O Cheiro do Ralo

raloposter.jpgO Cheiro do Ralo“, um dos filmes mais paulistanos exibidos na 30º Mostra Internacional de Cinema, foi o vencedor do Troféu Bandeira Paulista.

O júri escolheu o filme entre 14 produções mais bem votadas pelo público. Esta é a 2ª vez, na história da Mostra, que um filme brasileiro ganha o Troféu Bandeira Paulista.

Sinopse do filme segundo a Folha Online:

Em São Paulo, Lourenço é dono de uma loja que compra objetos usados. Pouco a pouco, ele troca a frieza de negociar pelo prazer de explorar os clientes, que procuram sua loja quando atravessam dificuldades financeiras. Lourenço enxerga o mundo como um lugar em que as pessoas, tanto quanto os objetos usados, estão à venda. E, de preferência, por um preço vil.

A opinião do Omelete:

Dhalia (roteirista e diretor) leva com competência a obra marginal de Mutarelli às telas, enriquecendo a narrativa com pequenas pistas visuais sobre a questionável personalidade do personagem. Direção de arte, fotografia, figurino, tudo espelha o universo do comprador de velharias, que dá vida ao ambiente disparando engraçadíssimas frases de efeito com a mesma facilidade que respira e se afunda no ar fedido do banheirinho.

A lista completa de premiados vem depois do clique!


Prêmio do Júri – Melhor Filme:
“O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia (Brasil)
Palavra do júri: “Pela capacidade de criar uma linguagem cinematográfica consistente”

Prêmio Especial do Júri:
“O Violino”, de Francisco Vargas (México)
com menção especial para o ator Don Angel Tavira

Prêmio do Júri – Melhor Ator:
Adel Imam, por “O Edifício Tacoubian” (Egito)

Prêmio do Júri – Melhor Atriz:
Maria Lundqvist, por “Minha Vida Sem Minhas Mães” (Finlândia)

Prêmio do Júri – Menção Honrosa:
“O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer (Brasil)

Palavra do júri: “Por sua realização visual e pela capacidade não apenas de criar uma atmosfera de época, mas também de traduzir o sentimento coletivo daquele período”

Prêmio Petrobras Cultural de Difusão – Melhor Longa Brasileiro de Ficção (voto do público) – R$ 400 mil para distribuição:
“Antonia”, de Tata Amaral (R$ 200 mil)
“O Ano Em Que Meus País Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer (R$ 200 mil)

Prêmio Petrobras Cultural de Difusão – Melhor Documentário Brasileiro (voto do público) – R$ 200 mil para distribuição:
“Fabricando Tom Zé”, de Décio Matos Jr.

Prêmio do Público – Melhor Curta Brasileiro:
“Primeira Vez”, de Fabrício Bittar

Prêmio do Público – Melhor Média Brasileiro:
“Deus e o Diabo Em Cima da Muralha”, de Tocha Alves e Daniel Lieff

Prêmio do Público – Melhor Longa Estrangeiro de Ficção:
“Rosso Come Il Cielo”, de Cristiano Bortone (Itália)

Prêmio do Público – Melhor Documentário Estrangeiro:
“Uma Verdade Inconveniente”, de Davis Guggenheim (EUA)

Prêmio do Público – Melhor Curta Estrangeiro:
“Eu Quero Ser Piloto”, de Diego Quemada-Diez (Quênia/México/Espanha)

Prêmio do Público – Melhor Média Estrangeiro:
“Jana Sanskriti – Um Teatro Em Campanha”, de Jeanne Dosse (França)

Prêmio da Crítica – Categoria Internacional:
“Hamaca Paraguaya”, de Paz Encina (Paraguai/França/Argentina/Holanda)

Palavra do júri: “Pela ousadia na maneira de abordar a passagem do tempo, as relações humanas e as reflexões sobre a vida e a morte de maneira única e simples”

Prêmio da Crítica – Categoria Nacional:
“O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia

Palavra do júri: “Pela junção de um fino humor negro com reflexões psicológicas e sociais, entre outras”

Prêmio da Juventude: (votos de estudantes secundaristas dentro da seção Festival da Juventude)
“Minha Vida Sem Minhas Mães”, de Klaus Harö (Finlândia)

Prêmio Humanidade:
Vittorio de Seta, cineasta italiano de “Banditi A Orgosolo” (1961) e “Cartas do Saara” (2006), convidado de honra da 30ª Mostra



One Response to “O Cheiro do Ralo”

  1. deu até vontade de ver!
    parabéns pelo blog.