Sampa na WIRE: Galerias de Arte salvam a Música Eletrônica

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A revista inglesa WIRE faz mensalmente um “levantamento sonoro” de um lugar qualquer do planeta. Nessas páginas dedicadas ao “Global Ear”, valem as bandas locais inusitadas, os lugares por onde elas tocam, o que se ouve, o que se dança, prováveis influências estrangeiras, etc.

Com um imperdoável atraso, só hoje colocamos aqui o especial “Global Ear: São Paulo que a revista publicou na edição de abril, ainda nas bancas.

Em duas páginas, o jornalista Martin Longley consegue disparar dezenas de nomes de bandas, cantores, galerias, e espaços culturais que ele conheceu por aqui. Provavelmente um gringo lendo a matéria ficará totalmente perdido – ou muito cansado.

São tantas referências, que só um paulistano consegue acompanhar com fôlego a “jornada sonora” a que ele se submeteu.

Descrita como uma cidade “com os nervos à flor da pele”, São Paulo seria o centro ideal para abrigar a música eletrônica em todas as suas formas.

Nem jazz, nem folk, e talvez punk-rock. A conclusão de Longley no artigo é que esse nervosismo tipicamente urbano da cidade, faz com que a cena eletrônica seja inerente ao paulistano. Nada mais apropriado para uma cidade imensa que é um “amontoado de concreto”, ele diz. No bom sentido.

A cidade é imensa, mas não o suficiente para abrigar a quantidade de bandas e estilos musicais. Segundo ele, são as galerias de arte paulistanas que estão salvando o eletrônico experimental. Com falta de noites dedicadas ao gênero em clubes locais, são elas que estimulam e dão vida à cena. Galeria Vermelho, o MIS, Itaú Cultural e até a Pinacoteca foram os lugares visitados por ele não pelas exibições, mas pelos shows que ofereciam!

Dando início às longas citações, ele vai de CSS a Marcelinho da Lua. De Bonde do Rolê a Tom Zé. Cita shows no bar Milo Garage e elogia as 16 unidades do SESC espalhadas por São Paulo.

Ele se encanta com Maurício Takara e se decepciona com os Mutantes ao vivo no Parque da Independência:

“(Os Mutantes) estão tão em transe com o legado dos Beatles, que a realidade foi mais sem graça do que se imaginava.”

Haja pique!

Para checar todas as bandas e locais citados, leia o artigo na íntegra, clicando aqui.

* Na sua opinião, qual estilo musical tem a cara da cidade?



3 Responses to “Sampa na WIRE: Galerias de Arte salvam a Música Eletrônica”

  1. ainda acho que são paulo é samba no pé!

  2. Boa dica e link, bem legal o artigo do cara.

  3. samba, jura? eu acho que aqui tem espaço para tudo, mas tem cara de barulho. Pode ser barulho eletrônico ou de guitarras, mas não consigo associar visualmente a cidade com samba, banquinha e violão. Parece que essa é a cara do Rio. =)