Olhares Neo-Realistas

romacittaaperta.jpg Começou anteontem – perdoem o atraso – a mostra Olhares Neo-Realistas, com a exibição de 30 filmes. As fitas são majoritariamente do neo-realismo italiano, mas abraçam também algumas obras que influenciaram ou se comunicam com o movimento.

Nascido nos traumas do pós-segunda guerra com “Roma, Cidade Aberta”, de Roberto Rossellini (1945) – considerado o marco inicial do movimento – evidencia, grosso modo, uma mudança de temas e abordagens, com a tomada de uma posição crítica com relação aos problemas sociais.

Com poucos recursos de produção, linguagem mais simples, locações reais ao invés dos estúdios, temáticas contestadoras e atores não-profissionais, os filmes retratam o dia-a-dia de proletários, camponeses e pequena burguesia. Não vá esperando um blockbuster!

Confira a programação:

Sexta-feira, 05/01
19h – Alemanha, ano zero, de Roberto Rossellini (Itália, 1947, 16mm, 78 min, 12 anos)

Sábado, 06
15h – A cidade se defende, de Pietro Germi (Itália, 1951, 16mm, 85 min, 12 anos)
17h – O teto, de Vittorio De Sica (Itália, 1956, 16mm, 91 min, livre)
19h – A batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo (Itália, 1966, 35mm, 121 min, 14 anos)


Domingo, 07
15h – Sem piedade, de Alberto Lattuada (Itália, 1948,16mm, 95 min, 12 anos)
17h – Toni, de Jean Renoir (França, 1935, 16mm, 102 min, livre)

Terça-feira, 09
14h30 – A terra treme, de Luchino Visconti (Itália, 1948, dvd, 160 min, livre)
17h – A cidade se defende, de Pietro Germi (Itália, 1951, 16mm, 85 min, 12 anos)

Quarta-feira, 10
13h – Arroz amargo, de Giuseppe De Santis (Itália, 1949, dvd, 108 min, 12 anos)
15h – Umberto D, de Vittorio De Sica (Itália, 1952, dvd, 91 min, livre)

Quinta-feira, 11
13h – Aniki bóbó, de Manoel de Oliveira (Portugal, 1942, 35mm, 102 min, livre)
15h – Alemanha, ano zero, de Roberto Rossellini (Itália, 1947, 16mm, 78 min, 12 anos)
17h – Porto das caixas (Brasil, 1962, 35mm, 80 min, 18 anos)
19h – Obsessão, de Luchino Visconti (Itália, 1943, dvd, 140 min, 12 anos)

Sexta-feira, 12
13h – Vítimas da tormenta, de Vittorio De Sica (Itália, 1946, dvd, 93 min, livre)
15h – A cidade se defende, de Pietro Germi (Itália, 1951, 16mm, 85 min, 12 anos)
17h – Paisá, de Roberto Rossellini (Itália, 1946, 16mm, 120 min, 12 anos)
19h – A batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo (Itália, 1966, 35mm, 121 min, 14 anos)

Sábado, 13
13h – Fábula.. Minha casa em Copacabana, de Arne Sucksdorff (Brasil, 1965, 16mm, 88 min, livre)
15h – Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini (Itália, 1945, 35mm, 100 min, livre)
17h – O grande momento, de Roberto Santos (Brasil, 1958, 35mm, 80 min, livre)
19h – Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica (Itália, 1948, 35mm, 93 min, livre)

Domingo, 14
13h – Rio, zona norte, de Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 1957, Beta, 82 min, livre)
15h – Agulha na palheiro, de Alex Viany (Brasil, 1953, 35mm, 95 min, livre)
17h – O caminho da esperança, de Pietro Germi (Itália, 1950, 16mm, 105 min, livre)

Terça-feira, 16
14h – Os esquecidos, de Luis Buñuel (México, 1950, 35mm, 85 min, 12 anos)
16h – Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 1955, Beta, 90 min, livre)
18h – Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini (Itália, 1945, 35mm, 100 min, livre)
Sessão seguida do debate: O Neo-realismo na América Latina, com Mariarosaria Fabris, Mônica Cristina Araújo Lima e Cléber Eduardo (a confirmar)

Quarta-feira, 17
15h – Vítimas da tormenta, de Vittorio De Sica (Itália, 1946, dvd, 93 min, livre)
17h – Fábula.. Minha casa em Copacabana, de Arne Sucksdorff (Brasil, 1965, 16mm, 88 min, livre)
19h – Paisá, de Roberto Rossellini (Itália, 1946, 16mm, 120 min, 12 anos)

Quinta-feira, 18
15h – Sem piedade, de Alberto Lattuada (1948,16mm, 95 min, 12 anos)
17h – Alemanha, ano zero, de Roberto Rossellini (Itália, 1947, 16mm, 78 min, 12 anos)
19h – O teto, de Vittorio De Sica (Itália, 1956, 16mm, 91 min, livre)

Sexta-feira, 19
13h – El mégano, de Julio García Espinosa e Tomás Gutiérrez Alea (Cuba, 1955, Beta, 20 min, livre) + O jovem rebelde, de Julio García Espinosa (Cuba, 1962, Beta, 83 min, 12 anos)
15h – Ana, de Alex Viany (Brasil, 1955, 16mm, 20 min, livre) + Os inundados, de Fernando Birri (Argentina, 1961, dvd, 87min, livre)
17h – Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica (Itália, 1948, 35mm, 93 min, livre)
19h – Morte de um ciclista, de Juan Antonio Bardem (Espanha, 1955, 35mm, 88min, 12 anos)

Sábado, 20
13h – Sem piedade, de Alberto Lattuada (Itália, 1948,16mm, 95 min, 12 anos)
15h – Tire dié, de Fernando Birri (Argentina, 1960, dvd, 33 min, livre) + Histórias da revolução, de Tomás Gutiérrez Alea (Cuba, 1960, dvd, 81 min, livre)
17h – El verdugo, de Luis García Berlanga (Espanha, 1963, 35mm, 90 min, livre)
19h – Largo viaje, de Patrício Kaulen (Chile, 1967, dvd, 83 min, 12 anos)

Domingo, 21
13h – Tire dié, de Fernando Birri (Argentina, 1960, dvd, 33 min, livre) + Os inundados, de Fernando Birri (Argentina, 1961, dvd, 87 min, livre)
15h – A batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo (Itália, 1966, 35mm, 121 min, 14 anos)
17h – El mégano, de Julio García Espinosa e Tomás Gutiérrez Alea (Cuba, 1955, Beta, 20 min, livre) + O jovem rebelde, de Julio García Espinosa (Cuba, 1962, Beta, 83 min, 12 anos)

Terça-feira, 23
15h – Largo viaje, de Patrício Kaulen (Chile, 1967, dvd, 83 min, 12 anos)

Quarta-feira, 24
15h – O caminho da esperança, de Pietro Germi (Itália, 1950, 16mm, 105 min, livre)
17h – Ana, de Alex Viany (Brasil, 1955, 16mm, 20 min, livre) / Agulha na palheiro, de Alex Viany (Brasil, 1953, 35mm, 95 min, livre)

Quinta-feira, 25
13h – Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica (Itália, 1948, 35mm, 93 min, livre)
15h – O grande momento, de Roberto Santos (Brasil, 1958, 35mm, 80 min, livre)
17h – Nós que nos amávamos tanto, de Ettore Scola (Itália, 1974, 35mm, 124 min, 12 anos)

Sexta-feira, 26
13h – O teto, de Vittorio De Sica (Itália, 1956, 16mm, 91 min, livre)
15h – Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini (Itália, 1962, dvd, 106 min, 14 anos)
17h – Noites de cabíria, de Federico Fellini (Itália, 1957, 35mm, 117 min, 12 anos)
19h – As amigas, de Michelangelo Antonioni (Itália, 1957, 16mm, 104 min, 12 anos)

Sábado, 27
13h – Rio, zona norte, de Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 1957, Beta, 82 min, livre)
15h – Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos (Brasil, 1955, Beta, 90 min, livre)
17h – Ana, de Alex Viany (Brasil, 1955, 16mm, 20 min, livre) + Fábula… Minha casa em Copacabana, de Arne Sucksdorff (Brasil, 1965, 16mm, 88 min, livre)
19h – Porto das caixas (Brasil, 1962, 35mm, 80 min, 18 anos)

Domingo, 28
13h – Noites de cabíria, de Federico Fellini (Itália, 1957, 35mm, 117 min, 12 anos)
15h – As amigas, de Michelangelo Antonioni (Itália, 1957, 16mm, 104 min, 12 anos)
17h – Nós que nos amávamos tanto, de Ettore Scola (Itália, 1974, 35mm, 124 min, 12 anos)

Centro Cultural Banco do Brasil // Rua Álvares Penteado, 112 – Centro (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô) // Ingressos por sessão: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada); filmes exibidos em DVD têm entrada franca // Site oficial: www.bb.com.br/cultura

A foto é do filme “Roma, Cidade Aberta”.



Comments are closed.