Museu no Pacaembu

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Já que futebol bonito no Pacaembu é coisa do passado (os corintianos podem confirmar a teoria), nada mais apropriado que a criação de um museu no estádio. Orçado em R$ 25 milhões, as obras para a instalação do Museu do Futebol tiveram início na tarde desta terça-feira.

O Museu do Futebol ocupará uma área de 5,6 mil metros quadrados dentro do Pacaembu, o mais tradicional e confortável estádio de São Paulo. E isso não é nenhum elogio aos estádios paulistanos, porque conforto em jogo de futebol é difícil de achar. Mesmo com os ingressos a preços absurdos…

O que o torcedor vai ver no Museu do Futebol não será simplesmente uma mostra histórica. Vai viajar por cenas, emoções e fatos que marcaram a trajetória da maior paixão nacional. Vai reviver a memória do futebol em imagens, sons e, em algumas situações, será o próprio protagonista da história, com direito a chutar a gol e presenciar torcedores barulhentos durante os grandes clássicos. Vai celebrar o esporte, a identidade e a cultura, e preservar o patrimônio público.


As salas do museu, que sugerem caminho ordenado, vão ser distribuídas para que o visitante-torcedor experimente e conheça cada uma das sensações de um jogo de futebol

O percurso começa no saguão de entrada, batizado como “Sala dos clubes”, uma grande sala de visitas que vai reunir diversos objetos que são utilizados pelos torcedores. Segue para a sala “Pé na bola”, que conta a evolução da bola e suas improvisações; passa para a “Sala das torcidas”, onde o visitante vai se sentir, ao mesmo tempo, como torcedor e jogador, através de projeções de imagens e do áudio de um estádio.

Passa pela “Sala dos jogadores”, a “Sala dos gols” e vai à “Sala das origens”, que conta a origem do futebol no Brasil.

Depois da “Sala dos heróis”, conhece o “Rito de passagem, a Copa de 50″, que lembra o “maracanazo”, episódio em que a seleção uruguaia calou o Brasil ao bater a seleção brasileira na decisão daquela Copa, no Rio de Janeiro.

A “Sala das Copas do Mundo” presta homenagem à seleção brasileira. A “Sala dos Altares” é dedicada exclusivamente a Garrincha e a Pelé.

O “Salão da dança do futebol” mostra os dribles geniais, os gols estranhos e outros momentos inusitados. A interatividade será o grande atrativo no “Labirinto das curiosidades”, onde o visitante poderá bater um pênalti, fazendo movimentos reais, contra um goleiro virtual.

Depois da “Sala das ciências”, a “Sala Pacaembu” encerra a jornada celebrando o patrimônio histórico e explicando a história de um dos estádios mais antigos do País.

Imagem no Flickr do Andrei Bonamin.

As informaçõe sobre as “salas” são da Prefeitura.



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