Invasão da Reitoria – atualização

invasaousp1.jpg Uma rápida atualização sobre a invasão da reitoria da USP. A Justiça concedeu nesta tarde a reintegração de posse do prédio da reitoria e determinou que os estudantes deixem imediatamente o local.

Agora, depois de 13 dias de ocupação, os alunos são obrigados a deixar o prédio da reitoria. Caso contrário, Caso a medida não seja obedecida, a força policial poderá ser usada para fazer valer a reintegração.

Só para recapitular, os estudantes exigem da USP uma posição oficial sobre a criação da Secretaria de Ensino Superior e a suposta perda de autonomia da Universidade. Eles ainda pedem mais moradias para os alunos e um “posicionamento público por parte da Reitoria contra a condenação de dois estudantes da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), condenados a três meses de prisão por realizarem uma pichação no asfalto do campus Butantã (zona oeste) em agosto de 2005″.

Hoje, no Blog da Ocupação, outras demandas foram feitas, inclusive o direito de “realizar festas” no campus. Afinal, o que é uma universidade sem cervejada?

Democracia agora! Exigimos nosso direito a liberdade de expressão política e cultural, que nos é vetada desde que a universidade proibiu, por exemplo, a colagem de cartazes pelo campus , assim como a realização de festas.

E enquanto a polícia não chega para desocupar a Reitoria, os estudantes aproveitam o tempo livre para estudarem com afinco para os cursos de “Cantoria com banquinho e violão”, “Soccer Indoor” e “Jornalismo improvisado 101″. (Fotos 1, 2 e 3 respectivamente).


Para acompanhar quem os desdobramentos da ocupação, visite os dois blogs criados pelos estudantes aqui ou aqui e ouça a “Rádio Ocupa“, transmitida ao vivo pela internet.

Clique na foto para assistir ao vídeo da ocupação.



One Response to “Invasão da Reitoria – atualização”

  1. Esse negócio de invasão deve ter um motivo real. Por que uma faculdade não deve prestar constas à sociedade sobre os seus gastos? Qual é o medo? Por que não perguntaram na enquete se consideram a invasão justa ou não?