Nove de Julho de 1932

rev32.jpg

rev32vert.jpgSampaist acordou hoje em clima de feriado. As comemorações dos 75 anos do Movimento Constitucionalista de 1932 começaram cedo no Parque do Ibirapuera.

Tendo como pano de fundo a leitura do poema, “Oração ante a última trincheira”, de Guilherme de Almeida, oficiais da Polícia Militar carregaram sete urnas cobertas com a bandeira de São Paulo em direção ao mausoléu do Obelisco, que foram depositadas na cripta onde já estão os restos mortais de outros 733 ex-combatentes.

Em seguida, foram colocadas coroas de flores no Monumento ao Herói Jacente, escultura que guarda o túmulo dos estudantes Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo (o MMDC, cujas iniciais dão nome ao movimento), além de Paulo Virgínio.

Após a solenidade, foi a vez do desfile cívico-militar, com mais de uma hora de duração, passar pela frente do obelisco sob uma chuva de papel nas cores branco, vermelho e preto, que representam a bandeira paulista.

Nós, que prefirimos acordar mais tarde, só chegamos na hora da dispersão do desfile. Só conseguimos fotografar alguns policiais entrando no ônibus para ir embora e quase nada mais. Quem sabe da próxima vez eles não marcam esses eventos para depois do almoço, ein?

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Por que 9 de Julho?

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo a derrubada do governo do presidente Getúlio Vargas. Ele havia assumido o poder em 1930.

Com um governo provisório, mas de amplos poderes, Vargas fechou o Congresso Nacional, aboliu a Constituição e depôs todos os governadores. Insatisfeita, a população iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, que terminou num conflito armado. A revolução então acabou eclodindo no dia 9 de julho, sob o comando dos generais Bertolo Klinger e Isidoro Dias.

O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão.

A primeira foto é de divulgação e a segunda é do Sampaist.



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