Relato de graça do caos paulistano: envie o seu!

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O post abaixo é uma contribuição de Caio Caprioli, leitor sobrevivente do múltiplo caos que assola a cidade: aéreo, terrestre, subterrâneo… Se você quiser enviar um texto sobre o que acontece na cidade de São Paulo ao Sampaist, basta entrar em contato!

Já era de se esperar que o metrô fosse continuar em greve. Fui bobo de pensar que essa paralisação em nada iria influenciar a minha sexta-feira, já que não uso esse tipo de transporte para chegar ao trabalho – moro na Zona Leste e vou até o Itaim Bibi.

Depois de acordar com um telefonema desesperado de minha amiga avisando que, além dos metrôs, boa parte da frota de ônibus também estava parada, levantei correndo, almocei, tomei banho e saí de casa.

O caminho que faço dia a dia envolve dois ônibus, que roubam 1h30min das 24 horas que possuo. Com a greve, tive de procurar por três ônibus alternativos e demorar, no mínimo, duas horas para chegar ao serviço. Mal acostumado por trabalhar em um horário fora do ‘pico’, todos os dias vou sentado e lendo um livro. Hoje, fui esmagado entre a porta de entrada, dividindo um degrau de 20 centímetros com mais três pessoas.

Para ajudar, o tempo frio de São Paulo resolveu descansar junto com os metroviários e enfrentei os 28ºC – com a sensação de uns 40ºC, dentro do ônibus, vestindo uma blusa que não conseguia tirar.

Mas nada disso ia estragar o meu dia, até que veio um ônibus, rápido, e eu não dei sinal, já que ele estava indo, aparentemente, para um lugar chamado “veículo novo”…

Foto do Flickr de Sergio Alberti.



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