Cibele Cavalli de volta a Sampa

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Duas coisas irritam Cibelle: dizer que ela toca “electro-bossa”, e classificar sua música como “world-music” (termo que coloca no mesmo caldeirão um rap da Nova Zelândia e um new-age peruano).

A cantora paulistana que mora em Londres há quase cinco anos ainda tem que segurar as comparações com Bebel Gilberto, que é a vertente bossa-lounge (ou, “bossa para gringo”) em Nova York.

Apesar de ter seu disco lançado pelo mesmo selo de Bebel Gilberto, as duas não têm muito em comum. Cibelle faz da bossa um instrumento diferente:nas 14 faixas do seu último CD (“The Shine Of Dried Electric Leaves”), ela acrescenta efeitos estranhos, instrumentos inusitados e mistura estilos diversos. A bossa nova está lá, de leve, misturada com a tropicália, com o folk, com o indie-rock e carregada de bases eletrônicas.

Ela disse uma vez que faz “música paulistana”, em referência à variedade de estilos musicais com que nos deparamos nas noites da cidade. Há clubes para todas as tribos, e foi nesse universo do mangue-beat ao hip-hop que Cibelle conheceu suas influências. Cantando em português e em inglês, o novo CD tem composições próprias (Phoenix, Instante de Dois e Minha Neguinha), além de releituras como London London (com participação do cantor folk Devendra Banhart) e Cajuína, de Caetano Veloso, e Por toda a Minha Vida, de Tom Jobim.

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* O bar e restaurante Puri recebe Cibelle nessa sexta-feira, em edição especial da festa Clímax.

* Ouça “Noite de Carnaval” de Cibelle Cavalli

Puri // Rua Augusta, 2.052 – Jardins // a festa comçea às 22h // R$ 8,00 // tel: 3081-8667



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