Ratos entrem nos sapatos do cidadão civilizado

Garis, varredores e motoristas que trabalham na coleta de lixo de São Paulo estão parados desde a madrugada da sexta-feira 13. Estão mantidas, sem restrições, apenas as coletas de lixo hospitalar, de farmácias, postos de saúde e clínicas.

Os funcionários das concessionárias Loga e EcoUrbis, assim como os trabalhadores que fazem a varrição das ruas e avenidas de São Paulo, cruzaram os braços devido ao impasse na negociação salarial com os patrões. A paralisação afeta a coleta de lixo domiciliar da zona leste e zona sul, feita pela EcoUrbis e da região central, zona norte e oeste, feita pela Loga.

Moacyr Pereira, presidente do Siemaco, e Francisco de Montier, presidente do Sindicato dos Motoristas das Empresas de Limpeza Urbana, afirmam que as respectivas categorias decidiram parar devido à intransigência patronal.

Estávamos em estado de greve e os patrões nos enviaram documento em que se comprometiam a reabrir as negociações com reposição da inflação e negociação de convênio médico gratuito, aumento real de salário, fornecimento de lanche e de protetor solar.

O leitor Stanley Calderelli nos disse que, ao passar pedalando – com os Starbikers – pelas ruas, já era possível ver vários locais com bons montinhos de sacos de lixo espalhados.

Segundo informações do Último Segundo:

O lixo se acumula ao longo da Avenida Nove de Julho, em São Paulo. Em algumas ruas e avenidas, o lixo foi retirado, com os lixeiros mantendo um serviço de coleto de mais de 30%.

Uma estimativa é que estão sendo retiradas, mesmo em greve, 3 mil toneladas de lixo. A sujeira é muita, e a expectativa é para que não chova, pois isto poderia ser o caos, com o lixo sendo levado para os bueiros e com isto, causando inundações.

Enlameando o próprio chiqueiro
Ao que indica uma pesquisa, o paulistano gosta mesmo de chafurdar. E ajuda na criação de um ambiente propício. De acordo com o levantamento realizado pela H2R, uma empresa de pesquisas de mercado, 76% dos paulistanos admitem já ter jogado lixo na rua.

Também do Último Segundo:

Apesar dos péssimos hábitos revelados pelos paulistanos, a pesquisa mostra que eles até fazem uma mea-culpa. Para 25% dos entrevistados, é de responsabilidade do próprio cidadão não jogar o lixo nas ruas. Mas para outros 16% cabe à Prefeitura providenciar mais lixeiras e, para 10%, mais garis nas ruas.

Outras medidas, como ações educativas, estímulos à reciclagem e maior fiscalização e legislação mais eficaz foram outras respostas possíveis, apontadas pelos entrevistados, para lidar com a sujeira nas ruas.

Como nossos servidores estão passando por manutenção preventiva esse fim de semana, não foi possível colocarmos uma foto no post.



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