Trânsito? Imagina…

Trânsito em São Paulo

Hoje pela manhã, os motoristas paulistanos enfretaram mais uma vez o maior índice de congestionamento para o horário. Às 9h desta quinta-feira, a lentidão chegou a 165 quilômetros, segundo boletim divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O pior de tudo é que não há uma explicação lógica para o trânsito dos últimos dias, a não ser o excesso de veículos nas ruas. Quando alguma carreta quebra, quando chove muito ou quando manifestantes bloqueiam ruas, a gente até compreende o caos na cidade.

Do Último Segundo:

Segundo especialistas, os mais de 15 mil kms de ruas da capital paulista não são suficientes para acomodar tamanha frota. “Não é preciso ser um engenheiro de tráfego para saber que as vias estão saturadas, basta ir de carro para o trabalho e ver quanto tempo se demora para percorrer até distâncias curtas”, comenta o professor do departamento de Engenharia de Transportes da USP, Orlando Strambi.

A nossa sugestão? Deixe o carro na garagem, pegue um ônibus ou metrô e não se estresse tanto com tempo parado nos congestionamentos. Se formos depender do governo, teremos que conviver com o problema por muito tempo.

Foto no Flickr da szeretlek_ma.



4 Responses to “Trânsito? Imagina…”

  1. “Se formos depender do governo, teremos que conviver com o problema por muito tempo.”

    Hum, se você se refere ao problema do transporte público em SP, concordo. Mais metrô (e tavez menos gente mal educada) e mais segurança incentivariam o uso do transporte coletivo em detrimento dos carros.

    Mas do excesso de carros em sí, dá para dizer que é omissão?

    Eu não vejo onde mais construir ruas e acho que mais ruas = mais carros. Só vejo uma solução partindo do governo se ela for algo que encareça bastante a compra e manutenção, à ponto da maioria das pessoas terem de vende-los. Além de não me parecer uma solução justa, acho improvável. Tem algum outro jeito que alguém possa imaginar?

  2. Então Jess. Acho que, indiretamente, dá pra dizer que a omissão (ou a falta de ação) do governo incentivou o excesso de carros em São Paulo.

    Acho que se tivesse mais investimento em transportes público de qualidade (rápido, confortável e com tarifas melhores para quem usa com freqüência), muita gente ia deixar de usar o carro para fazer as coisas de ônibus, metrô ou trem.

    Mas quem quer largar o conforto do carro para se enfiar em um ônibus apertado, caro, quente e que demora horas para ir de um ponto a outro? Eu, pessoalmente, vou de carro ao trabalho e levo cerca de 10 ou 15 minutos. Se fosse de ônibus, ia levar pelo menos 40, se desse sorte.

    Se eu tivesse uma linha de ônibus que me deixasse no trabalho em uns 20 ou 30 minutos, mas com uma viagem confortável, com incentivo no preço do bilhete para eu usar o mês inteiro… acho que até poderia vender meu carro. :)

    Resumindo… acho que a construção de metrô e o investimento em ônibus são necessários. Mas falta também otimizar as linhas, dar incentivo para quem usa sempre o transporte público e talvez colocar ar condicionado nos busões… quem sabe um dia, né? :)

  3. Acredito que a demora na melhoria no transporte coletivo junto com a fome das montadoras e das processadoras de combustível “tendencia” a sociedade a comprar carro -em se pensando no trajeto casa-trabalho-casa- com a intenção de que terá mais conforto. Que tipo de conforto é ficar praticamente parado mesmo com o semáforo aberto por muitos minutos na mesma posição, no sol, ou fechado contra a chuva? …e ainda gastando o combustível? …para ficar parado!? ah! mas é só parcelar os gastos. Tem cartão de crédito! Crédito fácil no banco, financiamentos mil pra comprar som, rodas novas… Fácil. Bem fácil! Depois, diz que o salário é curto. Que a inflação aumenta… Quem puxa a inflação pra baixo é a demanda da sociedade! Crie vergonha na cara!

    Não é uma causa só. Não é só omissão do governo. Acrescento aí a estabilidade econômica que propicia aos financiadores fazer contratos de 80 (!) meses para vender carros.

    Cada um corre atrás de sua ‘proteção’. Se o governo não dá saúde de boa qualidade, contrata-se um plano particular. Se não tem transporte coletivo bom, compra-se um carro. A diferença aí é que há ainda ‘espaço’ nos consultórios em que o médico só ganha pela quantidade e não pelo bom exame feito mas que as ruas são espaços físicos limitados.

    Também a ilusão de que usar ônibus é caro. Ora, em se comparando todas as parcelas compulsórias e inevitáveis durante 1 ano com a soma das viagens de ônibus, sai perdendo que usa o carro para ir ao trabalho. IPVA, parcela do carnê, licenciamento, renovações, Seguros obrigatórios, Seguro privado, manutenção de pneus, de motor, combustível (para ficar parado), horas em estacionamento, retrovisores arrancados ….

    Se vc mora a 10 ou a 15 Km do trabalho, use transporte coletivo ou bicicleta. Se quiser usar motocicleta, instale um catalisador, pois ela (as mais comuns) emitem 6 vezes mais partículas de CO (monóxido de carbono) do que os carros. Poluem mais do que ônibus. Acredite!

    Claro que não gosto de ficar apertado num ônibus ou em metrõ, mas em relação a manter um carro, é muito mais barato.

    Li há pouco tempo que por mês, o Detran libera 800 novos carros (!) para as ruas. As montadoras dão risada e vc se imagina lindão no filme publicitário da TV que a montadora quase não gasta pra veicular.

    Não seja egoísta. Pegue e dê carona grátis ou paga, mas ajude a diminuir ou a não aumentar o volume de carros nas ruas nos mesmos horários.

  4. Vá de bike! :D