Ela é Sampa: Flávia Ceccato diz a que veio

FLAVIA.jpg Dona do Lov.e Club & Lounge e do recém inaugurado Loveland Flávia Ceccato praticamente abandonou a moda, sua primeira paixão, para se tornar a mulher mais poderosa da noite paulistana.

Confira o papo que o Sampaist bateu com a empresária:

Conte um pouco sobre a Flávia, suas origens e paixões

Bom…eu sou de Santos mas fui criada para sair de casa, estudar fora, ser independente. Meus pais são muito simples, mas sempre prezaram pela educação. Vim a São Paulo fazer faculdade de moda, em 89, na Santa Marcelina. Eu tinha decidido ser estilista aos sete anos de idade. Mas fiquei saturada. Ainda amo moda, mas quero fazer as coisas do meu jeito. Tenho dificuldade em me submeter. Minha outra grande paixão são os animais. Tenho seis cachorros e quatro gatos. Quero um casal de pavões e uma vaca!!! Adoraria ter um zoológico. Ou abrigar animais abandonados.

Como nasceu a Flávia empresária da noite?

Nasceu de um casamento. Comecei a sair muito e a noite passou a ser minha fonte de inspiração. Era o começo da música eletrônica em São Paulo e aquilo fervilhava na minha cabeça. Acabei conhecendo e casando com o Angelo (Leuzzi) e com ele montei o club B.A.S.E. Assim fui me distanciando da moda e me envolvendo cada vez mais com a noite. Só assumi mesmo tudo sozinha quando me separei e fiquei com o Lov.e nas mãos. Isso foi em 2000.

A noite de Sampa é a melhor do mundo por que…

É muito diversificada. Tem opção para todos os gostos, a qualquer hora.

Que música toca na sua cabeça quando chega à São Paulo? Qual é a trilha sonora da cidade?

Depende muito. Se está calor, se está frio. Se chove ou faz sol. Se é dia ou noite. Tenho trilha sonora para tudo!

Como a cidade influencia seus projetos?

Acho que o paulistano é muito exigente, sabe bem o que quer e sempre está atrás de coisas novas. Por isso procuro sempre fazer o meu melhor.

Para quem não conhece a noite de Sampa, por onde começar?

Indo jantar no Ritz, que não tem erro. A comida é ótima e os preços são honestos. Depois uma esticadinha ao Loveland, que tem drinks incríveis, shows de altíssima qualidade e uma mesinha de snooker para acompanhar. Lá pela 1:30h é só dar três passos e cair no Lov.e. Se a fome bater já de manhã, sugiro a Galeria dos Pães. Aberta 24h e com um excelente café da manhã. Se ainda houver fôlego e for final de semana, ainda tem os afters espalhados pela cidade. Eu gosto do Hell´s no Vegas e do Imnsonia… até a energia acabar.

Que iniciativas você toma para que seus clubes “dêem certo”?

Trabalho com pessoas da minha confiança, minha família. E me envolvo pessoalmente em tudo o que acontece. Sabe aquela…”o olho do dono engorda o gado”? É bem isso!

Como lida com as críticas aos seus projetos?
Ouço tudo. Mas confio na minha intuição e na experiência.

Em que pé está o projeto Lov.e por São Paulo? Podemos esperar uma nova versão da festa para logo?

Eu adoraria porque era um projeto que eu adorava e que sempre me dediquei. Infelizmente não depende de mim. Era um projeto em parceria com a prefeitura do PT. Na mudança do governo, deve ter ido para alguma gaveta. Ainda tentei retomar o diálogo com os novos responsáveis mas não obtive sucesso.

Como nasceu esse projeto?

Eu já fazia algumas ações sociais, como entrada no club com alimentos, brinquedos, mas sentia falta de alguma coisa maior. Nessa época a prefeitura me procurou, via Secretaria da Juventude e elaboramos o projeto juntos, com apoio da Red Bull.

Depois da festa, a larica é onde?

Olha… minha geladeira tem a melhor larica da cidade. Para mim, noite é trabalho, quando saio do trabalho quero a minha casa!

Quem faz o melhor cabelo de Sampa? Vale também o melhor pão de queijo, sushi, lava rápido, etc…

Cabelo é complicado!!! Eu corto com a Andréa do Celso Kamura mas com penteado eu me viro, apesar de conhecer os profissionais mais talentosos da cidade. O melhor cookie do planeta é o da Cremeria Nestlè. Sou louca por livros e a Livraria Cultura do Market Place é minha perdição. Cosméticos na drogaria Iguatemi, maquiagem na MAC. Café no Santo Grão. Picanha e cupim no Fogo de Chão. Esfiha do Jaber. A carne seca com quibebe na Mercearia do Alto. Fim de noite com risada garantida na Choperia Liberdade.

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Oscar Freire ou 25 de Março?

Com dinheiro na Oscar Freire, com disposição na 25 de Março

Você sabe que é alguém é paulistano quando…

Diz que não está entendeeendo.

Qual o melhor bairro para abrir um negócio e para morar?

Não é tão simples assim. São Paulo tem lugar certo para cada especialidade. Seja moda nos Jardins, pizzaria na Moóca, eletro-eletrônicos na Santa Efigênia, quinquilharia na Paula Souza, tecido no Bom Retiro, plásticos no gasômetro, clubs na Vila Olímpia ou Barra Funda, bares na Vila Madalena… essa lista nunca teria fim! Mas para morar… aí é fácil! Eu gosto de lugares arborizados, silenciosos e sem prédios, fico com Alto de Pinheiros ou Alto da Boa Vista. Adoro o centro, mas é muito barulhento e eu geralmente vou dormir quando já amanheceu.

O que falta e o que sobra em Sampa?

Faltam áreas verdes, falta um belo calçadão em volta de rio limpo, faltam ruas largas e floridas, falta paciência.

Sobra trânsito lento, poluição, sujeira, violência, pressa, informação, cultura, boas opções gastronômicas. Eu não troco essa cidade por lugar algum.

O mundo vai acabar em 24 horas. Como você passaria o dia em São Paulo?

Na minha casa, com meus bichos, ouvindo as músicas que eu mais gosto.

Você mandaria um beijo para qual paulistano?

Putz! Eu mandaria um beijo para o Renato Kherlakian que apostou em mim quando eu ainda era uma pirralha e me ensinou tudo o que eu sei, na prática, sobre moda. Penso em muita gente mas não sei se são paulistanos.

Por que os leitores do Sampaist deve ir ao Lov.e e ao recém inaugurado Loveland?

Ao Lov.e para ver os melhores djs nacionais e internacionais, com o melhor sound system da cidade. Ao Loveland se você procura um boteco que não tenha aquela cara de Rio de Janeiro e que não toque sambinha. Um lugar que tem uma programação musical de qualidade e oferece drinks e petiscos e preços bacanas.

Conta aí um lugar inusitado que você freqüenta na cidade:

Hummm… o mercado municipal de Santo Amaro.

Flávia Ceccato é Sampa por que…

Tem pressa, é exigente mas bem desorganizada!



8 Responses to “Ela é Sampa: Flávia Ceccato diz a que veio”

  1. Tinha que ser de Santos… ;-)

  2. É de Santos, mas tem a alma paulistana. rs
    Adorei a entrevista!

  3. Nossa, não sabia que ela é de Santos! Dá-lhe, terrinha!!! ;-)

    Ótima entrevista!!!

  4. arrasou Carol. Adorei as dicas que ela deu ali, de cabelo à esfiha.

  5. Gostei da entrevista, ficou demais mesmo!! Diferente do que estou acostumado a ler sobre a cena eletronica e pessoas que participam dela..
    Parabéns!!

  6. Adorei as dicas da Flávia.
    Adoro mulheres fortes ……. e cookies tb. Certeza que vou nessa Cremeria Nestlé.

  7. inadimissível o novo gorverno nao apoiar o Lov.e por SP e quererem mudar a Parada Gay de local.

    parabéns pela entrevista!

  8. Flavia, parabéns !!

    Fico muito orgulhoso que tenhàmos estudado na mesma escola e crescido praticamente juntos; apesar da distância e dos quase 18 anos sem nos vermos, desejo muitas felicidades e que Deus continue te abençoando ! Você merece !