Com cinco notas maestro, qual é a música?

ritalee.jpg Logo vocês lerão por aqui entrevistas com paulistanos, natos ou “apadrinhados” como este que lhes fala, nos posts chamados “Ele é Sampa”.

De personalidades até pessoas comuns, todo mundo que valer um post estará por aqui. Sugestões? Tem uma vizinha louca ou um amigo artista? Manda e-mail ou deixa nos comentários!

Outra novidade serão as entrevistas com bandas. As de cá ou que estiverem por aqui, sempre contando o que acham ou a ligação que tem com esta terra da garoa, que andou passando por momentos de seca desesperadores.

Para criar um clima, cada um dos que blogam aqui – porque nós somos Sampa! – falou qual a música que toca em suas cabeças quando andam pela cidade. De fato, a gente atira para todo lado quando o assunto é música, saca só:

Nosso editor Leandro, que tem no perfil a foto mais séria da internet, tem um acervo mental com várias músicas fazem lembrar da cidade, mas Samba do
Arnesto
foi a que mais marcou. “Quando eu morava nos EUA, tinha um
professor de biologia que curtia música brasileira e me mostrou
essa pra ver se eu conhecia. Na hora fiquei meio nostálgico e a música
ficou marcada”. Todo um lance de saudades!

Marcela, nossa baiana 25 de março hunter, não passa sem a óbvia: Sampa. Antes que todo mundo diga “ah vá, essa toca até na cabeça de um marciano quando pensa na cidade”, ela emenda: “Mas eu tenho meus momentos de Ronda (aaaaaamo “cena de sangue num bar da Avenida São João”), de Under The Bridge e até mesmo de Marinheiro Só. E coisas do tipo Samba do Arnesto, Trem das 11, toda vez q eu vejo um ônibus pra Jaçanã, Demônios da Garoa, sabe? E tem Rita Lee, seja Mutantes, Tutti Frutti, anos-80-trilha-de-novela ou até véia coroca.”

Rompendo fronteiras para fazer par com Under The Bridge, Fernanda manda outra internacional: “Parece ridículo, mas a primeira música que vem na minha cabeça é Only Happy When it Rains, do Garbage. O pior é que ela não é uma música das mais felizes”. Por que essa? Ela não tem a mínima idéia!

Fã de noites com shows e pistas apertadas, Ana Bean busca na ponta da agulha da vitrola sua trilha sonora. “O primeiro vinil que comprei quando me mudei para São Paulo foi o do Ira! – faz teeeeempo, rs – banda que eu adorava na época e que sempre teve a cara da cidade pra mim, mais por um valor sentimental mesmo. Eu escolho a primeira deles que veio na minha cabeça, “Gritos na Multidão” (“E aqui estou eu então, não estou sozinho não! É mais de um milhão, ninguém mais pensa em vão!”).

A mais tocada no top 10 dos sussurros mentais de Lucasof, enquanto desbravava essas ruas com tantas pistas, tantos carros e buracos de tatu com velozes veículos coletivos, como diria o candidato do coração (Aerotrem é a solução!) era Lá Vou Eu, na voz de Zélia Duncan. “Até hoje quando lembro das noites sozinhas e macambúzias logo que mudei para cá ainda canto essa. Marcou a mudança, os novos rumos, novos tempos e novos amigos. As coisas melhoraram muito, mas ainda não consigo ficar indiferente debaixo desse céu”.

Mayara, a paulistana da vida toda que não gosta de pizza, acha difícil eleger uma só. “Vou pegar o clima de Zélia Duncan do Lucas e cantar. Pode ser? Num apartamentoooo, perdido na cidadeee, alguém está tentando acreditar que as coisas vão melhoraaar ultimamenteeeee”.

Carol Ribeiro fez um brainstorm ensurdecedor para vasculhar seus temas musicais, vejam o que rendeu: “A primeira música que me veio à cabeça foi Like a Rolling Stone na primeira versão acústica de Bob Dylan, claro! Mas essa é London demais! Aí eu pensei Idioteque, do Radiohead, para os dias melancólicos e Belle and Sebastian, Get Me Away From Here I’m Dying para os com um pouco mais de esperança. Mas pode ser Jacques Brel, Silvio Rodriguez, Mercedes Sosa, Chico…tanta coisa!

Para a Renata, pasmem os leitores, a primeira música que vem na cabeça é “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João…”. Uhuuu!! Mas ela justifica: “Que raiva, odeio Caetano Veloso! Mas é essa maldita música que mais me lembra São Paulo. Demônios da Garoa também”. Será pela garoa?

E a sua música para Sampa, qual é? Diz aí nos comentários!

Foto do Flickr de Juliana Leitão



3 Responses to “Com cinco notas maestro, qual é a música?”

  1. Fala Lucas…

    Estava sapeando a lista de discussão do Barcamp, e vi um post seu, entrei no link, e me deparei com vários posts sobre Sampa.
    Não pude deixar de colocar um comentário, já que nesse final de semana, duas músicas me faziam recordar com muita força São Paulo.
    A ultra-mega-blaster “carióquíssima” São Gonça, do Seu Jorge, que no show em São Paulo, junto com Ana Carolina, ele troca uma parte da letra, e diz: “Morando em São Paulo, você sabe como é, hoje a marginal engarrafou, e eu fiquei a pé”.
    Kra, depois dessa música, impossível passar em qualquer marginal e não lembrar da letra, não pensar na dificuldade que é, atravessar toda a cidade pra ir ver minha “neguinha”.
    Outra, que o seu Jorge canta nesse mesmo show, que acho que é da Leci Brandão, que me lembra deveras São Paulo é: “Zé do Caroço”.

    “No serviço de auto-falante, no morro do pau da bandeira, quem avisa é o Zé do Caroço, amanhã vai fazer alvoroço, alertando a favela inteira”

    Moro em Barretos, e sou apaixonado por São Paulo.
    Trabalho com tecnologia, e sou um blogueiro frustrado (não consigo publicar com freqüência).
    Amo São Paulo, essa cidade fantástica, cheia de contrastes, que carrega com ela o sonho de milhões de pessoas, a esperança de ser a cidade que irá transformar suas vidas. O fato é que realmente, São Paulo tem essa magia. Impossível ficar impassível diante de tamanha grandeza.

    Perdão pelo grande comentário… me empolguei.
    E parabéns pelo blog, muito massa.

  2. “perdão pelo grande comentário”? Eu adorei!

  3. Essa do Seu Jorge, São Gonça, me lembra São Paulo também! Até porque já aderi ao “Hoje a marginal engarrafou e eu fiquei a pé”…rsrsrs

    E é engraçado, mas São Paulo combina com samba, né?