Duas dentro, uma fora

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O Conjunto Nacional é um marco paulistano; até uma construção-símbolo, que serve para morar, comprar, comer ou simplesmente atravessar com passo apressado — a primeira praia de paulista, definirão alguns. Pois, bem.

Depois de trancos e barrancos nos anos 70, tá lá inteiraço, vivo e tão jovem quanto merece (segundo a pesquisa mais recente, a maioria das 30 mil pessoas que passam por lá diariamente tem entre 18 e 40 anos). Juventude que vem desde o projeto, feito pelo arquiteto David Libeskind quando ele tinha 26 anos (26. O cara ganhou um concurso e fez aquele belo gigante que integra quatro vias num espaço aberto pra todo mundo).

Em 2005 o prédio, com suas duas lâminas marcantes, uma horizontal e outra vertical, foi tombado pelo Condephaat, órgão do Estado que cuida do patrimônio histórico.

Bem, vamos ao motivo do post. Quem não passa tão correndo assim ali na região da Av. Paulista com a
R. Augusta viu algumas das últimas intervenções artísticas que rolaram lá.

Teve o Dom Quixote para comemorar os 400 anos do livro; teve o Fazedor de Montanhas, um catador com uma supercarroça de lixo e um miniplaneta Terra na mão. Duas dentro.

Mas é o calendário festivo chegar e… Alguém consegue gostar das decorações na fachada do Conjunto Nacional? Elas parecem sempre fora de lugar, cafonas — até no Natal, quando isso é meio permitido. Ainda por cima (e literalmente por cima), escondem o prédio. As máscaras de carnaval foram a tradicional bola fora. E a Páscoa vem aí.

Fotos: site oficial



2 Responses to “Duas dentro, uma fora”

  1. Athos! Adorei o comentário (além de ter sentido inveja do moço de 26 anos). Passo por ali todos os dias, adoro ver a fila que sempre forma para tirar fotos com o gigante. Já vi até algumas poses bem… ousadas. As máscaras de Veneza só podem ser restos de alguma escola de samba falida.

  2. Realmente, o Conjunto Nacional merece o comentário. É um belíssimo prédio e cheio de histórias… Mas, certamente, não foi muito feliz a idéia da decoração comemorativa de Carnaval. O estranho é que o feriado já passou e as máscaras continuam lá… É, Athos, espero (creio que você também) que não haja coelhos gigantes na Páscoa!