Videogame também é cultura

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Ser geek virou moda. Depois de invadir o cenário da cultura pop e virar tema de discussão entre centenas de formadores de opinião “moderninhos” mundo afora, os games entraram pela porta da frente e mostraram o quão importantes são para a cultura contemporânea.

Essa foi a primeira vez que São Paulo viu um espetáculo do gênero de tal grandiosidade. O evento, que aconteceu no Via Funchal no último domingo, levou milhares de paulistanos à casa de shows para assistir em primeira mão um concerto. Isso mesmo. O Video Games Live é um concerto; a diferença é que ao invés de Mozart ou Beethoven, a proposta dos músicos é dar uma nova roupagem às trilhas sonoras de jogos.

De bate e pronto pode parecer meio estranho, mas bastou assistir a primeira apresentação para sentir o peito apertar. Além de um arranjo de altíssima qualidade, o clima de nostalgia tomou conta da platéia, cuja faixa etária, me perdoem a dislexia, foi impossível analisar. A diferença de gerações certamente ficou para trás; na fila de entrada havia de tudo: de pais, fãs de telejogo, a crianças com seus Nintendo DS a tiracolo.

A Editora Futuro, quem publica a revista Electronic Gaming Montly em terra tupiniquim, foi a responsável pela vinda do Video Games Live para o Brasil. A fim de surpreender os presentes, a galera da redação levou para o local um Wii, novo console da Nintendo. Para quem não sabe, o lançamento do brinquedinho aconteceu simultâneamente, no próprio domingo, nos Estados Unidos.

Quem estava disposto a jogar um pouquinho, tinha de pegar fila e enfrentar um calor “bravo”. Apesar do tumulto, os sortudos que puderam “experimentar” a sensação de interatividade sugerida pela multinacional japonesa pareciam bastante satisfeitos após o tal test drive.

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O Sampaist tentou chegar perto, mas a pobre moça que vos fala, mesmo acostumada ao clima “caos” típico de qualquer show de rock’n'roll, não conseguiu ultrapassar a barreira humana que gritava incansavelmente “Zelda! Zelda!” (Zelda é uma clássica franquia da Nintendo). Seria esse o Hey! Ho! Let’s Go do futuro?

Tommy Tallarico, um dos idealizadores do projeto e “show man” nas horas vagas, botou para quebrar animando os milhares presentes. Com sua simpatia e bom humor, após o encerramento do espetáculo, voltou ao palco para uma conversa descompromissada com os interessados.

Ano que vem tem mais, prometeu o rapaz. Fica aqui a dica. Gostando ou não de jogos eletrônicos, o Video Games Lives vale pela qualidade musical e pela experiência indescritível. Não percam!



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