Invasão da Dischord Parte IV – Faraquet

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Na quinta-feira, 13 de setembro a banda americana Faraquet, da gravadora Dischord Records fez um show no Studio SP, aqui em Sampa. Depois de muita confusão, o show que originalmente tinha sido marcado para o Studio SP foi transferido para outro bar e depois trazido de volta para o endereço original.

Formado na cidade de Washington em 1998 por Devin Ocampo (voz e guitarra), Chad Molter (bateria) e Jeff Boswell (baixo e moog) a banda veio pela metade para São Paulo. Na verdade parte da banda já estava em São Paulo. O guitarrista Devin veio à cidade em maio deste ano para tocar com sua outra banda: o Medications.

E durante esta turnê Ocampo conheceu uma brasileira, por quem se apaixonou e acabou se casando. Há um mês na cidade, Devin trouxe seu comparsa Chad Molter, também integrante do Medications para a apresentação que marca o retorno do Faraquet, que já tem um álbum novo gravado, pronto para ser masterizado.

Além de Ocampo e Molter, aqui em São Paulo a banda teve dois músicos de apoio, um baterista e um baixista, ambos brasileiros.

Antes do show, o guitarrista da banda, Devin Ocampo, conversou com o Sampaist.

Sampaist: O que vocês acham dos rótulos que as pessoas aplicam ao som de vocês? Tem gente que diz que o Faraquet é post-rock, math-rock, tem pessoas que dizem até que é emo. O que você acha disso tudo?
Devin Ocampo: Não somos, post-rock, nem math-rock, nem emo. Isso tudo são apenas palavras que as pessoas criam para definir um som, uma banda, se fossem usar duas palavras para definir nosso som, eu gostaria que fosse ‘muito bom’.

Sampaist: Qual é a expectativa do show aqui em São Paulo? Vocês já tinham tocado aqui como Medications, acha que a resposta vai ser igual?
Ocampo: Bem, são sete anos sem tocar as musicas do Faraquet, ensaiamos apenas duas vezes, mas acredito que estamos prontos. Temos boas expectativas, os shows do Medications aqui no Brasil foram muito bons e o público muito receptivo, esperamos o mesmo para o show de agora.

Leia a entrevista completa e veja mais fotos do show após o clique!


Sampaist: E qual o motivo de vocês terem duas bandas?
Ocampo: É engraçado, mas são caminhos diferentes, músicas diferentes, são muitas músicas na cabeça com assuntos diferentes, qualidades diferentes.

Sampaist: E qual é impressão que você tem tido do Brasil?

Ocampo: Bem, todas as pessoas são muito legais, mesmo estranhos são sempre legais com você, isso é interessante!

E se as palavras ‘muito bom’ é tudo que os caras do Faraquet querem ouvir sobre o som deles, eles vão se decepcionar, ‘muito bom’ é pouco pra definir o som deles. Durante o show do Studio SP eles mostraram músicas do split que lançaram com a banda americana Akarso, e de seu álbum ‘View From This Tower’.

Petardos como ‘Cut Self Not’ e a catártica ‘Study in Movement’ encheram os olhos, os ouvidos e os corações das cerca de cem pessoas que se aglomeraram no frente do palco para um show que entrou para a história do rock em São Paulo, e é de longe um sério candidato a um dos melhores do ano.


Achou o slideshow muito lento? Veja as fotos no Flickr do Sampaist.

Fotos de Ulisses Barbosa



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