Sampaist Entrevista: LUDOV

ludov3.jpg

A banda paulistana Ludov acaba de lançar seu segundo CD, o “Disco Paralelo”. O agora quarteto continua pop até onde pode, e jura que o ritual de passagem do primeiro para o segundo álbum foi tranqüilo. Pelo menos do lado deles. Rejeitando o rótulo de “mais maduros”, eles preferem dizer que estão apenas mais… livres.

Você pode conferir as novas músicas ao vivo nessa terça-feira, dia 10, em plena Avenida Paulista! Quer programa mais paulistano que esse?

Conversamos com o integrante multiinstrumentista Mauro Motoki (foto abaixo), também principal letrista da banda. Após o link, maiores informações sobre o show e disco.

ludov2.jpgPara os leitores do Sampaist que não conhecem o Ludov, por quais músicas eles devem começar?

Vou puxar a sardinha para o Disco Paralelo, nosso novo álbum, e dizer que eles podem começar pelas 11 músicas contidas nele.

As letras do Ludov são atuais e “cotidianas”. Como é o processo de criação dentro da banda?

Justamente nesse disco, procuramos dividir mais as autorias. Então, quando eu tinha uma idéia, por exemplo, eu começava, e tratava de passar rapidamente para os outros, mesmo que fossem apenas um par de versos ou idéias. Mas especialmente para as letras, há uma boa parcela de trabalho solitário.

Para esse novo trabalho, vocês praticamente se mudaram para o Rio. Há letras que nasceram aqui e outras que nasceram lá? A cidade tem alguma influência nas composições?

Não creio que tenha havido nenhuma letra surgida lá no Rio. Houve uma estrofe da música “Disco Paralelo” que eu lembro da gente ter completado bem em Ipanema, mas foi exceção. O Rio talvez não tenha exercido grande influência nas composições, mas certamente exerceu nas gravações.

No release de vocês há uma frase que rejeita o termo “amadurecimento”, quando se compara o primeiro CD com o segundo. O que significa dizer que a banda “ficou mais livre” neste segundo CD? Livre de pressão, do comércio, de críticas, o que seria?

Pois é. O Santiago Nazarian, que é nosso amigo e ótimo escritor, achou que o termo “maduro” era um pouco conservador, comodista, algo assim. Essa liberdade é mais do que nunca interna. Não sentimos necessidade de provar nada para ninguém. Nem para nós mesmos.

Ludov agora é um quarteto. A sonoridade da banda mudou com o novo formato?

Sim. Parte da sonoridade do novo álbum foi determinada nesse processo de reajuste.

Quais as vantagens de participar de um mega-projeto como a trilha do filme “High School Musical”? Houve alguma mudança na faixa etária do público em shows?


Há boas vantagens: a experiência de lidar com uma trilha sonora, que nunca tínhamos feito, lidar também com uma mega corporação como a Disney, e também permitir que um público distinto nos conhecesse. Não, não houve uma mudança sensível na faixa etária do nosso público, mas aqui e ali vemos gente mais nova nos shows.

ludov.jpgO show do dia 10 será no coração da cidade. Que música vem à cabeça quando vocês dão de cara com a Avenida Paulista?

Eu dou de cara com a Paulista todos os dias, então muitas músicas me vêm à cabeça por lá. Mas como emblema, temos qualquer música de uma dessas duas bandas bem paulistanas: Seychelles e Banzé.

Ludov indica…

Gostamos dos SESCs, do SESI, e do Centro Cultural para tocar ou para ver shows. São lugares com som bom, preço acessível, horário digno.

Só o Ludov conhece…

O sítio do Fabio Pinczowski. Ah, que delícia é ir pra lá… cozinhar, tocar, gravar.

* Para ouvir Ludov: MySpace

* Para ver Ludov: vídeo da música “Rubi” ao vivo

Fotos: divulgação // segunda foto por Sharon Eve Smith. A foto foi modificada para ilustrar o post. Veja a original aqui, no Flickr da banda.

LUDOV @ Teatro Popular do SESI // Avenida Paulista 1313 // às 20h // R$ 3,00



Comments are closed.