Especial Sampa 453 anos: a cidade de cada um

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São Paulo, essa cidade de contrastes e pessoas diferentes, faz 453 anos hoje. Para comemorar e mostrar a diversidade de Sampa, entrevistamos algumas pessoas para saber um pouco mais sobre as diferentes opiniões sobre a cidade. Veja abaixo as respostas:

- Fábio Massari – jornalista, ex-VJ da MTV
SAMPAIST: Qual sua lembrança mais antiga (e marcante) da cidade?
A primeira lembrança… é Higienópolis. A avenida com paralelepípedos e os prédios (poucos) e as casas da área, sem grades.

MrManson – Blogueiro e fundador do polêmico Cocadaboa.
SAMPAIST: São Paulo ou Rio?
São Paulo é para casar. Rio é para foder…

- Márcia Peltier – jornalista
SAMPAIST: O que é São Paulo para você?
São Paulo é a nossa Nova York. Uma cidade que nunca “dorme” e está sempre produzindo. Parodiando o cantor Frank Sinatra – em uma de suas músicas de maior sucesso, ” New York, New York”- quem faz sucesso em São Paulo, acontece no Brasil. Parabéns a esta cidade que tanto contribui para o progresso de nosso país!

- Alexandre Inagaki – blogueiro, jornalista, entre outras coisas
SAMPAIST: Onde papear em São Paulo?
O mezanino da Galeria dos Pães. Você come bem e à vontade por um preço fixo, e pode ficar hooooooras refestelado em uma das mesas. Varei várias madrugadas lá.

Maurício de Sousa – desenhista de história em quadrinhos
SAMPAIST: Onde você esconderia o Sansão?
Debaixo do Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera. Duvido que alguém consiga levantar aquilo e encontrar ele por lá!

- Álvaro Pereira Junior – editor-chefe do Fantástico e colunista da FolhaTeen.
SAMPAIST: O que só você conhece na cidade?
A garagem do coreano. Numa garagem da Av. Aclimação, um coreano serve espetinhos de costela de porco apimentada. Ele não fala português – só coreano, japonês e um pouco de inglês. A freguesia é 100% asiática (um amigo meu japonês, fanático por culinária, me apresentou o lugar). A higiene é nenhuma –se vc. pedir para fazer xixi, ele gesticula, apontando: “Faz aí do lado mesmo”. Faz tempo que não vou. Pode ter sido fechado pela Vigilância Sanitária.

O Álvaro deu mais duas dicas interessantíssimas sobre a cidade, que vão ser temas de um outro post.

- Xico Sá – blogueiro e escritor
SAMPAIST: Qual paulistano(a) merece uma lambida no pé? Por que?”
Alessandra Cestac, aquela artista que cola lambe-lambes peladona, para deixar mais belo ainda o caos de SP.

- Lílian Pacce – jornalista e apresentadora do GNT Fashion
SAMPAIST: O que está na moda e o que é brega na cidade? No geral, ela é elegante?
Não tem nada mais brega que aquela bota enorme, e a cidade inteira usa. É um horror aquilo! Faz até algum sentido para quem vai em rave. SP é uma cidade enorme, cada bairro é diferente, tem muitos estilos, tem desde o look clássico até coisas mais pops. Mas, no geral, a paulistana gosta de se vestir.

SAMPAIST: Onde você gostaria de desfilar na cidade?
Na rua é bacana, eu acho que isso é bacana, mas é difícil. O Sommer fechou a Rua Augusta, num dia de manhã. A moda da passarela tem que chegar na rua.

- André Rosa – Jornalista; edita o blog Marmota.org.
SAMPAIST: No que São Paulo poderia ser diferente?
É muito difícil andar por São Paulo. Mesmo quem se desloca pouco pela cidade sente os efeitos do caos no trânsito, além das limitações no sistema de transporte público. Qualquer paulistano concorda com os forasteiros que “não conhecem bem a cidade, apenas onde dá para chegar de Metrô”. O que, convenhamos, também está cada vez mais difícil, especialmente para quem vive na zona leste. Aproveitar as coisas boas que a cidade oferece sem pensar nisso? Só depois das dez da noite, ou em feriados como o desse dia 25.

- Alexandre Matias – Jornalista, faz o Trabalho Sujo, toca a Vida Fodona e agita Gente
Bonita

SAMPAIST: Onde dançar e o que dançar em São Paulo?
Como qualquer metrópole, São Paulo tem essa tiração de onda de ter todo tipo de restaurante, todo tipo de hotel, de colônia de estrangeiros e por aí vai. Mas, pelo menos no que diz respeito à
noite, a de São Paulo tá numa fase ótima e só melhorando – dá pra dançar de tudo e em todo lugar, de festas fechadas de patrocinadores cheios da grana até na rua. Mas vou puxar a sardinha pro meu lado: o melhor lugar pra se dançar em São Paulo é a festa que eu faço com o Luciano Kalatalo, Gente Bonita Clima de Paquera, em que a gente quebra essa coisa de “festa de rock”, “de eletronica” ou “de hip hop”, abolindo guetos pra tocar o que o povo quer ouvir – e, principalmente, dançar. A festa não tem lugar específico pra acontecer (a próxima, dia 26, acontece no Audio Delicatessen), por isso o lugar pra ficar sabendo onde vai ser a próxima é no www.gentebonita.org.


Thiago Benicchio – biker e blogueiro do
Apocalipse Motorizado
SAMPAIST: Onde você faria um passeio de bike inusitado?
Nas marginais, com o rio limpo pra tomar banho depois!

- André “Pomba” Cagni – produtor artístico
SAMPAIST: Qual sua opinião sobre São Paulo?
Acho que posso dizer que sou um típico paulistano, filho de descendente de italiano com baiana e nascido na região da Avenida Paulista. Amo esta cidade mais que tudo e tenho um carinho especial pela região central, onde estou tentando emplacar alguns projetos de inclusão social através da música. E, óbvio, sei que a cena underground de São Paulo está entre as melhores do mundo e adoro saber que faço parte da turma que agita esta cidade quando a grande maioria das pessoas está dormindo…

- Pablo Miyazawa – editor assistente da revista Rolling Stone Brasil
SAMPAIST: Qual o cheiro, cor e gosto de São Paulo?
Cheiro de sol, cor de cinza, gosto de pó.

- Tiago Dória – blogueiro.
SAMPAIST: São Paulo é uma cidade high tech? Por que?
Não. Só vai ser no dia em que tiver acesso à web gratuito e WiFi em qualquer lugar da cidade. Demorô ;-)

Entrevistas por LucasOF, Ana Monteiro, Marcela Tavares e Renata Honorato.

Imagem no Flickr do Luciano Silva.



2 Responses to “Especial Sampa 453 anos: a cidade de cada um”

  1. Embora a cobertura das diversas perspectivas sobre Sao Paulo esteja excelente e muito divertida, acho que poderia ser mais abrangente e rica se trouxesse olhares de outros grupos – nao somente escritores, jornalistas e o grupo fashion :-)

  2. Pois é Bárbara. É aquilo que comentamos outro dia. O nosso círculo de amizades é cada vez mais restrito ao nosso meio.