Lata de sardinha

Não precisa ser nenhum estudioso para perceber que o metrô de São Paulo já passou dos “limites do conforto” nos horários de pico faz tempo. Uma pesquisa publicada nesta segunda na Folha de S. Paulo afirma que nosso coletivo já supera a situação das redes sobre trilhos mais movimentadas do mundo, como Tóquio e Moscou.

Da Folha de S. Paulo:

Enquanto o metrô paulista teve em torno de 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha no último ano, em Tóquio a média foi de 8,3 milhões, segundo um levantamento do consultor Peter Alouche, que trabalhou mais de 30 anos no metrô de São Paulo.

O patamar no último ano, em torno de 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha, esteve próximo do de Hong Kong (10,4 milhões) e acima do de Moscou (8,9 milhões), Tóquio (8,3 milhões), Paris (6,2 milhões), Nova York (3,1 milhões), Madrid (2,8 milhões) e Londres (2,3 milhões).

Segundo o governo, o aumento no número de passageiros se deve ao “Bilhete Único” integrado aos ônibus. O presidente da Emplasa (empresa de planejamento metropolitano), Jurandir Fernandes, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, afirma que a deterioração era “previsível” a partir da integração com os ônibus pelo bilhete único.

“Sabíamos que iria cair a qualidade do conforto. Mas, no balanço social, foi positivo”, afirma ele, para quem é ilusória a idéia de que somente a construção de mais linhas de metrô resolveria a superlotação.

Extra, extra!

Foto no Flickr do Andre di Lucca.

Vídeo da semana

“Tradução” de São Paulo através das visões e opiniões de Arrigo Barnabé, Luiz Tatit, Paulo Vanzolini, Arnaldo Antunes, Regis Bonvicino, Nelson Ascher, Itamar Assunção… Metrópole como work in progress. Lembra um pouco o Berman falando sobre a Nova York modificada pelo Moses.

Vídeo no YouTube do Salmax.

Imagem da semana

Câmera: Smena Symbol
Film: expired (03/2007) Fujichrome Astia 100F, cross process revealed

Foto no Flickr do João Perassolo.

Extra, extra!

Foto no Flickr do Victor Bonomi.

Waterwall vem para o Brasil

Ainda na onda de espetáculos importados com dança contemporânea, palcos modernos, muito malabarismo e efeitos especiais, São Paulo recebe em maio o espetáculo Waterwall.

Criado por Ivan Manzoni, fundador e coreógrafo da companhia, o espetáculo é uma combinação harmoniosa de dança contemporânea com esportes radicais. A cena é dominada por uma imponente estrutura metálica. É através dela que a água começa a aparecer lentamente, no começo, até tornar-se uma impetuosa cascata – a “parede de água” do título, através da qual os bailarinos executam a maior parte de seus movimentos.

Pelo que pudemos ver em vídeos no YouTube, é uma mistura das acrobacias do Cirque du Soleil com os efeitos de luz do Blue Man Group. Tudo isso com muita água rolando. Segundo a organização do espetáculo, cada show usa 16 mil litros de água e o palco do Credicard Hall deverá ser todo adaptado para receber a trupe.

Os ingressos? De R$ 160 a R$ 60. Até que não tão caros se compararmos com os últimos shows bacanas que tivemos por aqui. Saiba como comprar aqui!

Waterwall // Credicard Hall, Avenida das Nações Unidas // 21 a 30 maio