Será o retorno das megabaladas?

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A primeira impressão é a de que se está no centro do mundo. Mesmo! Como se no resto da cidade qualquer outra balada fosse uma mentira deslavada. Mas aí, uma sucessão de imagens invade a memória e a melhor definição do que se vê é Titanic.

Impossível não pensar que as megabaladas não funcionam em São Paulo. Seja pela falta de atrações interessantes, ou porque as pessoas não querem algo novo e diferente. Pelas brigas, pela falta de educação exaltada nas grandes multidões ou, até mesmo, pela grana que se gasta em lugares como a Pachá.

Na entrada uma fila absurda! Às 23h30 o estacionamento ainda não funcionava, o jeito foi fazer o chill in em outro lugar e voltar depois. A fila dupla era imensa!!! Amigos disseram que quando o portão abriu foi um deus nos acuda geral. A fila virou muvuca que se afunilava na porta estilo mediterrâneo do local.

O lugar é enorme! Bonito e com muitos bares, apesar do serviço não ser dos melhores demos um desconto, afinal era apenas a primeira noite aberta.

Os preços dos convites, que já haviam assustado, se refletiram nos bares. Drinks R$ 18,00, Vodka Wiborova R$ 16,00 e cerveja Skol Beats a R$ 7,00. Cachaça não tem! Água a preço de ouro. Quem reclamava da água por 4,00 no Lov.e (preço mantido desde 1998) deve estar espumando!!!

Além da pista ao ar livre e de um simpático lounge para descanso, o sound system é ótimo!!! Mesmo que o sonzinho xurumelas do Erick Morillo não convença mais ninguém (todo mundo sabe que ele toca na Pachá porque manda e desmanda na casa, mas pelo menos ele não sambou a noite inteira como no Skol Beats).

Na saída…vários caixas facilitam o pagamento rápido. Mas se você quiser sair antes da 4h se prepare para encarar filas ou opte por estender sua balada (o que vale a pena pois a noite fica melhor com menos gente na casa).

O Pachá é ok! Mas com a popularização da música eletrônica corre o sério risco de virar baderna. Se você está atrás de uma megabalada, vai fundo. Mas se a paciência, ou a grana, anda curta opte por um lugar menor, onde o público está lá pra curtir o som e não apenas para fazer parte do que há de novo na cidade. De qualquer forma…se você não pegou a primeira onda de megabaladas (na época em que Cabral, Base e Floresta recebiam 2.000 pessoas por noite) vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões.

O Sampaist aguarda sua opinião sobre a casa! ;)

Foto do Flickr marinegirl

Pachá: Rua mergenthaler, 829 – Vila Leopoldina// Tel.: 11 2189.3700// R$ 40,00 M e R$ 80,00 H



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