Uma tarde na Rua Javari

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Aproveitamos a tarde ensolarada do último sábado para assistir a um jogo do Clube Atlético Juventus no Conde Rodolfo Crespi. Ok, Conde Rodolfo Crespi ninguém conhece, mas Rua Javari todo mundo já ouviu falar, certo?

arquibancada.jpg O estádio que fez a Rua Javari, na Moóca, ficar famosa foi inaugurado em em 1929 e desde então não passou por muitas reformas. Com capacidade para apenas 7 mil torcedores, o Juventus só pode jogar em casa durante o dia porque o estádio não tem iluminação. Old school total!

Estivemos lá no jogo contra a Ponte Preta, junto com outros 2.204 pagantes, quando o Moleque Travesso venceu por 1×0 o time campineiro. Apesar da vitória, nem tudo foi diversão na Rua Javari…

Depois de quase 30 minutos dando voltas e mais voltas de carro pela Moóca tentando encontrar a escondida rua do estádio, finalmente seguimos um pessoal com camisas de cor “grená” e chegamos ao local do jogo. O sol escaldante e a falta de lugares na sombra não nos afastou de nosso objetivo principal: comer o tradicional doce “canole”, vendido pelo Seu Antônio há mais de 30 anos!


canole.jpg Na hora do intervalo do jogo, corremos para o meio da muvuca tentando encontrar o Seu Antônio e experimentar o tão falado canole. Um senhor carregando um isopor gigante, rodeado por umas 40 pessoas, entregava os doces roliços aos montes. Tinha gente pedindo em dezenas para levar para viagem!

Ao chegar a nossa vez de pedir, veio a decepção! Não tinha mais nenhum canole no isopor de Seu Antônio. Com a promessa de que ia buscar mais, ficamos esperando ansiosamente a volta do vender, enquanto fugíamos dos detritos de pomba que teimavam em cair na torcida.

Quando Seu Antônio voltou para a arquibancada com seu isopor reabastecido, corremos para comprar nossos canoles. Gooooooooooooooooooooooooollllll!!! Que merda… Perdemos o único gol da partida conversando com Seu Antônio.

Após termos ficado 30 minutos perdidos na Moóca, tomado muito sol no pescoço e perdido o único gol do jogo, o canole não desceu tão agradável como esperávamos. Talvez o excesso de expectativa tenha estragado um pouco o sabor do doce, mas mesmo assim valeu a pena o passeio.

As fotos e observações foram compartilhadas com Lucasof, que foi pela primeira vez a um estádio de futebol para ver um jogo.



4 Responses to “Uma tarde na Rua Javari”

  1. Leandro, você escolheu um dia ruim para conhecer a Rua Javari. Além do calor, o estádio estava mais cheio que o normal. Estava sem o charme de sempre Também estava lá, e senti que o lugar se tornou um “programa pop”, tipicamente paulistano. Pessoas que nada tem a ver com o estilo da Mooca faziam fila e desfilavam no estádio – até o Benjamin Back estava meio perdido lá.

    Acho que a Rua Javari virou opção de lazer futebolistica a todos os outros estádios de clubes grandes, estigmatizados com a violência. Mas ao mesmo tempo, se isso ficar exagerado, talvez descaracterize a velha Javari.

    De qualquer forma, assisti ao primeiro tempo ao lado do Seu Antonio, o que me rendeu dois canoles. Pena que não tinha de chocolate. E melhor que o gol da partida foi o pênalti perdido pelo Finazzi, seguido pelas ofensas ao Nelsinho Baptista e ao André Cunha.

    Mas enfim, sábado que vem tem Juventus x Barueri (acredito que esteja bem mais sossegado, não tem o mesmo apelo que a Ponte). E a dica é parar o carro no Extra, na Rua Taquari, e seguir a pé.

  2. Eu só fico imaginando a cara de Lucas no estádio. Ou no empurra-empurra pra conseguir um canole… :D

  3. Putz, Marmota! Bem que eu achei que fosse você ali do lado de um cara berrando “Nelsinho cachaceiro!”. Eu e o Lucas estávamos logo atrás, mas ficamos tão preocupados em comprar o canole que não nos apresentamos.

    Vou tentar ir em algum jogo mais tranqüilo ou chegar mais cedo pra conseguir um lugar sentado, de preferência na sombra. :)

    abs

  4. Orra meu, não conseguia achar o C.A.Juventus?? Toda a Moóca conhece! Na próxima vez é só pedir informação, pô! :)