Mais notícias do desabamento nas obras do metrô

Por mais sensacionalismo que os canais de televisão façam e mais impressionantes que sejam as imagens, é impossível não ficar surpreso às margens da cratera formada pelo desabamento.

O guindaste inclinado com aquele enorme contrapeso de concreto preso em uma das extremidades do topo, o carro que estava na rua e ficou dividido por uma rachadura na pista e os caminhões no fundo ou quase tombando lá para baixo são incríveis e prendem a atenção.


Se você achou o slideshow muito lento, clique aqui para ver diretamente no Flickr do Sampaist.

Segundo informações de um funcionário do consórcio da Linha Amarela, que disse não estar autorizado a dar depoimentos, apenas informações, e mostrou-se solícito todo o tempo, os bombeiros não estão certos de que haja mesmo um micro-ônibus soterrado no local.

Afirmou que, de acordo com testemunhas, haveria o motorista, o cobrador e mais cerca de quatro pessoas no veículo, e apenas uma família estava no local – a do cobrador Reinaldo Aparecido Leite, que assegurou ter recebido sinais de socorro pelo Nextel e buscava desesperadamente saber de seu paradeiro. A cooperativa de transporte público atesta que, de acordo com o rastreamento via satélite, o veículo está no local e soterrado a 28 ou 30 metros.

Por isso os bombeiros mantêm as buscas dessas pessoas, com a ajuda de cães farejadores. O motorista do caminhão que caiu no buraco – imagens exibidas repetidamente por emissoras de TV – foi resgatado por volta de 2h00.

Há cerca de 40 engenheiros no local, avaliando as possíveis causas do desastre e prestando consultoria sobre como trabalhar na contensão da terra e evitar novos desabamentos.

Não há maquinas trabalhando na superfície e um grupo de bombeiros tenta chegar ao fundo do buraco por baixo da terra, através de um túnel que vai do Largo da Batata até a estação Pinheiros, local do acidente, passando pela Ferreira de Araújo.

O guindaste, que tem 30 metros e 50 toneladas e se mantém no local porque está sobre quatro estacas mais profundas, deve ser amarrado com cabos de aço, para que fique estável até as paredes serem cimentadas depois da remoção da terra. Também cogitam a colocação de um contrapeso na outra extremidade. Uma solução mais drástica que foi levada em conta foi seu tombamento assistido.

Barragens feitas com barro e sacos de areia foram feitas nas ruas ao redor das obras, para evitar que enxurradas de chuvas que possam acontecer inundem o local ou provoquem novos deslizamentos.

A Defesa Civil montou uma base na porta da Estação Pinheiros do trem metropolitano para contabilizar e avaliar as casas que foram atingidas. Até agora cerca de 80 famílias estão proibidas de voltar para suas casas.

A CET ainda não tem previsão para a liberação das pistas expressa e local da Marginal Pinheiros.

Você tem fotos ou relato sobre o que aconteceu? Mande para contato@sampaist.com ou deixe seu relato aqui nos comentários. Para ver fotos do local, vá ao Flickr da jornalista Ana Carmen ou veja a galeria do Último Segundo.

Post finalizado às 2h17 do sábado.



Comments are closed.