Não falei que ela seria nossa…

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Pois bem! Muitos anos depois, a revista Rolling Stone, ícone da cultura pop nos Estados Unidos (ops, um “amigo” me disse que é proibido usar o termo “cultura pop” na redação da revista), chega ao Brasil. Não é primeira vez, mas a mais grandiosa, sem sombra de dúvidas.

A importância da RS para a música é indiscutível. Pela edição norte-americana já passaram grandes nomes, entre eles Hunter S. Thompson, pai do jornalismo gonzo (ou new journalism como “o” chamam por aí). Não dá para ignorar, né?

Sei que sou suspeita, mas admitir que a primeira edição ficou bacanérrima é preciso. A capa? Bem, nem todo mundo gostou da capa. Eu mesma a questionei quando fiquei sabendo. No entanto, depois de ler a genial entrevista com Gisele Bündchen comecei achar que a escolha foi interessante (só não vale reparar no Top 5 musical da modelo).

E, sim, a edição está do jeito que paulista gosta. O que não faltaram foram boas referências a cidade. Destaque para a reportagem de Claudio Tognoli, excelente jornalista investigativo que foi atrás do advogado do PCC, o Doutor Anel, para confirmar o que há muito já sabíamos.

Uma nota bacana sobre os 25 anos de rock’n'roll das bandas Ira!, Inocentes e Plebe Rude, os “tipicamente paulistanos”, revive um pouco da São Paulo punk. Da São Paulo que dormia de dia, para à noite dar às caras na Galeria do Rock, Meca dos apaixonados por música.

Mas ainda não é só. Suas quase 140 páginas reservam ainda mais surpresas legais. E melhor: tudo isso por R$ 8,90.

Uma dessas “surpresas legais” é o TRIBUTO, uma seção – ou não – da revista que fala sobre…a revista. Nada de balelas institucionais. O texto, fresco e cheio de memórias, faz com que qualquer um viaje no tempo. Viajar no sentido literal da palavra, sabe? Algo como sentir saudade de algo que nunca se viveu. Enfim, o autor (que depois descobri ser pai de um amigo) ganhou meus créditos. Também pudera: o que dizer de um cara que esconderia Marighella em um paiol de cabritos e que, sim, conhece os “doces-rebeldes” beatnicks. Até Alan Ginsberg, Jack Kerouac e Willian Burroughs foram lindamente relembrados. É muito para mim!

Confetes à parte, eu recomendo!



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