“Matamoros [da Fantasia]” de Hilda Hilst estréia hoje

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Um convite para um mergulho no universo poético de uma das maiores escritoras do país. É essa a proposta do Centro Cultural Banco do Brasil em “Matamoros [da Fantasia]”, que estréia no dia 14 de junho.

O texto em prosa de Hilda Hilst foi adaptado para o teatro pelas mãos da poeta, compositora, atriz e encenadora Beatriz Azevedo.

O espetáculo é baseado em um dos contos do livro “Tu Não Te Moves de Ti”, publicado em 1980. Exemplo máximo da escritura de Hilda, “Matamoros [da Fantasia]” é um texto que conjuga realidade e fantasia, sexualidade e transcendência, vida carnal e espiritual, fábula tradicional com linguagem de invenção.

“O espetáculo, pela linguagem ousada que equilibra literatura, teatro, audiovisual e música, colabora na difusão da obra dessa grande escritora e traz ao espectador a oportunidade de conhecer ou rever uma parte do universo poético de Hilda Hilst.”, diz Marcos Mantoan, gestor do CCBB.

Centro Cultural Banco do Brasil // Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo//Tel: 3113-3651 / 3113-3652// www.bb.com.br/cultura// R$ 15 e R$ 7 (estudantes)


O projeto, que segue temporada até 5 de agosto, foi concebido há mais de 15 anos quando Beatriz recebeu das mãos da própria Hilda Hilst um exemplar da obra. Em 1996 o texto ganhou sua primeira versão teatral, em plena Bienal do Livro. Nos dez anos seguintes, Beatriz desenvolveria leituras públicas com a participação de Sérgio Mamberti, Rosi Campos, Giulia Gam e Marco Ricca, entre outros.

Mas o elenco definitivo surgiria somente em 2005, com a adesão de Sabrina Greve, Luiz Päetow e Maria Alice Vergueiro, considerada a dama do underground teatral brasileiro, que volta para o teatro depois de uma pausa de cinco anos.

A idéia que norteia a encenação é a de palimpsesto, na qual os conteúdos míticos reescritos por Hilda voltam a ser recriados em cena, com várias camadas de significados sobrepostos. Conjugando palavras, imagens e sons, a encenação propõe uma reflexão sobre os tabus, os mitos e as paixões da experiência humana, questionando os limites entre a realidade e a fantasia, as projeções imaginárias e a possibilidade de re-invenção do real.

“A intenção é deixar a obra aberta para os fluxos de imaginação do espectador: ele também vai fazer a sua própria leitura pessoal. Esta interação com a platéia é essencial, especialmente num espetáculo de linguagem poética”, comenta Beatriz.

O público é surpreendido o tempo todo, seja através de aromas, da fluidez da água em cena, pela trilha sonora executada ao vivo ou até mesmo pelas projeções assinadas pelo cineasta Rafael Gomes, que ficou reconhecido nacionalmente pelo curta “Tapa na Pantera”.

Matamoros [da fantasia]
Estréia – 14 de junho – somente para convidados
Temporada de 15 de junho a 5 de agosto de 2007
Quinta a sábado, às 19h30, domingos, às 18 horas
Duração – 90 minutos



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