Batalha cinzenta

mundano_corrupcao.jpg

Recebemos hoje o e-mail de “Mundano”, um artista urbano que tenta, em vão, tirar um pouco do cinza paulistano com graffitis coloridos. Já vimos algumas dessas intervenções por aí e elas são muito bacanas. Alegram a cidade cinzenta e divertem os motoristas presos no trânsito. Segue abaixo o depoimento de “Mundano”:

É com uma grande satisfação que eu divulgo que outro graffiti meu saiu no jornal DESTAK (edição do dia 5 de outubro). Na verdade a matéria é sobre 9 pinturas que fiz no mesmo lugar consecutivamente, pois todas minhas pinturas foram apagadas pelo cinza do Kassab. A última vez que eu pintei no local, o meu graffiti foi apagado em menos de 24 horas depois de eu finalizar o trampo. Acho que deveriam limpar a corrupção do Brasil e não a arte contemporânea. Ao invés de apagarem graffitis, apaguem a miséria do nosso país.

A reportagem de longe não ficou como eu queria, o jornalista deturpou a mensagem, mudou minhas palavras… mas valeu o registro, porque foram falar com a Prefeitura para saber o que acham e dessa forma a minha crítica ao Cidade Limpa não foi em vão, assim como todo o meu esforço.

Veja mais trabalhos do artista!



2 Responses to “Batalha cinzenta”

  1. Tô com o secretário e não abro. E é uma situação delicada, claro. Mas todo mundo quer pagar de artista urbano e nem sempre é o caso. Nesse panfleto de concreto tosco aí, acho que não é o caso mesmo.

  2. Em resposta a e-mail civilizado e necessário recebido do artista Mundano.

    Estou errado. De fato, não gostei da guerra prefeitura x grafiteiro naquela placa de concreto. De fato, ali, prefiro o cinza. (N.E.: prefiro que não tivesse placa!). Mas não tinha o direito de, numa manhã de mau humor, atacar o artista. Errei, insisto. Vejo seu trabalho em outros cantos da cidade — e, naturalmente, como já percebeu, nem sempre gosto. A questão do grafite, principalmente numa cidade como São Paulo, é muito mais ampla que a guerrinha naquela placa e que o meu comentário infeliz. Que caminhemos pra esse diálogo, que a cidade só tem a ganhar.

    Vou publicar esta mesma mensagem como resposta a meu próprio comentário, pra que fique registrado o pedido de desculpas.

    Abraço,

    Athos