Especial Festa do Sampaist: Imperdíveis e o RPB

imperdiveis5.jpg Para completar o time que faz a Festa Sampaist HOJE no StudioSP: a banda Imperdiveis!

Os amigos da foto ao lado já dividiram o palco com: Placebo, Iggy Pop & The Stooges, Nine Inch Nails e Sonic Youth. Só isso. Fazem um tipo de rock diferente – o RPB (Rock Popular Brasileiro) – acabam de lançar o segundo disco “Roquenrou Em Estéreo”, prometem show para dançar, e são apaixonados pelos bairros onde moram.

Você já deve ter visto essa turma por aí. A imprensa paulistana descobriu o “roquenrou” dos meninos e eles estiveram em todos os cantos: jornais, revistas e TV.

Fomos checar o que eles têm a dizer sobre a cidade, a festa, e o rumo da banda em 2007.

O que seria o “Rock Popular Brasileiro”? Digam uma grande influência rock e outra grande influência da MPB, se é que ela existe.

Somos uma banda de RPB – Rock Popular Brasileiro – que faz um som direto, com uma linguagem simples, coloquial, preocupada em provocar discussão sobre diversos assuntos do cotidiano brasileiro, mas com bom humor e inteligência. Temos muita influência brasileira, principalmente da Jovem Guarda e Punk dos anos 80. Nos shows sempre tocamos algumas versões adaptadas ao nosso estilo. Roberto e Erasmo Carlos, Titãs, Mutantes, Itamar Assumpção e Jorge Ben Jor são alguns dos artistas que homenageamos.

Quais bandas nacionais vocês têm ouvido ultimamente?

Várias. Estamos sempre conhecendo coisa nova. Gostamos de Barra Mundo, que é aqui de São Paulo, Cachorro Grande, Charme Chulo, Moptop. São muitas mesmo.

Dá para viver de música em São Paulo?

Depende da proposta da banda ou do artista. No nosso caso, temos empregos fixos além da banda. Achamos que trabalhar com música própria é bem mais legal, e vemos futuro nisso, mas, financeiramente, não é fácil pra quem não faz parte do mainstream. Principalmente pra nós que apostamos num trabalho autoral e diferente.

Como foi a experiência de vencer a etapa paulistana do festival Claro Que é Rock? Rendeu frutos ou foi em vão?

Foram dois momentos. Tocamos com o Placebo, para 8 mil pessoas, no Credicard Hall. Foi uma experiência incrível. O som estava perfeito, o palco era infinito, e o público foi comprando a nossa idéia logo nas primeiras músicas. Depois fomos anunciados vencedores e, o melhor de tudo, tivemos o voto do público. Depois disso, tocamos com outras 7 bandas novas que venceram as outras etapas estaduais e com grandes bandas nacionais e internacionais. Teve Iggy Pop, Flaming Lips, Sonic Youth, Cachorro Grande, Nação Zumbi e várias outras bandas que adoramos. Esse evento foi ainda maior. Foi na chácara do Jóquei Clube, e tinha 23 mil pessoas. Deu pra muita gente conhecer o trabalho, se interessar em saber mais sobre a banda, recebemos muitos e-mails de gente que visitou o site e passou a acompanhar a banda em diversos shows, saímos em alguns veículos de imprensa, etc. Foi muito positivo pra banda.

Cantar em português virou regra? Por que?

Não temos nada contra quem canta em inglês ou outro idioma qualquer, mas preferimos cantar em português porque é assim que gostamos de passar nossas mensagens, nosso jeito de ser, que é bem brasileiro: romântico e alegre.

Onde vocês moram e quais são os lugares inusitados do bairro de vocês?


Anabela (vocalista): Moro no Sumaré, um bairro bem residencial, próximo da MTV e da Lanchonete Real. É um bairro bem gostoso, cheio de pequenas praças, bastante arborizado. Fica entre Pompéia, Perdizes e Vila Madalena. Não tem enchente porque fica bem no alto da cidade. Gosto muito desse pedacinho onde vivem vários músicos, artistas e gente bonita.
Ale (guitarrista): Moro no Jardim Aeroporto, um bairro residencial bastante calmo, apesar de ficar próximo ao aeroporto de Congonhas. Ao contrário do que muitos devem pensar, aqui não faz muito barulho de avião não; moro numa região onde avião não desce nem sobe. Se passar algum avião por aqui é melhor sair correndo pois tem coisa errada! O bairro, de cara meio provinciana, fica ao lado de bairros agitados como Moema, Brooklin, e tem acesso rápido pela 23 de maio, ou seja, posso ter facilmente paz e baladas! São Paulo é uma cidade surpreendente! Poder curtir o que ela oferece e ter tranqüilidade é realmente um privilégio.
Caju (baterista): Eu moro no Jardim Marajoara, perto da Avenida Interlagos, e gosto muito porque minha janela dá de frente pra um gramado gigantesco que é o Cemitério de Congonhas. Ele é todo arborizado, muito bonito, com muito verde. Então de manhã, eu só ouço passarinhos e, abrindo a janela, só vejo verde! Nem parece que estou a 5 minutos do aeroporto.
Deh (baixista):Eu moro no Jardim Paulista. É bem tranqüilo. Acho a Avenida Paulista a mais charmosa de todas e o Parque do Ibirapuera é um ótimo refúgio pra se ter sossego.

Vocês sabem que alguém é paulistano quando…

Paulistano é aquele cara que já comeu o sanduíche de pernil do Estadão, de mortadela no Mercado Municipal, que vive elétrico, que trabalha muito, que tem balada de domingo a domingo, que dirige rápido, que compra disco na galeria do rock, que pega metrô, busão, trânsito, que tem medo das ruas mas não vive sem elas.

festasampaist3.JPGPara quem for à festa na sexta-feira, o que esperar do show?

Podem tem certeza que verão uma banda com originalidade, muita energia e que só quer ver a galera dançar, sorrir e se divertir muito.

E para quem não conhece a banda, por onde começar?

Nosso site, que tem músicas, vídeos, fotos, etc.

As melhores baladas da cidade são…

Balada é o que não falta em São Paulo. Gostamos de freqüentar os lugares que têm banda ao vivo, bons DJs, etc. O Studio SP é bem legal, o Vegas, o CB, o Inferno, a Fun House.

O que falta na noite paulistana? E o que sobra?

Mais lugares com som de qualidade para as bandas mostrarem seus trabalhos. Temos, mas poucos. O que sobra é trânsito e violência.

Que música faz vocês pensarem na cidade?

Anabela: Uma Coisa de Cada Vez (Imperdíveis)
Ale: A Briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel (Tom Zé)
Caju: Noite de Balada (Golpe de Estado)
Deh: São Paulo (365)

Quais são os planos para 2007?
Tocar, tocar e tocar, pra muita gente, viajar, divulgar o trabalho pra grande massa, em todo o país, distribuir o disco, fechar uma parceria com uma grande empresa pra conseguir recursos pra só viver de música, gravar outro disco e trabalhar muito!

Como vocês passariam o dia na cidade se o mundo acabasse em 24h?

Poderíamos alugar um caminhão-palco e sair tocando pelos quatro cantos de São Paulo.

Nossa festa ainda conta com a discotecagem de Tatá Aeroplano, vocalista da banda Jumbo Elektro, Marcelo Costa, do site Sream & Yell, e Carlos Freitas, ex-guitarrista do Mundo Livre SA e autor do ImPop.

IMPERDÍVEIS na Festa SAMPAIST // Studio SP: Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 – Vila Madalena // R$ 15, com o nome na lista R$ 10 // Para enviar seu nome para a lista de convidados do Sampaist, mande um e-mail para lista@sampaist.com até às 18h. A lista só vale até uma da manhã!!!



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