Futebol-arte no Pacaembu
No intervalo da goleada alvinegra sobre o Gama, na terça-feira, o Pacaembu ficou um pouco mais corintiano. Em cerimônia no estádio, o Salão Nobre ganhou um complemento a seu nome para homenagear Francisco Rebollo Gonsales, ou Francisco Rebolo, artista e ex-jogador de futebol.
Filho de imigrantes espanhóis, Rebolo viveu a infância na Mooca. A carreira de ponta-direita começou em 1917 — ele foi ‘Campeão do Centenário’, com o Corinthians, no Paulista de 1922. Fora dos gramados, trabalhava com pintura decorativa. Em 1934, abandonou o futebol para dedicar-se definitivamente à arte.
Rebolo fez parte da segunda geração do modernismo brasileiro e teve obras expostas nos principais salões da época. Destacam-se suas paisagens e a valorização do trabalho artesanal. O artista morreu em 1980 e, em 2002, seu centenário foi lembrado com diversos projetos.
Na placa de homenagem, no Pacaembu, uma reflexão do artista em 1973: “Antes da pintura, o futebol já tinha marcado minha vida. Como no futebol, acho que na arte deve-se fazer coisas espontâneas, com a marca do amor e do entusiasmo, para poder se emocionar e emocionar as pessoas”.
Ah, mais do futebol-arte: em 1933, Rebolo adicionou a âncora e os remos ao escudo corintiano, criando o emblema definitivo.
Imagem: reprodução de “Futebol”, de 1936, e do escudo corintiano. Veja mais trabalhos de Rebolo



Guia Dicas
August 28th, 2008 at 7:30 pm
Esse simbolo ai é lindo…
Corinthians é minha paixao cara!
Francisco Castro
August 29th, 2008 at 10:37 pm
Olá, gostei muito do seu blog e dos temas abordados nele.
Parabéns!
Um abraço