Sampaist @ BRASA

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Fomos conhecer a mais nova festa da Barra Funda, a “Brasa”. O ponto mais rock da cidade recebe uma festa tipicamente… brasileira. Tipicamente é super exagero, claro. Não rola forrozão na pista, mas o DJ conseguiu cumprir a promessa de não tocar uma só música em ingles a noite toda.

Parece fácil, mas não é. O público alvo aqui não são os freqüentadores de bares da Vila Madalena, acostumados com a mpb de banquinho e violão. O desafio da festa é trazer o povo que ouve rock, mas que adora um Noel Rosa de vez em quando.

Como já dissemos em um post anterior, o som é democrático. Durante nossa visita, rolou de Roberto Carlos a Supercordas, passando por Junio Barreto e Zé Geraldo. A casa estava cheia para uma estréia, mas roqueiro paulistano é blasé até no sambinha. A pista ficou vazia por um bom tempo, só lotando para a apresentação da recifense Lulina com a banda Os Causadores.

Como disse um amigo, Lulina é “pop ginasial”. Letras fofas, voz idem, e uma banda estilo “turma do fundão” que não segue a mesma onda tranqüila da vocalista. Criativo e barulhento, com direito a um quase (se tivesse palco) stage-diving do trompetista, que se atirou tocando entre o público. O “trompetista” -que se revezou entre outros tantos instrumentos- era o Du Ramos, empresário do grupo paulistano Cansei de Ser Sexy. A voz estava baixa demais, mas todo mundo cantou junto e isso não chegou a ser um problema.

Gelo quebrado, e ninguém mais saiu da pista. Mais “róque nacional” e muita música brasileira experimental.

berlin.JPGO lugar é uma atração a parte. Talvez você precise de uma mapa certeiro para chegar lá, já que o bar fica isolado em uma rua escura (os donos pensaram nisso e colocaram vários caminhos alternativos no site).

O Clube Berlin é aquele canto retrô que lembra sala de casa de vó. Super aconchegante, tem sofás antigos e mesas gigantes, que acomodam a turma inteira. O papel de parede anos 70 é sem dúvida, o mais invejado da cidade!

Enquanto a pista não decolava, experimentamos a “porção árabe”, que vinha com homus, babaganush, tabule, coalhada e pão sírio. Deliciosa e super bem servida! Custou R$ 12,00, alimentou bem três pessoas e vários penetras, e ainda sobrou pão sírio para contar história. Dá para checar o cardápio online! Ficamos tentadas a experimentar a tal “bureka de chocolate”, cuja descrição era apenas “derrete na boca”. Fica para a próxima.

O site Manda Brasa, que promove a festa, vai crescer. A proposta é criar um portal com notícias em tempo real (blogar é o futuro!) sobre música brasileira. Bandas descobertas, bandas já consagradas, estilos variados, resenhas de shows e discos, ou seja, vamos finalmente ter o nosso ““Pitchfork”.

P4K, para quem não é nerd e não sabe, é um site gringo visitado por dez entre dez viciados em música, com entrevistas, resenhas ácidas e notícias do mundo indie-rock. Demorou. Vamos aguardar! Enquanto ele está sendo recheado, você já pode entrar aqui e ler as entrevistas das próximas bandas convidadas para a festa.

Na festa Brasa desta semana, a banda Instiga, de Campinas .

A foto do papel de parede estiloso é do Flickr da Dani B.

BRASA @ Clube Berlin // Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85 – Barra Funda (próximo às estações Marechal e Barra Funda do Metrô) // todas as sextas-feiras // a partir das 23h // Ingresso: R$15; R$ 10 (c/ flyer ou nome na lista listaberlin@gmail.com, até a véspera).



2 Responses to “Sampaist @ BRASA”

  1. Eu quero uma bureka de chocolate! ahahah

  2. haha eu também! próxima reunião Sampaist, vamos?