Shopping Bourbon é o ‘ajeitado’ da ZO

bourbon

Abriu. Ainda rola uma pendenga com a Prefeitura, mas está liberada ao público a mais nova praia paulistana — o Shopping Bourbon. Fomos conferir a paisagem numa segunda-feira, por volta das 14h, e chegamos lá sem pegar as alardeadas e preocupantes filas no trânsito local (toc, toc, toc).

De cara, o mais novo centro comercial da cidade não é lá muito novidadeiro. O chão de granito com eventual desenho geométrico, as escadas rolantes, os corrimãos dourados. Em vários dos corredores, uma roda de poltronas que imitam as da casa da sua vó e uma mesona redonda com um vasão de plantas — naquele pastiche ‘contemporâneo’ a que estamos cada vez mais acostumados nas construções e nos halls de entrada dos prédios daqui.

Há uma (pequena) área de serviços no Piso Água Branca — um subsolo com acesso ao estacionamento via rampa rolante (uma boa para quem vai usar carrinho)–, que também conta com um Outback, fechado. Ele se soma a várias outras lojas que ainda não abriram (Nike Store e o restaurante América entre elas), mas o shopping não está, em absoluto, vazio.

No piso seguinte estão duas das âncoras do empreendimento: a Riachuelo e o amplo hipermercado Zaffari, cuja rede já foi tema de post aqui no Urbanistas. Para a turma do carrinho, as compras seguem até 0h. Falha imperdoável, não reparamos na grafia, nas placas, do polêmico nome da rua cedido ao piso. No site, vai o acordo com a grafia oficial, Turiassu, com o quase consagrado escorregão do acento agudo indevido.

Muito melhor distribuído que o seu mais próximo concorrente local, o Bourbon tem quatro âncoras (C&A, Renner, Centauro e Fast Shop — todas no piso Pompéia) que também estão no West Plaza. Fecham o time principal a Livraria Cultura e a Zara — um pouco para cada bolso e gosto.

Então subimos a escada rumo à praça de alimentação, no último piso comercial. E, à medida que ele vai chegando, chega junto um cheirinho de… Cola. Compreensão, galera, ainda não está tudo pronto. O teatro sai no segundo semestre. De fora, os cinemas (dez salas) estão com cara de retoques finais. Além da ‘diversão’, o andar tem mais lojas (desculpem-nos os que sentirem um pleonasmo conceitual aqui).

À parte da comida. O espaço da praça é honesto, mas ainda não dá pra dizer se vai passar no teste da hora do rush das bandejas. Ele é bem-intecionado, com um bolsão de assentos variados (cadeiras de madeira; cadeiras estofadas; sofás no estilo lanchonete americana. Mesinhas retangulares quase-individuais rearranjáveis; mesas quadradas; mesas redondas). Em volta, o de sempre. O destaque fica para os espaços ‘off-praça’, mais simpáticos, como o Almanara e o Havanna Café — uma solução já adotada por outros shoppings da cidade. Como é, também, a saída dos demais estacionamentos: quatro andares a que se chega via pista-caracol.

Ah, antes da saída, uma passada no banheiro — talvez, o melhor da categoria. Espaçoso, com acabamento de primeira e secadores de mão que de fato enxugam.

O Bourbon fica assim, então: um novo shopping ‘como qualquer outro’, mas, neste canto da Zona Oeste, é um intra-muros ajeitado. Agora é ver o que isso vai provocar na concorrência e no lado de fora do portão.

Serviço: Bourbon Shopping – R. Turiassu, 2.100, Pompéia // Estacionamento: primeiras 3 horas, R$ 5; depois, R$ 2 por hora // Horário de funcionamento ‘padrão’ // Tel.: 3874-5050

Imagens meramente ilustrativas dos flickrs: marcelodobrasil, Punukio, crosslens e rikj



8 Responses to “Shopping Bourbon é o ‘ajeitado’ da ZO”

  1. R$5 por 3 horas de estacionamento?? Acho um absurdo!!! Já estou indo no shopping gastar e ainda tem que pagar pra estacionar? Isso deveria ser uma cortesia…. os shoppings da zona norte não são “ajeitados”, mas tb não se paga pra estacionar… Center Norte e D são de grátis total, e o Santana as 3 primeiras horas tb são grátis… e olha que em 3 horas dentro de um shopping, eu dou muito mais lucro do que os R$5 de estacionamento.

  2. Ainda fico com a grafia “Turiaçu”, por simples purismo gramatical digno de tia de primário. Agora espero um post sobre os cinemas, que – ouvi dizer – são Arteplex (ufa!).

    Saudades das praias paulistanas…

  3. Primeiramente acho o valor do estacionamento adequado ao público alvo do shopping, frequentadores dos shoppings Villa-Lobos e Higienópolis em que o estacionamento também é pago.
    Também avisando que o Ouback no primeiro piso está aberto sim.
    Cinemas Imax, muito bons.

  4. Turiaçu é indígena, com ç mesmo…

    o Shopping é D+

  5. [...] do enviAthos especial ter se aventurado pelo shopping Bourbon Pompéia, domingo foi dia de alguém do Urbanistas se embrenhar no mais novo (se é que já não abriram [...]

  6. [...] Teatro Bradesco, localizado no Bourbon Shopping, deverá abrir na primeira quinzena de [...]

  7. Ola!
    Meu comentário vai para o teatro do shopping, fui assistir o clássico Quebra Nozes, e quase não assisto, com atraso de quase 2 horas consegui assistir, só que sem o cenário da peça.
    Parece que o problema foi com a infraestrutura do shopping que falhou na hora “h” .
    O teatro é lindo!! vale a pena conhecer!, mas só olhar, rs
    Porque uma coisa eu não entendi, como os engenheiros e arquitetos que desenharam aquele teatro puderam fazer um espaço tão bonito e tão pouco funcional?
    Fiquei em uma fileira do “mesanino”, e tive que sentar na pontinha da cadeira para conseguir ver a peça, no final da peça estava com a coluna toda doendo por causa da posição, pude perceber que muita gente reclamou do mesmo problema.

  8. Hello There. I discovered your blog using msn. This is an extremely smartly written article. I will make sure to bookmark it and come back to learn extra of your useful information. Thanks for the post. I will definitely comeback.