Especial Sampa 453 Anos: tribos em festa sobre a água do mau espírito

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Com quem será… Todo mundo sabe que tá chegando a hora de São Paulo soprar (garoar sobre?) 453 velinhas e, mais uma vez, vai ter muito evento por aí pra comemorar. Um deles, que promete ser dos maiores, é o “São Paulo de todas as tribos”.

Segundo a descrição à pajé dada pela Prefeitura, “O Vale do Anhangabaú se transformará em uma grande aldeia onde todas as tribos da cidade se encontrarão”. Que assim seja. Você sabia que Anhangabaú é um nome indígena nada abonador? Já explicamos…

De volta à festa, que vai ser de varar a madrugada.


Começa na véspera da data oficial, a partir das 14h, com um baile em homenagem ao dia do aposentado. Se você acha que o início soa a programa de índio, segure as flechas e confira o resto da programação.

A partir das 21h do dia 24 rolam apresentações do Clube do Balanço (samba-rock de primeira) e do Záfrica Brasil (black, black, black). Fechando a noite tem o superpaulistano Drum ‘n’ Bass do Dj Patife. Na manhã do dia 25 começam as outras atividades programadas – mais djs, roda de samba, teatro, quadras de esporte, planetário e oficinas.

Estão prometidas 30 horas de comemoração no vale onde, no passado, corria ao ar livre um ribeirão que hoje está canalizado e passa sob a área. Há quem diga que a água tinha uma grande quantidade de minerais e por isso era prejudicial à saúde. Há quem culpe o ph; as cheias do curso d’água; matança bandeirante no local. O fato é que, em tupi, Anhangabaú significa rio ou água do mau espírito, das mortes, do veneno, do demo…

Nada melhor que festa pra deixar tudo isso bem longe.

Foto: Flickr do Gustavo Bettini



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