Sampaist apresenta… Pública

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Com uma baita responsabilidade nas costas, a banda Pública vem a São Paulo para mostrar do que é feita a nova safra roqueira gaúcha. Responsabilidade grande por dois motivos: o primeiro é sair do rótulo “rock gaúcho”, termo que já não significa mais nada e que ainda coloca no mesmo saco bandas tão distintas como Cachorro Grande e Superguidis. O segundo motivo é sustentar nos shows o peso de ser chamada de “a grande promessa do rock nacional”.

Eles não parecem nada preocupados com isso. O primeiro disco “Polaris” só recebeu críticas positivas na imprensa, e para eles, é isso o que interessa. Para 2007, mais dois clipes deste disco, muitos festivais, muitas visitas a São Paulo e noites em estúdio para a gravação de um novo CD.

Eles estão em Sampa para um show hoje na Funhouse e já sentem falta de um bom churrasco. “Alguém aí tem um açougue para indicar?”. Esse é o apelo que os meninos do Pública fizeram ao Sampaist.

As paulistanas não vão gostar, mas os guris afirmam que mulheres como as gaúchas, não há. Será? Entrevista abaixo.

publica2.JPGFalem um pouco da trajetória de vocês. Como foi 2006 e o que esperar da banda em 2007?

Os primeiros passos foram dados em 2001 e sempre optamos por músicas próprias. Gravamos demos, eps, clipes, e nos preparamos pra chegar ao primeiro álbum. 2006 foi um ano chave para nós, porque lançamos nosso álbum, que era um sonho desde que iniciamos a banda. O disco recebeu ótimas criticas, então saímos de 2006 e entramos em 2007 com tudo. Faremos muitos festivais este ano, muitas vindas a São Paulo já estão programadas, pretendemos fazer mais uns 2 clipes deste disco e no final do ano começar a gravar o segundo álbum.

A definição “rock gaúcho” ajuda ou atrapalha? O som de vocês é bem diferente das outras bandas de lá…

O “rock gaúcho” praticamente se tornou um gênero musical. Aí sim concordo que nossa música é diferente da produzida no Rio Grande. Mas de uns anos pra cá tem mudado a maneira como as bandas gaúchas pensam sua música, e hoje em dia minhas favoritas, como Stratopumas, Cartolas, Superguidis, assim como nós, não se enquadram neste gênero.

Como passar um dia perfeito em São Paulo?

Acordar sem ressaca depois de ter feito um show num dos bares da Augusta. Aí, pega uma condução e vai para um restaurante bem clássico comer comida italiana. Adoramos a Avenida Paulista, então dar uma volta por lá é de praxe. Aí, pára num bar pra tomar chope e comer bolinho de bacalhau. Volta pra casa/hotel e dá uma descansada. Obviamente no dia perfeito nós tocamos. Podia ser um festival com as bandas nacionais que citei antes e o Arcade Fire é a atração internacional. Quando acaba o festival seguimos “chumbando” pelas ruas de São Paulo!

O que Porto Alegre tem que São Paulo vai demorar para conseguir?

Carne para churrasco. Tem um açougue para nos indicar? Outra coisa são as mulheres gaúchas, as melhores do planeta. As paulistas são muito estilosas, independentes e bonitas, mas as gaúchas…


Por que os leitores do Sampaist devem ir ao show?

Quem conhece a Pública deve ir para ver uma banda empolgada, com arranjos mais pesados do que o disco, para escutar as músicas novas. E quem não conhece a Pública deve ir se estiver interessada em boa música, em um rock feito com vontade, mas não um rock tradicional, e sim contemporâneo, com melodias bonitas, arranjos bem amarrados.

Para quem nunca ouviu Pública: por qual música começar?

Difícil indicar uma só, mas acho que Polaris, que é a música que dá título ao disco, é um bom começo, apesar de ser bem densa e louca. Ouve depois long plays, pra dar uma balanceada e ver que não é fácil nos rotular. As duas músicas estão disponíveis no nosso site.

Dá para ouvir muito de rock nacional dos anos 80 nas músicas de vocês. E claro, um pouco de Strokes e Oasis aqui e ali. Quais são as influências mais evidentes da banda?

David Bowie, Beatles, Stones, Television, Smiths… são muito diversas as influências, ouvimos de tudo, de Tom Jobim a Bob Marley. Creio que a semelhança que tu apontou com o rock brasileiro se deva às letras, porque na sonoridade não vejo outra banda nacional com as características que temos.

Quais bandas nacionais vocês têm ouvido ultimamente?

Nação Zumbi, Mutantes, Superguidis, Pata de Elefante, Cartolas, Vanguart, Stratopumas, Viana Moog, Rock Rocket, Walverdes, Bidê, Ultramen, Damn Laser Vampires, Planondas… Fora estas tem muitas bandas novas em Porto Alegre que ouvimos nos shows mas que não têm registro ainda.

Depois dos shows em SP, a larica da madrugada é onde?

Ontem fomos no “Pedaço da Pizza”, na Augusta. A pizza de mozzarella está em promoção. Mas qualquer boteco de esquina que tenha misto quente já resolve o problema.

Que música toca na cabeça de vocês quando chegam à cidade?

Como estamos ficando na Pompéia, só pode ser Mutantes, melhor banda nacional de todos os tempos.

O que falta nas baladas paulistanas?

Meio de transporte. Ficar refém dos táxis é f… de resto acho incomparável a noite paulistana; cada vez melhor e com mais opções.

Vocês sabem que alguém é paulistano quando….

O sotaque denuncia. “nosssssa mano” não tem erro.

Há algum refúgio na cidade para quando bate saudades de casa?

Não um refúgio, mas tem muitos amigos gaúchos por aqui. Mas não moramos em São Paulo ainda, então não dá tempo de sentir saudades de Porto Alegre.

* Pública é: PedroMetz (voz, guitarra), Guri Assis Brasil (guitarra, voz), João Amaro (teclado, voz), Guilherme Almeida (baixo) e Cachaça (bateria).

* Para ouvir o disco, entre no site.

* Para ver o vídeo da música “Polaris”, clique aqui.

Pública @ Funhouse // R. Bela Cintra, 567 // a partir das 23h // R$15 (H) R$10 (M) // Tel: 3259-3793



3 Responses to “Sampaist apresenta… Pública”

  1. Que beleza!

  2. Adoro a banda. E sem querer criar polemica, mas as mulheres gauchas, ai ai

  3. Bolinho de bacalhau
    Bolinho de bacalhau, se você tem interesse ou está procurando bolinho de bacalhau visite
    http://www.reinadodobacalhau.com.br
    (Bolinho de bacalhau) nota 10 esse site