É ela, a musa, que vem e que passa

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Puxa-empurra, empurra-empurra, deixa que eu empurro e um Victor Brecheret, quem diria, foi parar no sobe-e-desce. Um sobe-e-desce de 2,80 m e 3 t que durou três horas, sublinhe-se.

“A Musa Impassível”, obra do escultor em homenagem à poetisa Francisca Júlia da Silva que
estava no cemitério do Araçá, foi retirada (veja imagem) do seu local original, ao ar livre, e levada para o abrigo da Pinacoteca do Estado nesta quarta-feira.

O mármore da estátua estava desgastado pela ação de sol, vento e — pior — da chuva ácida. Na Pinacoteca, ela será restaurada antes de ser posta em exibição. O Araçá, contudo, não
ficará sem sua musa — uma cópia em bronze ocupará o lugar da peça original.

A história da descoberta da obra é inusitada.


Sandra Brecheret, filha do escultor, estava num enterro há 15 anos quando bateu os olhos na musa. Reconheceu, de cara, o trabalho do pai, falecido em 1955.

Emocionada, na quarta ela acompanhou a retirada da estátua que em breve estará liberada para a visitação pública num lugar bem menos escondido que o labirinto do Araçá.

Foto: portal do governo do Estado de S. Paulo



One Response to “É ela, a musa, que vem e que passa”

  1. Mas vc anda numa fase túmulos, né? Será que além de emo temos também um gótico entre nós? :P