confronto com polícia

Um protesto na favela de Paraisópolis descambou para a violência na tarde desta segunda-feira. Manifestantes queimaram pneus e pedaços de madeira, interditando algumas vias de acesso da favela, na região do Morumbi.

Segundo o G1:

A polícia foi chamada para desobstruir as ruas e foi recebida com paus e pedras, atirados pelos moradores do local. Segundo a Polícia Militar, os manifestantes não apresentaram motivo para o protesto. Os policiais recorreram a bombas de efeito moral para dispersar os moradores. Por enquanto, não informações sobre pessoas feridas ou presas.

De acordo com testemunhas, o protesto teria começado por causa da morte de um morador da região durante uma ação policial por volta das 12h30 de segunda-feira (1°). A polícia informou que o morador que foi morto era foragido e resistiu à prisão. O protesto nesta terça-feira começou por volta das 17h. Já no começo da noite, carros foram depredados e incendiados. Pelo menos sete pontos de bloqueio foram verificados dentro da favela.

Em entrevista à rede Record News, um líder comunitário confirmou que a manifestação teve início de forma pacífica, mas que não sabe o que aconteceu para o protesto se transformar em ato violento.

Volta às aulas e volta do caos no trânsito

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Caro paulistano, wake up! A festa acabou. Janeiro foi embora, levando a calma do trânsito, as ruas vazias e a cidade mais agradável. Fevereiro chega com a volta às aulas e todos os problemas que já conhecemos.

Fila dupla, carros parados para deixar os filhos na escola… Junte a isso as pancadas de chuva no final da tarde, que já viraram rotina, e tenha a imagem do caos.

Para evitar mais complicações, a Companhia de Engenharia de Tráfego irá organizar a famosa “Operação Volta às Aulas“, que tenta amenizar os efeitos do aumento do número de carros nas ruas.

Em tempo: a Veja SP desta semana veio com o secretário de Transportes e presidente da CET na capa.

Em uma longa entrevista, ele conta como deve melhorar a situação do tráfego na cidade nos próximos anos. Falou, falou, falou, mas não trouxe nenhuma novidade. Pelo jeito ainda vamos sofrer muito com os congestionamentos tipicamente paulistanos…

Foto no Flickr do Herbert Kajiura