Putz, será que perdi o busão?

Aí você chega ao ponto de ônibus e um bem da cor do seu está um quarteirão lá na frente — e não vai parar. Você pergunta pra senhora com as compras do supermercado, mas ela não reparou se aquele era o seu, que passa de 40 em 40 minutos e às vezes atrasa. Às vezes não. Logo chega um outro busão, de que você gosta menos, porque pára um pouco mais longe, mas pode quebrar um galho dependendo da ocasião. Mas é esta a ocasião? Afinal, você acabou de perder o seu ônibus ou ele já está logo ali na rua anterior, para chegar? Pegar ou não pegar o quebra-galho? Ele é ok, mas o outro… O outro é o certo. Mas será que ele era o que você viu há pouco? Mas… Mas… Ei, motorista, calmaê!
Uma norma simples, simples vai dar uma forcinha na hora da decisão dos passageiros. A implantação é gradual (notamos as primeiras mudanças nas últimas semanas), mas desde abril a prefeitura determinou que os coletivos tenham, também no vidro traseiro, a identificação da linha. Assim, quem está atrás do veículo pode ver qual foi o ônibus que acabou de passar — e evitar muita angústia.
A medida é uma melhoria na identificação dos cerca de 15 mil veículos da frota que atende a cidade — como foi a volta do código de cores, há cerca de 4 anos. Na carta enviada aos consórcios também está a exigência de alteração nas placas internas que indicam as paradas da linha (que antes eram pequenas, com cerca de 5 itens, e depois sumiram na maioria dos coletivos). Os novos quadros que estão sendo instalados no interior dos veículos seguem um padrão parecido com o usado no metrô — com um número bem maior de pontos de destaque. Do lado de fora, perto da porta de embarque, uma versão resumida da placa traz os intinerários de ida e volta.
Tão singelo quanto imediatamente eficiente. A propósito, grande parte dos (mais complexos) painéis eletrônicos das paradas, que deveriam ajudar os passageiros com informações sobre a espera para os próximos ônibus, seguem oferecendo dados incompletos ou dado nenhum – estamos de olho vivo.



Paty
Agosto 20th, 2008 at 11:59 am
hahahaha…Seu primeiro parágrafo sou EU!
=/
Quase todo dia eu via um verdinho passando e queria morrer pq eu não sabia qual era. Agora eu SEI! =D
Me sinto meio que genial. hahahahaha
Lucieide
Agosto 20th, 2008 at 2:23 pm
Sobre o problema: PENSEI que só eu vivenciava essa ‘nóia’ todos os dias, rs.
Sobre a solução: Como NÃO PENSEI nisso antes?!?!?
Portal Higi
Agosto 21st, 2008 at 6:17 pm
Olá,
parabéns pelo blog. Dicas e notícias muito boas!
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Somos um guia do bairro de higienópolis (sp)
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Erica
Agosto 21st, 2008 at 10:56 pm
FINALMENTE! Sempre me perguntei porque os ônibus de São Paulo, a capital dos ônibus, não tem o número atrás. Faz todo o sentido, né?
NÃO SOMOS APENAS ROSTINHOS BONIT...
Agosto 22nd, 2008 at 10:43 am
Parece que a nova norma vai ter o condão de abolir qualquer dúvida quanto ao fato de que chegamos “tarde demais”…será que isso não é sadismo?rs!
Beijocas
mateussz
Agosto 22nd, 2008 at 1:21 pm
Parabéns pelo blog.
O problema da sinalização no transporte público no Brasil é muito comum.
Idéias simples e econômicas, como essa do post, é tudo o que se precisa para humanizar o serviço e buscar novos usuários. Mas ainda falta muita coisa…
Abraços
100 Grau
Agosto 22nd, 2008 at 10:54 pm
Bom texto! Gostei do artigo…
da uma passadinha no meu…
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iarocka
Agosto 24th, 2008 at 10:13 pm
Puts, eu já tinha notado que eles colocaram o número do ônibus no vidro de trás, mas não tinha me ligado que isso ajudaria muito as pessoas…
Ad Mundo
Agosto 26th, 2008 at 9:52 pm
problemas são comuns mesmo,
eu sofro largado com isso!