O verdadeiro teste da ponte estaiada

A ponte estaiada Octavio Frias foi inaugurada no fim de semana com toda a pompa oficial. E com os protestos que já estavam agendados e que foram comentados aqui. Com o pouco movimento no fim de semana, o grande teste da nova ponte paulistana acontece nesta segunda, com o tráfego normal da hora do rush na região.

Deixando um pouco a polêmica do trânsito, dos gastos e da situação das pessoas que moravam na região, temos que lamentar também a impossibilidade de usarmos a ponte como “ponto turísitico”. O projeto da Prefeitura não permite que pedestres passem pela ponte para tirar fotos, por exemplo. Ou que pessoas usem o longo trajeto para fazer caminhadas matinais. Não seria muito mais legal se houvesse alguma plataforma para pedestres e ciclistas, como na ponte do Brooklyn, em Nova York?


Como é e como deveria ser…

Do G1:

Curiosos que desejavam ver de perto o novo cartão-postal paulistano, a Ponte Octavio Frias de Oliveira, chegaram a se arriscar para apenas conhecer ou fotografar a estrutura na manhã deste domingo (11). A pé, houve quem transformasse a passagem de emergência em trilha para o turismo não autorizado. A passagem de bicicletas e de pedestres pelo local é proibida. Por isso foi mais comum ver nesta manhã famílias inteiras em festa dentro dos carros ou condutores solitários que encontraram um bom motivo para tirar da garagem motos possantes ou carros de placa-preta. Mas, apesar da presença de um carro da Guarda Civil Metropolitana, muita gente que estava a pé também conheceu e se disse encantada com a ‘ponte estaiada’.

Mais uma vez, só pensaram nos carros…



4 Responses to “O verdadeiro teste da ponte estaiada”

  1. Seria ótimo se pessoas e bikers pudessem transitar livremente pela ponte…
    Mas mais uma vez, foram deixados de lado!

  2. É impressionante mesmo. A ponte é bonita-quase-brega, exagerada, um cartão postal, etc — tudo legal, atraente, a galera gosta e comenta. Mas o fato de não ter lugar pra pedestre e ciclista realmente não faz sentido nenhum… No fim de semana as famílias foram tirar foto da superobra e se arriscavam entre os (ainda poucos) carros. Quer dizer, gostaram da ponte, querem abraçar a ponte, sentem-se parte da ponte, mas são maltratadas por ela. Tem alguém pensando essa cidade pra gente morar?

  3. As pessoas que financiaram, projetaram e construíram essa “maravilha arquitetônica” com as placas de sinalização profiláticas, que limpam a pobreza de cima do “monumento”, são os mesmos que vão à N.Y. e se deslumbram com a ponte do Brooklin, tão acolhedora e amiga do cidadão.

    Como são inteligentes as nossas elites, rs. E a população que foi proibida de subir no monumento, como às crianças numa estátua em praça pública, têm esse misto de ingenuidade, desinformação, se dizem mansamente… encantados…
    É o circo ! Circo estaiado ! E do dinheiro do pão se fez o circo…

    Márcio Campos
    ciclista urbano

  4. [...] dos últimos posts trata da falta de acesso aos ciclistas e pedestres na nova ponte Octávio Frias, novo ponto de atração turística, apesar [...]