“Bandalargar” é a palavra da vez

Campus Party

Começou nesta segunda-feira o Campus Party e se você assistiu a algum telejornal ou entrou em algum grande portal já deve saber do que se trata. É aquele evento que vai reunir mais de 3 mil “geeks” durante uma semana na Bienal do Parque do Ibirapuera.

Para quem vê de fora, os clichês mais óbvios vêm à mente. “Nerdstock”, CDFs anti-sociais 24h no computador, gordos suados jogando Counter Strike madrugada a fio… Mas o que aconteceu hoje no Ibirapuera não tem nada a ver com isso. O que se viu foi a criação e o fortalecimento, na “vida real”, das relações interpessoais que ocorrem no “mundo virtual”. Ao invés de cada um com seu computador, em seu mundinho paralelo, a tônica deste primeiro dia de Campus Party foram os grupinhos de amigos que se misturaram, rodas de conversa, muitas risadas e o reconhecimento em carne e osso daquelas pessoas que só conhecemos em bytes.

Agora que já deixamos o clichê “nerd” de lado, vamos falar sobre o primeiro dia de Campus Party. Quem chegou cedo se lascou, isso é fato. Longas filas para o credenciamento, alguma confusão com os crachás… Isso já era esperado, uma vez que poucos eventos têm estrutura para receber e credenciar tanta gente em tão pouco tempo. Quem chegou por volta das 19h em diante não encontrou problemas, felizmente.

Gilberto e Gil
Kassab num momento de “putz, esqueci o que eu ia falar…”

A única programação do dia era a abertura oficial do Campus Party, que começou por volta das 23h e contou com a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Após os discursos políticos de sempre, tivemos uma demonstração da reacTable, aquela mesa/instrumento que foi usada no show da Björk. A apresentação começou com uma batidinha eletrônica, contou com a intervenção sonora de Gilberto Gil e terminou em ritmo de samba, acompanha de alguns ritmistas da Nenê de Vila Matilde (Neném, segundo Gil).

Gil e ReacTable
Gil observa o funcionamento da reacTable

O discurso final, feito pelo ministro da Cultura que mais inventou palavras na história, deu ênfase à inclusão digital e à “bandalarguização” do Brasil. Segundo Gil, é preciso “bandalargar” o País, ou seja, democratizar a internet por meio da banda larga. Depois de uma contagem regressiva que ninguém entendeu feita pelo robô “Quasi”, é anunciado o início oficial do Campus Party Brasil e a bateria da Nenê bota todo mundo pra sambar (mais um clichê?). Ok, quase todo mundo. A maioria estava é de olho na mulata que liderava os instrumentistas…

Mulata
Bateria da Nenê de Vila Matilde se apresenta na Bienal

Como não devemos fazer uma cobertura “em tempo real” do evento, sugerimos que você acompanhe tudo o que acontece na Bienal por meio do streaming do BlogBlogs, pelo hotsite do  Yahoo, pelo Tumblr do Tiago Dória ou pelas dezenas de blogs que estão cobrindo o evento.



2 Responses to ““Bandalargar” é a palavra da vez”

  1. Leandro, você está de parabéns!
    Tenho acompanhado o Sampaist desde junho do ano passado, quando descobri o site por acaso e tenho me deliciado com cada post! Agora só me falta coragem para escrever alguma coisa para o site! rs*

    Mas o intuito agora é parabenizá-lo por mais esta empreitada! Longa vida ao URBANISTAS-SP!

    Um beijo,

    Viviane.

  2. Estou gostando de interagir com comunidades fora do mundo virtual .
    Assim o mundo fica menor e as pessoas mais proximas .
    Podimos organizar aqui no Brasil em algumas cidades eventos com estas caracteristicas .
    Assim o mundo sem fronteiras será um ambiente mais amistoso e democratico .

    kayky avraham
    forum paulista antimanicomial