Quem canta seus males espanta

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A noite de domingo nem sempre reserva muitas surpresas, a não ser quando um curioso qualquer resolve se “infiltrar” de cabeça nos karaokês japoneses. A prática, muito comum na comunidade, é seguida à risca e pode representar uma ótima distração àqueles que se amarram na cultura oriental.

Geralmente quem organiza os encontros são os “Bunka”, sociedade da qual diversos grupos distintos fazem parte. O evento, que pode durar o dia todo, é dedicado, quase que exclusivamente, a apresentação de karaokês. O clima é festivo e bastante agradável. Entre senhoras e senhores, muitas crianças correm pela platéia aguardadando o momento de subirem ao palco.

Na ocasião, a anfitriã, assim como o homem que a substituiu no final, misturaram os idiomas português e japonês enquanto apresentavam os candidatos. Qualquer interessado em cantar pode participar. Também não é obrigado escolher músicas tradicionais ou “made in Japan”: existem categorias internacionais.

girls.jpg Outro detalhe bastante interessante é que não há idade para fazer parte. Uma das caracteristicas que mais chamou a atenção do Sampaist nessa viagem de algumas horas a terra do sol nascente e dos samurais, foi a mistura de gerações. Diferente do que muitos pensam, é comum prestigiar adolescentes e, acreditem, crianças participando dos karaokês.

O clima de disputa também não é perceptível entre os inscritos. Pelo que podemos perceber, o evento serve mais como uma “desculpa” para encontrar amigos e manter viva a cultura, do que para fisgar algum prêmio. Se bem que um pacote de gohan (arroz para nós, ocidentais), em hipótese alguma, pode deixar de ser um ótimo presente.

Entro em transe se canto às vezes eu choro tanto
Vivo voando voando é pelos palcos que vivo
Quem canta seus males espantaItamar Assumpção

Curiosos, aventure-se sem receio pela falta de olhinhos puxados. Opções não faltam, afinal São Paulo “é só” a segunda maior comunidade japonesa fora do Japão.



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