Sampaist responde: Onde se hospedar e o que conhecer na Liberdade?

liberdade_roteiro.jpgO leitor Fábio vem passar uma temporada em São Paulo na Liberdade e escreveu pedindo dicas de hotel, passeios, programas culturais e, claro, restaurantes japoneses.

Como eu sou a rata oficial da Liberdade por aqui, acabei me empolgando e fiz um roteiro que sai do hotel Formule1, no Paraíso, e que vai descendo pela Vergueiro até a Praça da Liberdade.

E nos próximos dias publico aqui também dois Top 10 + 1, um de comidas e outro de passeios e compras, do bairro oriental de São Paulo.

Onde ficar

Na Liberdade mesmo eu não conheço um hotel que possa recomendar, mas tem um Formule 1 que é bem perto (a duas estações de metrô da lá). Ele fica literalmente do lado da estação de metrô Paraíso, o que facilita muito a locomoção pela cidade. O esquema é assim: você paga 85 reais a diária e podem ficar no quarto pelo mesmo valor até três pessoas.

O quarto é pequeno e honesto, tem uma cama de casal e um beliche pra a terceira criatura. De bônus, tem uma vista muito legal do comecinho da Paulista. Você pode optar por um andar de fumantes ou não fumantes. Tem um café da manhã por cerca de 4 reais, mas vale mais a pena comer num bar/lanchonete que fica do lado e tem uns sucos ótimos. Dá pra fazer a reserva pelo site deles, que também tem mapas da região pra você se localizar.

Catedral Ortodoxa e Centro Cultural São Paulo

Vizinha ao hotel você já pode visitar a Catedral Ortodoxa, que é muito bonita. Pertinho dele também, descendo a avenida Vergueiro, que vai dar na Liberdade, fica o Centro Cultural São Paulo (estação de metrô Vergueiro), que tem um monte de atividades culturais, a maioria de graça. Confira a programação no site do CCSP.

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Museu da Imigração Japonesa

Descendo mais a avenida você vai encontrar a estação de metrô São Joaquim, que fica ao lado da rua… São Joaquim! :D Se você descer uns três quarteirões você vai chegar ao prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, que além de ter uma série de eventos, abriga o Museu da Imigração Japonesa.

Ah! Ano que vem é Centenário da Imigração Japonesa, então vale a pena ficar de olho no site da comissão do evento pra conferir as atividades que eles vão promover durante todo o ano.

Uma rua, um montão de restaurantes

Bem, voltando para a avenida Vergueiro e descendo um pouco mais você chega na rua Tomás Gonzaga, que tem bem uns 6 ou 7 restaurantes japoneses. Dois que recomendo são o Yamaga e Hinodê, preços bacanas e comida muito boa!

Estação Liberdade

Mas se vc quiser ir direto pra Liberdade, melhor pegar o metrô e descer na estação Liberdade, que tem saída bem pro meio da Praça.. da Liberdade! O dia mais agitado é o domingo, quando rola uma feirinha de artesanato e comidas japonesas. Tem de tudo pra se provar nas barracas, de tempurás a bolinho de polvo, bifum, guioza, yakisoba, bolinhos recheados de doce de feijão… Tem também umas coisas nada a ver, como acarajé, cocadas e espetinhos. Tem uma micro edição da feira no sábado se vc não quiser encarar o montão de gente andando por lá.


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Ruas Galvão Bueno e dos Estudantes

Partindo da praça vc tem duas ruas que se cruzam pra vc explorar: a Galvão Bueno e a Rua dos Estudantes. Vou começar pelo passeio mais curto, a da Rua dos Estudantes. Lá vc tem lojas com móveis japoneses, cobertores, utensílios domésticos, quitandas e dois restaurantes, um mais “roots”, que fica na esquina com a Rua da Glória, e outro mais bacaninha, o Lika, que fica no número 152.

A sugestão no Lika é comer o atum gordo, e tem que jure que lá tem o melhor polvo da cidade. Na Rua dos Estudantes tem também lugar para outra colônia oriental, uma padaria chinesa chamada Itikiri, que tem umas coisas bem gostosas. O que todo mundo toma por lá é o suco de poba, que é à base de soja e tem umas bolotas de inhame dentro.

Na Rua Galvão Bueno tem ao longo de uns quatro quarteirões um monte de lojinhas de produtos japoneses, de cosméticos, dois mercados com produtos japoneses (vale a pena entrar só pra ver as embalagens e comprar balas lindas com os sabores mais estranhos do mundo). Tem um jardim japonês pequenininho, só que ninguém pode entrar. :(

A rua é iluminada por lanternas japonesas, e daí tem um viaduto também nesse estilo (lugar pra foto pra mandar pra família, sabe? :D ). Pra efeitos de jardim japonês, o melhor é visitar o Pavilhão Japonês que fica no Parque do Ibirapuera, que é uma réplica de um palácio japonês e que tem carpas e tudo mais. :D

Liberdade à noite

A Liberdade é bem pertinho do centro e na parte da noite, a não ser a Vergueiro, que ainda tem alguma (pouca) movimentação por causa de duas faculdades, fica bem deserta. Na praça de vez em quando você encontra com umas moças prestadoras de serviços… Até umas 8 da noite, quando ainda tem lojas abertas, dá pra circular mais tranquilamente. Depois disso tem que ter atenção.

Lembrança de São Paulo

Fábio também perguntou onde comprar camisetas para turistas da cidade. Blusas com estampas você acha na Rua Galvão Bueno, tem duas lojas daquelas de coisas de turistas gringos no Brasil e uma outra que vende kimonos e que é onde você vai achar as mais orientais mesmo.

E agora num momento corporativo, camiseta de São Paulo tem a lindona do Sampaist. Você pode comprar aqui pelo site, ou aos domingos aqui em São Paulo na feirinha de um shopping chamado Center 3, que fica na Av. Paulista (Metrô Consolação). A camiseta foi feita pelo pessoal da Obra, que tem outras estampas lindas de São Paulo.

Extras

Ainda sobre datas, se Fábio conseguir esticar sua estadia até 7 de julho, consegue pegar o Festival das Estrelas, que deixa a Liberdade toda colorida com enfeites de papel e ramos de bambu.

Também fora da Liberdade, se você quiser pagar um tanto mais, tem o restaurante japonês Nakasa, que também tem umas coisas bem diferentes e uns drinks ótimos. Fica no Jardins, na Rua da Consolação (estação de metrô mais próxima: Consolação).

Fotos dos Flickrs de DaniCast e Mantelli



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