Ainda dá para tomar quentão!

Junho acaba hoje, mas se você ainda não tomou um quentão, comeu um milho verde ou dançou uma quadrilha, não se abale! Algumas festas “juninas” deram uma esticada e vão funcionar também em julho.

As festas da Igreja do Calvário, na Cardeal Arcoverde, e do Palmeiras, na Água Branca, abrirão suas portas no próximo fim de semana para a “saideira” do quentão. Estivemos no último domingo na Igreja do Calvário e aprovamos os quitutes das barraquinhas típicas, com menção especial à fogazza de calabresa da barraca da “Mama”. Fogazza não é a comida mais tradicional junina, mas quem se importa, não é?

Nossa única ressalva é o sumiço de algumas tradições das festas juninas. Onde estava a quadrilha? A música caipira? A fogueira e os fogos? No geral, as festas juninas de São Paulo viraram festas normais, com barracas de comidas nem sempre típicas e música que vai do pop ao forró, do Jota Quest ao Negritude Júnior.

Falando em Negritude Júnior, são eles que vão fechar a temporada na festa do Palmeiras. Apareça por lá (ou não…)!

Igreja do Calvário
Mais de 15 barracas de culinária portuguesa, italiana, baiana, além de comidas típicas de festas juninas.
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 950, Pinheiros
Até 6 de julho, todos os sábados e domingos
Horário: Das 17h às 23h
Entrada: R$ 5

Sociedade Esportiva Palmeiras
37 barracas com comidas típicas, doces, derivados de milho e empanadas.
Endereço: Rua Padre Antônio Tomás, 72, na Água Branca
Até 6 de julho, todos os sábados e domingos
Horário: Das 18h às 23h
Entrada: R$ 15. Sócios do Palmeiras não pagam.

Foto no Flickr do [cas]

Caça aos caminhões

Começa nesta segunda-feira a nova regra para a circulação de caminhões no centro expandido de São Paulo. Caminhões de médio e grande portes serão proibidos de transitar no perímetro do centro expandido das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados. A idéia é reduzir o trânsito ao longo do dia.

Da Prefeitura:

A fiscalização será feita por 500 agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e homens da Polícia Militar. Os novos pontos de fiscalização na Zona Máxima de Restrição de Circulação funcionarão de maneira rotativa, a fim de evitar rotas de fuga dos motoristas e conseqüente transgressão às novas regras. Serão colocadas 50 motos e 50 viaturas da CET para a fiscalização, além da utilização de 51 câmeras de monitoramento e radares.

Veículos de socorro mecânico, cobertura jornalística e de serviços de emergência, por exemplo, ficarão fora da nova fiscalização. Já os caminhões de mudança e de coleta de lixo poderão circular das 5h às 16h, não podendo trafegar entre as 16h e as 21h.

Será que vai ser o fim dos nossos problemas com caminhões tombados, carga na pista e acidentes em geral? Veremos…

Foto no Flickr do Nicolas Frenay.

Extra, extra!

Foto no Flickr da Roberta Zouain.

Vídeo da Semana

Manifestação dos professores da rede estadual na Avenida Paulista, na última sexta-feira.

Imagem da Semana


Enfim, o fim do São Paulo Fashion Week.

Foto no Flickr do Hique.

Essa é pra tocar no rádio

TV ônibus São Paulo

Bléum… Plóim… Uóum… Bléum… E esse som, naipe programa de TV dos anos 80 com guru astrólogo, rolando forte. Sei lá quantos decibéis, ou deciBléums, mas era assim que se ouvia dentro do ônibus. Nas telas, o horóscopo genérico para signos quaisquer — talvez até o de alguém que acredite. Mas a trilha era de uma altura tal que mesmo quem-estava-de-fone-com-The Killers-num-volume-pra-cantarolar-(baixo, baixo)-junto, como apurou o imenso esforço de reportagem por trás deste post, era incomodado. E plóim…

As TVs nos ônibus paulistanos já foram tema de posts aqui (há mais de 1 ano) e em outros fóruns por aí. Novidade além de passada, qual sua avaliação sobre a telinha no busão, hein?

Nesse período, temos convivido com a programação de três redes sobre nossas cabeças: TVO, BusTV e TVOut. Há algumas diferenças — a TVO, por exemplo, não tem som; a barulhenta BusTV traz videoclipes e apresentadores próprios; a TVOut reproduz trechos da BandNews. O conteúdo, porém, é bem semelhante, com serviços, entretenimento, notícias, informes da administração e propaganda (em verdade, a razão de ser de todo o resto. Você ainda lembra que as telas para passageiros surgiram no meio do bolo dos vetos do Cidade Limpa, né?).

Grosso modo, a descrição da grade lembra a das TVs abertas. Com um público heterogêneo, como o das grandes redes, as emissoras de busão optaram por atirar para tudo que é lado — mas com muito mais repetição. Muito mais. Repetição. Repetição. Muito mais repetição. Repetição. Afinal, as viagens não duram mais de… bem… uma hora, certo? Pois é.

Dia desses, quem levou cerca de 50 minutos para atravessar a Av. Paulista viu pelo menos duas vezes um pacote que incluía: as virtudes vitamínicas da escarola; campanha do agasalho; clipe da Celine Dion (como grita!); mulher de bobes na cabeça lendo fofoca de revista de celebridade; seqüência de vídeos sem crédito tirados da internet.

Mudo ou não, o cardápio que quem usa o transporte coletivo é quase obrigado a seguir ainda inclui esquetes bobos de fantoches, ‘pegadinhas’ gringas constrangedoras, noticiário velho (às 14h de uma terça-feira, o boletim era da segunda, 19h). E repete, repete, repete… Se não na mesma viagem, na próxima — já que produzir conteúdo é caro e dá trabalho; e, no ônibus, ninguém pode trocar de canal.

Sem poder, o passageiro que se dane. Goste ou não goste, vai conviver com a janela eletrônica e ainda tem de ouvir que se trata de uma melhoria primeiro-mundista que promove informação, bem-estar… E cada um com seus proBléumas.

*A foto mostra lei em desuso. O autor do post é de Leão. E o título é do ministro.