Educação paulistana colocada “à prova”

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Diga-me em que ônibus, trem ou metrô andas, que te direi quem és. Nada como encarar um transporte público para conhecer de perto a típica educação paulistana. São nas manhãs de segunda-feira, garanto, que se põe à prova tal dádiva – por que atualmente educação é quase uma…dádiva.

Hoje, embora seja uma quarta, presenciei uma cena bastante comum em qualquer local público ou privado de São Paulo.

10h15
A estação de metrô Brás estava movimentada como de costume. Dois rapazes, um de 20 anos, aproximadamente, e outro um pouco mais velho acenderam um cigarro quando inúmeras placas do local diziam: “Proibido fumar!”.
Uma mulher de 35 anos, aproximadamente, indignada com a situação passou ao lado dos homens e “brincou”:
- Não se pode fumar aqui!
Assustados e surpresos com a reação alheia, o moço mais novo se virou para a mulher e gritou:
- Quem é você para dizer que não posso fumar aqui? O que você tem com isso?
Calmamente ela respondeu:
- Sou cidadã e divido o mesmo espaço com você.
Nervosos com a resposta da mulher, os rapazes seguiram adiante, insultando-a, enquanto subiam a escada rolante.

E, fim! É isso que acontece quando alguém mais esclarecido e integro tenta fazer valer as mínimas regras existentes.

Elaialaia!

Crédito//Foto: Flickr Visual Sophey



2 Responses to “Educação paulistana colocada “à prova””

  1. Nesse caso ainda foi na estação, ou seja, fora do trem. A cena mais comum é fumantes dentro dos vagões, principalmente na linha F.
    Eu, sinceramente, não tenho coragem de pedir para apagar . . . a mulher retratada teve sorte de não apanhar. Infelizmente a realidade é essa!

  2. Uma vez eu estava na praça de alimentação do Shopping D&D, durante a semana, lá pelas 3 da tarde, quando apenas três mesas estavam ocupadas. Em uma delas, um rapaz acende um cigarro. Na mesa ao lado, a moça pede gentilmente para ele apagar. Ele então responde irritado para a moça: “quem falou que não pode fumar aqui?”. Duas mesas pra trás dele, eu falei em voz alta, mais irritado que ele: “tá escrito ali ó”, apontando para a placa. O cara então apagou o cigarro e saiu nervosinho, sem me olhar na cara. Com mulher ele foi machão, mas quando outro homem entrou na discussão ele ficou pianinho… Nem olhou pra trás pra ver minha cara ou meu tamanho.

    Mas o Cesar, no comentário acima, tem razão. É melhor não perder tempo pedindo para a pessoa apagar, porque ela geralmente sabe que não pode fumar ali e o faz mesmo assim. Não é você pedindo ou mandando que ela vai apagar, é capaz de querer partir pra briga. A não ser que seja num lugar onde você possa recorrer a um segurança pra te dar uma mãozinha caso a coisa esquente… Pra que facilitar pra maluco, né? :)

    O melhor é fazer cara feia e olhar pra placa de proibido fumar quando a pessoa olhar pra você. Já teve vez que eu parei do lado da pessoa e comecei a ler em voz alta a placa que estava perto: “lei 9.120, data tal… não entendi!” :)