A volta do pão-duro

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Quem ainda não viu a comédia “O Avarento“, de Molière, tem uma nova chance a partir de hoje.

A montagem volta ao Teatro Cultura Artística (sala confortável, mas cuidado para não ficar preso no congestionamento intra-estacionamento após o espetáculo) e traz a história do pão-duro Harpagon, interpretado por Paulo Autran. Na 90ª peça de sua carreira, o ator faz uma personagem que entorta qualquer valor em nome do dinheiro (e no meio do caminho inferniza a vida de seus filhos).

Este colega de Sampaist (ainda) não é assíduo freqüentador de teatro, então diz apenas que a peça é uma delícia (para quem não conhece o texto, o destaque é o ponto em que rolam revelações estarrecedoras). E ainda há os atores, a beleza do cenário e da iluminação (num conjunto high-tech/rústico), o som esperto, o figurino… tudo no lugar. Ou quase tudo.

A peça é de 1668 e o figurino segue os padrões das perucas, roupas grandalhonas e sapatilhas. Mas numa certa tarde de dezembro Cleanto, o filho de Harpagon, tinha nos pés um inconfundível friso vermelho. Sim, ele estava de All Star bege! Não entendi nada. Alguém aí tem idéia por quê?

Imagem: design montado para este post no site do Converse



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