Professores interditam Avenida Paulista

Sexta-feira + protesto + Paulista interditada = trânsito!

Um protesto de professores da rede pública de São Paulo interditou boa parte da Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira, deixando o trânsito na região bem complicado. Os cerca de 3 mil professores saíram do vão do Masp e se dirigem à Praça da República, onde são esperados por um grupo menor de manifestantes.

Do Último Segundo:

Os professores estão em greve desde a última segunda-feira e pedem a revogação do decreto 53037/08, assinado em maio pelo governador José Serra. O documento restringe as transferências de professores efetivos e cria uma prova anual para contratar profissionais.

Nesta sexta-feira, a Apeoesp rejeitou proposta de reajuste salarial de 12,2% feita na véspera pela Secretaria de Educação. O sindicato quer que o piso da categoria seja de R$ 2 mil, enquanto a proposta do governo eleva os salários-base a no máximo R$ 1.501,60.



5 Responses to “Professores interditam Avenida Paulista”

  1. Lembramos que:

    “Seu direito termina, quando o do outro começa”

    Abraços.

  2. é impressionante: a movimentação social e política em são paulo é reduzida pela mídia institucionalizada a uma mera questão de trânsito!

    os movimentos políticos atuantes na cidade precisam se unir para promover o congestionamento máximo, interrompendo ao mesmo tempo todos os principais cruzamentos da cidade

    talvez assim alguém comece a se preocupar com a cidade, seus problemas e suas injustiças e deixe de pensar apenas na ordem estabelecida…

  3. Gabriel,
    como disse o Felipe no comentário acima: “Seu direito termina, quando o do outro começa”.

    Abs
    leandro

  4. Que direito, o de usar a Av. Paulista?

    O “direito de ir e vir”, sempre lembrado quando qualquer coisa prejudica o trânsito de automóveis nessa cidade, foi preservado. Ninguém foi impedido de ir e vir. Há outras vias, há metrô, há a opção de ir a pé.

    Não devemos ver essa manifestação como uma simples baderna, em que um monte de gente se juntou para “atrapalhar o trânsito”. Primeiro porque se o trânsito já não fosse ruim por si só, a interdição de uma avenida (nem que fosse a 23 de maio) não causaria tanta complicação. Não existe um único caminho (nem um único meio de transporte) para se chegar onde quer.

    Em segundo lugar, se toda essa gente se juntou lá, algum motivo tem. Mesmo que estejam totalmente errados (e ao menos na parte do valor do salário, sou obrigado a concordar com eles), uma manifestação desse porte mostra que tem alguma coisa muito errada – nem que em última instância o problema fosse o tipo de gente contratada para ser professor (e antes que me esfolem, esclareço que essa é apenas uma hipérbole para ilustrar o exemplo, não é absolutamente aquilo em que acredito).

    E em terceiro lugar, a frase “seu direito termina quando o do outro começa” pode ter mais de uma interpretação. O direito de usar a Avenida Paulista para passar com automóveis termina quando o direito de liberdade de expressão, de contestação, de manifestação, de lutar por uma condição melhor e mais digna começa.

    Já passou da hora de acharmos culpados para os congestionamentos na cidade. Um dia é a chuva, no outro é um caminhão que quebrou, na outra é uma manifestação democrática de grande porte… Os motivos são outros, chega de bodes expiatórios! Muito carro para pouca rua, a cidade planejada para o meio de transporte individual, a segregação econômica aumentando as distâncias, o governo feito para a classe média, o asfalto eleitoral na paulista interditando cerca de 20% da via, o descaso com o transporte público, o bombardeamento diário e ininterrupto do marketing autombilístico, o excesso de zelo da mídia com a dificuldade de uso do transporte individual e outros mais.

    Deixa os professores fazerem a manifestação legítima deles. Desviem para a rua de baixo. Saiam mais cedo de casa. Vão de metrô, de bicicleta, estacionem o carro perto do metrô e terminem o trajeto por debaixo da terra, parem longe e andem 500m, dêem seus pulos. Vamos parar de ser “motorcentristas” e pensar no todo e não no eu-dentro-do-meu-carro.

    A rua é de todos.

  5. Gozado, todos os dias, 3 milhões de automóveis interditam as ruas com centenários quilômetros de congestionamento, prejudicando o “direito de ir e vir” de pessoas presas dentro dos ônibus e nunca ví uma emissora ou mesmo um motorista reclamar, dizendo que está “tirando o direito de ir e vir” dos usuários de ônibus.

    86 ciclistas perderam seu “direito de ir e vir” em 2006 porque alguns motoristas acharam que eles não tinham mais esse direito. Disso ninguem reclamou, estranho isso não é? Parece que a coisa mais importante na cidade é a fluidez da minoria que tem carros, tudo que atrapalha eles é motivo para reclamação. Nada pode atrapalha-los. Exceto eles mesmos.