Ninguém é inocente em São Paulo

ferrez.jpg O escritor Ferréz fuzila todos com sua arma mais incrível: as palavras, que compilam em um livro o que seus olhos marginais captam com maestria pelas ruas.

Expoente da chamada ”literatura marginal”, o autor revela em seu novo livro, “Ninguém é inocente em São Paulo”, o cotidiano trágico, patético e por vezes cômico da periferia.

Ferréz escreve com conhecimento de causa. Assim como seus personagens, ele é morador do Capão Redondo, filho de um motorista e de uma empregada doméstica e vive na pele a violência e a eterna desesperança dos que estão à margem da sociedade.

Neste novo livro, tento mostrar essas duas caras de São Paulo: a que dorme e a que não consegue dormir, conta o autor.

Quando a polícia chega atirando, ele não se abala, registra. Escreve um conto. Um dos vários encontrados na obra. “Moro dentro do tema”, diz.

Sou fã do Ferréz. Através da movimentação que ele chama de literatura marginal, tudo me faz ver nele uma usina poderosa de talento e trabalho, elogia Arnaldo Antunes.

Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2.073 // Quinta-feira, dia 31/08, a partir das 19h



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