Novo Cinemark: Rosie não freqüenta mais a Bombonera

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E aí, já teve tempo de ir conferir o mais novo cinema da cidade? O Cinemark do Shopping Eldorado (zona oeste) foi inaugurado no último 8 de dezembro. Em meio ao marasmo paulistano pós-Natal, Sampaist foi ver qual é a do lugar (ou não lugar, pra quem preferir).

De cara, alguns aspectos bons: o multiplex assume as filas e deixa um grande espaço organizado para que elas se formem — nada de invasão de área de praça de alimentação e cara feia de quem não quer nada com pipoca. Na boca da bilheteria, somem os aquários de gente e as atendentes de microfone com a voz da empregada Rosie, dos Jetsons: não há vidro entre o cliente e os vendedores de ingresso. Quem não se enterneceu com o atendimento pessoal pode comprar o bilhete via internet.

Uma “desnovidade”: não há marcação de lugares — uma facilidade à qual diversos cinemas da cidade aderiram e que o multiplex do Eldorado podia ter.

Ainda no grande saguão de entrada há diversos painéis de plasma (oficialmente, 30 — não contamos) que passam os trailers dos filmes em exibição e das próximas atrações (legal, mas parece que rolou um fetiche com os painéis. Logo explicamos por quê).


Na área de espera (o “café”), poltronas, telões e uma área de wi-fi grátis (aê!).

Quem paga meia tem de mostrar a carteirinha duas vezes (deixe para comprar a pipoca depois de passar pela catraca). Falando nisso, vamos ao fetiche.

Colocaram os tais painéis de plasma na lanchonete. Eles ficam passando slides com os
preços num ritmo leeeeeeento. Nada prático. O povo chega ao caixa, não sabe ao certo o que quer e tem de esperar as próximas telas para decidir (o resto da fila que aguarde). Digamos que um daqueles quadros de plástico pretos furadinhos com letras amarelas encaixáveis seria bem mais útil. A dica, então, é prestar atenção no painel no momento em que estamos no fim da fila, para não enfurecer os companheiros de platéia depois.

Entremos na sala. Lá, as “cinemarquices” de sempre, para o bem o para o mal. As salas “stadium”, que poderiam ser rebatizadas para “La Bombonera”, de tão inclinadas. Paredes kitsch de tecido cor de vinho e aquelas luminárias (é plástico?) — enfim, o cinema é um espetáculo, não é mesmo?! As poltronas (love seats, os assentos duplos de praxe na rede) são de couro (bom. Menos chance para perfumes alheios impregnados).

Bem, é isso. Sentimos informar que não testamos a novidade-master do lugar, que é “a primeira sala de cinema em 3D da América do Sul”. Estava passando “A Casa Monstro”… Interesse 0, fica para a próxima.

Foto: Rosie, coitadinha… reprodução do desenho no site da CartoonNetwork



2 Responses to “Novo Cinemark: Rosie não freqüenta mais a Bombonera”

  1. hahahaha passando mal aqui. Eu tbem não suporto a proteção de vidro. E elas sempre anunciam ao shopping inteiro o filme que vc vai ver.

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