Como o Japão Reinventou os Quadrinhos

lapprenti_japonais_01.jpg Mangá é uma expressão criada por Hokusai, mestre da gravura japonesa do século XIX, para designar um estilo de desenho – espécie de rascunhos livres e seqüenciais. A expressão é formada por dois ideogramas – man, que significa “involuntário” ou “a despeito de si mesmo” e ga, significando “imagens”. Uma interpretação secundária para man poderia ser “moralmente corrupto”, o que gerou a tradução “imagens irresponsáveis”, repetida à exaustão pela mídia ocidental, como que para justificar certo preconceito contra os mangás – tachando as histórias em quadrinhos japonesas de pervertidas e imaturas.

“Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos” é o modo que o jornalista inglês Paul Gravett encontrou para reverter tais preconceitos. Afinal, os mangás representam 40% do material impresso no Japão, um fenômeno cultural que atinge todas as classes, sexos e faixas etárias do país. A diversidade do material produzido é enorme, e o livro explora todas as facetas e estilos dos mangakás (autores de mangás) japoneses. Das histórias para garotos, cheias de fantasia e ação ao estilo realista e adulto do gekigás, da forte carga erótica dos hentai às histórias água-com-açúcar dos shoujos ao fenômeno europeu do nouvelle manga.

Agora o livro ganha uma exposição especial, na Estação de Metrô Clínicas, na qual o visitante vai conhecer um pouco mais sobre o mundo dos mangas. São vinte painéis, apresentando o livro e mostrando a diversidade e a qualidade excepcional dos quadrinhos japoneses. De séries famosas como Dragon Ball a mestres como Osamu Tezuka e seu Adolf, passando por clássicos underground como Akira, o nouvelle manga de Frederic Boilet e a psicodelia bizarra de Junko Mizuno, a exposição apresenta um panorama amplo que vai maravilhar tanto experts quanto aqueles que se interessam em conhecer um pouco dessa cultura que, apesar de parecer distante, cada vez mais se integra ao nosso cotidiano.

De 12 até 28 de fevereiro // Estação de Metrô Clínicas (Av. Dr. Arnaldo, em frente ao Hospital das Clínicas e ao Cemitério do Araçá – Linha 2, Verde) // Entrada franca

O desenho é de Frédéric Boilet



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